sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Du Baú - Walls of Jericho entrevista (2010)
Sem Pressão!
Walls of Jericho supera uma década de brutalidade musical de forma honesta e definitivamente não quer saber de pressão por parte de gravadoras. Há anos sem lançar nada, guitarrista e baixista da banda atendem ao Substance Barcelona
para deixar claro que disco novo sairá quando a banda desejar e não quando houver um limite imposto por empresas. Também conta detalhes do verdadeiro título, The American Dream, e do suposto DVD com imagens gravadas no Brasil, que ao final nunca foi lançado.
Por Mauricio Melo
para deixar claro que disco novo sairá quando a banda desejar e não quando houver um limite imposto por empresas. Também conta detalhes do verdadeiro título, The American Dream, e do suposto DVD com imagens gravadas no Brasil, que ao final nunca foi lançado.
Walls of Jericho já tem mais de uma década na estrada, melhor dizendo que está entrando em seu décimo terceiro ano em atividadade. Vocês acreditam que o tempo passou muito rápido se dermos uma rápida olhada para trás?
Mike Hasty - Sim, quase não pensamos nisso mas se olharmos para trás e pensarmos no estávamos fazendo há treze anos é como "é maneiro mas nem tanto"
Aaron - Se olharmos pelo lado das mudanças parece até que foi há muito mais tempo. Quando começamos não existia toda essa internet que existe hoje, então parece que foi há muito mais que treze anos. Aí sim podemos dizer que houve muitos progressos por exemplo.
Hasty - Foi exatamente no final de uma era...
Aaron - Isso, fomos uma das últimas bandas daquele momento "antigo".
Hasty - Ao invés de estarmos fazendo CDs demos ou lançando músicas online no myspace como fazem atualmente ainda estávamos na época de gravar demos em fitas cassetes...
Aaron - Fizemos milhares de cassetes para distribuir para as pessoas que gostassem de nossas músicas.
Hasty - Falávamos disto outro dia com os integrantes do Biohazard. Quando o hardcore começou para eles nos anos 80 nunca imaginaram que poderiam chegar tão longe. Você inicia uma banda, independente de seus objetivos, algumas nem tem objetivos, seja como for, comparado a uma banda agora que tem tantos recursos e tantos meios para colocar seu nome no mercado, etc. Atualmente somos bastante felizes por tocar, sabíamos no início de tudo que teríamos capacidade para fazer shows e tínhamos esperança de estar numa gravadora um dia e fazer uma ou duas turnês. Me lembro que só em imaginar a possibilidade já era incrível, agora necessita de quinze braços pra dar conta do recado...
E agora, pede férias?...Não, definitivamente não, amo o que faço.
O que vocês acham de bandas que após um tempo na estrada e conseguir o que realmente querem, que é gravar e estar em turnê, começam a queixar-se da rotina ou da vida que levam?
Hasty - Bem, não estou cansado disto mas entendo perfeitamente quem pensa assim. Escolha qualquer um ou até mesmo você que muitas vezes viaja para cobrir shows, etc. Se alguém tem um objetivo que é viajar ao redor do mundo por exemplo e é capaz de fazer isto, é incrível. Me lembro retornando pra casa após a primeira turnê na Europa, empolgadíssimo. Agora, após estar aqui umas quinze vezes, apesar de ainda ter seus "encantos" já não é tão empolgante. Até mesmo os locais onde toca começam a repetir, como "ah! já tocamos aqui uns dois ou tres anos atrás..." e por aí vai. Algo se perde mas ao mesmo tempo, ainda gosto do que faço, tocar, gravar, viajar. Prefiro estar aqui tocando do que estar em casa, trabalhando ou não, tanto faz, prefiro estar aqui.
As letras do Walls of Jericho normalmente não são politizadas mas com o título The American Dream muita gente passou a associar o grupo ao lado mais político. Qual a diferença de temas entre as letras deste para os demais?
Aaron - Não, para este disco simplesmente estávamos enlouquecidos, todos escrevemos as músicas juntos e tinhamos o mesmo sentimento e o mesmo alvo. Tivemos alguns problemas, não entre nós mas coisas que envolviam a banda e que detestamos e escrevemos o disco neste clima. Por isso o disco tem este clima de protesto. Todas as pequenas coisas que nos incomodavam colocamos nas músicas.
Igualmente foi uma coincidência com a explosão da crise financeira no mundo e nos Estados Unidos?
Hansy - Acho que não...
Aaron - Algumas coisas estavam acontecendo no mesmo momento e que de alguma forma te inspiram mas nenhuma relação direta.
Hansy - Igualmente, para todos os lados utilizam a crise financeira para explorar as pessoas. Pessoas que tinham bons empregos perderam tudo ou continuam fazendo o mesmo trabalho pela metade dos ganhos que tinham anteriormente mas você tem que aceitar porque é melhor do que estar desempregado. Daí as empresas descobrem que não necessitam pagar mais se as pessoas fazem por menos.
The American Dream foi lançado há mais de três anos. Vem algo novo por aí?
Hansy - Estamos tomando um respiro. Para ser honesto é sobre isto que é o The American Dream. Acho que estamos frustrados porque a banda se tornou algo que realmente nunca foi e estava fora de nosso controle.
Aaron - Sim, exatamente isto. Éramos uma banda pequena, onde fazíamos tudo nós mesmo, tipo Do it yourself e de repente entram umas pessoas no meio da história dizendo que querem te ajudar e não é bem assim, acabamos perdendo o controle de coisas que estávamos acostumados a fazer e ficamos "perdidos". Agora retomamos o controle da situação e queremos fazer as coisas como tem que ser feito. Não queremos pressões para lançar isto ou aquilo, quando quisermos um disco novo faremos mas agora mesmo estamos curtindo um tempo "livre".
Hansy - Os últimos dois discos que fizemos tiveram que ser feitos num tempo específico, sair por algo específico, este tipo de disco, este tipo de música, etc.
Podemos fazer isto mas quando quisermos e não sob pressão. Se pode começar a compor quando quiser mas sem uma data limite para entregar o trabalho, não é assim que funciona. Porque dizem que se você não fizer não tem aquele tipo de turnê ou isso e aquilo. Por este motivo não temos pressa para nada. Faremos um disco quando sentirmos que temos uma razão para fazê-lo, queremos algo feito por inspiração e não porque tem que ser feito.
O show do Hellfest do anos passado, 2010, foi o primeiro após um longo tempo em inatividade, certo? Algum motivo em especial?
Hansy -Sim, estivemos seis meses parados.
Aaron - Foram umas férias, nada mais. Depois do Hellfest iniciamos nossas atividades normais.
Hansy - Sim porque depois de um tempo você já não tem o que fazer e decidimos fazer uns festivais de verão.
Aaron - Ficamos meses sem nos falar, férias total. Nada de banda, negócios, nada de nada. Pra dizer a verdade nos encontramos algumas vezes mas, falávamos de guitarras, riffs ou algo gravado mas nada de planos oficiais para a banda.
Hansy - Tivemos um projeto juntos enquanto isso. Na verdade tudo começou quando nosso baterista saiu da banda anos atrás. Depois que retornamos com o Walls o projeto ficou de lado, daí quando entramos de "férias" pensamos "Ei! é um bom momento para um disco!".
Então de férias não rolou nada...
Claro que sim, isso é férias pra gente, diversão total (risos).
Já pensaram em fazer algum álbum conceitual?
Aaron - Não é nosso estilo...
Hansy - Quando não tivermos nada do que nos enfurecer, daí escreveremos algo conceitual. Daí, com certeza será conceitual enfurecido com alguma coisa (risos). Também quero dizer que quando falo em estar puto com alguma coisa não queremos que as pessoas pensem que só escrevemos músicas para reclamar das coisas ou que só vemos o lado negativo de tudo. Mostramos o lado negativo mas pensamos positivamente para tentar melhorar a situação da qual nos queixamos.
Se a banda fosse convidada a fazer parte de uma grande gravadora, aceitaria o convite ou não?
Hansy - Desde o momento que tivéssemos liberdade, realmente não me importaria. O problema com as grandes é o que comentávamos antes, datas para entregar trabalhos, datas para compromissos, etc. E uma coisa que aprendemos é que não se faz um bom disco se alguém não se sente criativo para aquilo, não se pode chegar e dizer "queremos um disco" e fazemos, não é assim.
Mas sabemos que as grandes trabalham assim...
Veja os festivais como o Hellfest ou Wacken. Todas as bandas que estiveram na edição de 2010 estarão de volta em 2012 ou a maioria delas estará. Por que? porque é assim que funciona o ciclo, daqui a dois anos estarão lançando algo novo e é o momento de retornar. Gravar, lançar, fazer tudo o que pode em dois anos e fazer outra vez, como uma máquina.
A cenda atual é agradável?
Hansy - Acho que muita coisa cresceu desde os anos 90. Existem grandes bandas straight edges que atualmente a idéia é muito mais aceita agora e ganhou muito espaço.
Walls of Jericho esteve no Brasil em 2009 e anteriormente também esteve captando imagens para um DVD ou algo assim. Porque o Brasil foi escolhido?
Aaron - A América do Sul é incrível! Desde a primeira vez que estivemos lá que ficamos impressionados. Quando surgiu a idéia de gravar um DVD logo veio na cabeça a América do Sul porque era o ideal. Porém nunca lançamos nada e por isso toda a história do The American Dream, a coisa estava tão descontrolada que o DVD nunca saiu, perderam parte do material, etc. Gostaríamos de voltar e ter a oportunidade de refaze-lo.
No Brasil? Qual a possibilidade da banda retornar ao Brasil?
Hansy - Voltaria hoje mesmo, com certeza.
Aaron - O problema é que nunca aparece alguém com esta pergunta "querem ir ao Brasil?" com as passagens na mão (risos).
Hansy - Iremos com certeza, provavelmente sem disco novo. Definitivamente não teremos disco para apresentar.
Mas do jeito que as pessoas gostam da banda por lá, com certeza vocês não precisam de um disco novo como motivo para tocar no país...
Aaron - De alguma forma quase me sinto obrigado a oferecer algo novo ao público. Me sinto mal em ir aos países e apresentar sempre a mesma coisa e não oferecer nada novo, é como se estivesse enganando os outros. Gosto quando apresento algo novo mas fico feliz de que gostem da gente com o que já temos.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Du Baú - Napalm Death Entrevista 2009
Para iniciar, parabéns pelo excelente Time Waits for No Slave. Poderia nos contar um pouco sobre o novo álbum, o título e as letras? O Smear era mais concentrado em temas religiosos, com o Time Waits...?
Barney - Falamos mais em auto-realizações e não atacando a alguma coisa diretamente. Todo mundo, individualmente tem o direito da livre escolha. Seria basicamente dizer...encorajar pessoas a olhar o mundo, a todas as coisas que estão ao redor, entender as coisas simples e sentir-se satisfeitas. Fazer com que as pessoas pensem e apreciem um pouco do que tem a seu redor. Parar de pensar um pouco no materialismo e de
Barney - Falamos mais em auto-realizações e não atacando a alguma coisa diretamente. Todo mundo, individualmente tem o direito da livre escolha. Seria basicamente dizer...encorajar pessoas a olhar o mundo, a todas as coisas que estão ao redor, entender as coisas simples e sentir-se satisfeitas. Fazer com que as pessoas pensem e apreciem um pouco do que tem a seu redor. Parar de pensar um pouco no materialismo e de
quanto mais coisas necessito conseguir, algumas pessoas só pensam nas coisas materiais. É tempo de apreciar o que se tem a volta, nada mais.
No documentário do DVD Punishment in Capitals você comentou que quando esta em tour não costuma escutar música e prefere ler livros. Algum que tenha influenciado na composição do novo disco?
Barney - Realmente, quando estamos em tour não escuto música, já tenho o suficiente. Com relação aos livros tento não ser influenciado por eles, não os vejo como fonte de inspiração ou que cheguem ao ponto de influenciar na minha maneira de escrever. Algumas pessoas fazem ou já fizeram e não acho legal, acho que não me sentiria original sem utilizar minhas idéias para escrever uma letra. Igualmente não muda minha personalidade o que leio nos livros. Respeito muito as obras das pessoas que escrevem mas nenhum tem uma influência direta em minha vida ou para escrever.
Barney - Realmente, quando estamos em tour não escuto música, já tenho o suficiente. Com relação aos livros tento não ser influenciado por eles, não os vejo como fonte de inspiração ou que cheguem ao ponto de influenciar na minha maneira de escrever. Algumas pessoas fazem ou já fizeram e não acho legal, acho que não me sentiria original sem utilizar minhas idéias para escrever uma letra. Igualmente não muda minha personalidade o que leio nos livros. Respeito muito as obras das pessoas que escrevem mas nenhum tem uma influência direta em minha vida ou para escrever.
Você acredita em conspirações?
Barney - Não de forma direta, acho que acabaria generalizando se digo que acredito em conspirações. Todas as coisas partem de uma individualidade. Acredito por exemplo que os políticos façam coisas ruins e que as pessoas não tem conhecimento? claro que acredito. Algumas pessoas chamam isto de conspirações mas chamo de lógica. Não tenho nenhuma da qual diga exatamente que foi uma grande conspiração até porque quando se levanta a possibilidade de uma se torna tão sensacionalista que perde o senso e não se chega a um resultado. Por exemplo, existe toda esta luta contra o terrorismo mas tenho certeza que estão mais interessados no lucro desta luta do que com uma solução, podemos dizer então que eles mesmos criam estas coisas porém não existem grandes conspirações de forma isolada, não são grandes conspirações, é questão de lógica.
Barney - Não de forma direta, acho que acabaria generalizando se digo que acredito em conspirações. Todas as coisas partem de uma individualidade. Acredito por exemplo que os políticos façam coisas ruins e que as pessoas não tem conhecimento? claro que acredito. Algumas pessoas chamam isto de conspirações mas chamo de lógica. Não tenho nenhuma da qual diga exatamente que foi uma grande conspiração até porque quando se levanta a possibilidade de uma se torna tão sensacionalista que perde o senso e não se chega a um resultado. Por exemplo, existe toda esta luta contra o terrorismo mas tenho certeza que estão mais interessados no lucro desta luta do que com uma solução, podemos dizer então que eles mesmos criam estas coisas porém não existem grandes conspirações de forma isolada, não são grandes conspirações, é questão de lógica.
No mesmo documentário citado antes, você falou que a banda já passou por duros testes durante estes quase trinta anos. Qual foi a pior experiência que vocês já tiveram com o Napalm e claro, a melhor?
Barney - Acho que tudo o que passamos foi um grande teste. Nos anos noventa por exemplo foi uma década muito ruim para uma banda como a nossa mas não só para o Napalm e sim para a música pesada em geral. Mas seguimos adiante e funcionou, hoje estamos onde estamos e por isso é a melhor experiência.
Barney - Acho que tudo o que passamos foi um grande teste. Nos anos noventa por exemplo foi uma década muito ruim para uma banda como a nossa mas não só para o Napalm e sim para a música pesada em geral. Mas seguimos adiante e funcionou, hoje estamos onde estamos e por isso é a melhor experiência.
Vejo o Napalm mais como uma variação do hardcore do que outro estilo. Porém, muita gente ainda define a banda como death metal, estas definições sobre a música da banda incomodam? O público varia de acordo com a cidade ou país, algum mais hardcore outros mais metal?
Barney - São influências que temos de ambos estilos. Concordo que o Napalm seja mais uma variação do hardcore, porém temos que concordar que somos tão próximos de um quanto de outro estilo. Não somos uma banda de death metal mas temos grandes influências do gênero, sem dúvidas. Chegamos a um ponto que não nos importa qual definição nos dão, somos o que somos. Não necessariamente existe variação de público em nossos shows. Pessoas criam estas subjeções e não é o caso ter uma variação. O público é sempre misturado, não importa o país ou cidade em que tocamos. Claro que em algumas cidades pode existir um grupo maior relacionado ao metal e outros ao hardcore mas no geral o público é único, não existem divisões.
Do mesmo modo que a banda tem seu próprio estilo, muitos dos álbuns tiveram variações bastante latentes. É interessante descobrir que discos mais experimentais e que por vezes receberam alguma crítica negativa tenha exatamente influenciado tanta gente, o Converge por exemplo é uma delas. Podemos considerar que o Napalm estava adiante de seu tempo?
Barney - Sim, poderíamos afirmar que sim sem que isto soe um pouco arrogante. Muita gente que não gostava dos discos naquela época hoje em dia reconhecem o grande valor dos mesmos por diferentes razões. Realmente algumas pessoas comentam que aqueles discos foram uma grande influência, o Converge como você mesmo citou é um destes grupos. Não sou o tipo de pessoa que me preocupo com qual disco foi influente ou não mas ao mesmo tempo fico satisfeito em saber que o que fizemos funcionou de alguma maneira.
Barney - São influências que temos de ambos estilos. Concordo que o Napalm seja mais uma variação do hardcore, porém temos que concordar que somos tão próximos de um quanto de outro estilo. Não somos uma banda de death metal mas temos grandes influências do gênero, sem dúvidas. Chegamos a um ponto que não nos importa qual definição nos dão, somos o que somos. Não necessariamente existe variação de público em nossos shows. Pessoas criam estas subjeções e não é o caso ter uma variação. O público é sempre misturado, não importa o país ou cidade em que tocamos. Claro que em algumas cidades pode existir um grupo maior relacionado ao metal e outros ao hardcore mas no geral o público é único, não existem divisões.
Do mesmo modo que a banda tem seu próprio estilo, muitos dos álbuns tiveram variações bastante latentes. É interessante descobrir que discos mais experimentais e que por vezes receberam alguma crítica negativa tenha exatamente influenciado tanta gente, o Converge por exemplo é uma delas. Podemos considerar que o Napalm estava adiante de seu tempo?
Barney - Sim, poderíamos afirmar que sim sem que isto soe um pouco arrogante. Muita gente que não gostava dos discos naquela época hoje em dia reconhecem o grande valor dos mesmos por diferentes razões. Realmente algumas pessoas comentam que aqueles discos foram uma grande influência, o Converge como você mesmo citou é um destes grupos. Não sou o tipo de pessoa que me preocupo com qual disco foi influente ou não mas ao mesmo tempo fico satisfeito em saber que o que fizemos funcionou de alguma maneira.
Bandas de diferentes estilos admiram e respeitam o Napalm, mesmo aquelas que não gostam, respeitam. Daí existem participações especiais nos discos como Jello Biafra, Jamie Jasta ou John Tardy por exemplo. Quando Jamie Jasta participou algumas pessoas criticaram a participação, como a banda vê estas criticas, a imagem de Jasta talvez tenha favorecido as mesmas?
Barney - As críticas não incomodam de maneira geral. Muita gente não conheceu Jasta antes do Hatebreed. Jamie promovia shows hardcore em sua cidade, inclusive os do Napalm Death, antes mesmo do Hatebreed sonhar em ser alguma coisa. Ele apoiava a cena local e não temos dúvidas de sua originalidade no hardcore. As pessoas colocam em dúvida originalidades sem saber ao certo as origens de outras. Talvez este seja o grande problema da cena hardcore, o fato de quem pode ser mais do que o seguinte. Não me sinto mais punk do que ninguém, o melhor é fazer suas escolhas, fazer a coisa certa e não tentar medir forças com alguém. Não tente ser mais elitista, ser mais do que o próximo porque não é assim que funciona. Sou apenas eu mesmo, sem vaidades.
Barney - As críticas não incomodam de maneira geral. Muita gente não conheceu Jasta antes do Hatebreed. Jamie promovia shows hardcore em sua cidade, inclusive os do Napalm Death, antes mesmo do Hatebreed sonhar em ser alguma coisa. Ele apoiava a cena local e não temos dúvidas de sua originalidade no hardcore. As pessoas colocam em dúvida originalidades sem saber ao certo as origens de outras. Talvez este seja o grande problema da cena hardcore, o fato de quem pode ser mais do que o seguinte. Não me sinto mais punk do que ninguém, o melhor é fazer suas escolhas, fazer a coisa certa e não tentar medir forças com alguém. Não tente ser mais elitista, ser mais do que o próximo porque não é assim que funciona. Sou apenas eu mesmo, sem vaidades.
Sobre a defesa dos animais que é um dos projetos que vocês apoiam. Aqui na Espanha ainda é comum a matança de touros. Recentemente assisti a um programa que após matar o animal existe uma celebração em praça pública e com direito a orquestra e pessoas bem vestidas para assistir o evento e o touro pendurado em praça pública. Dizem que é uma tradição com mais de 700 anos. Após tantos anos o ser humano ainda não evoluiu o suficiente?
Barney - Exatamente. Tradições não existem em momentos assim, não significam nada. Muitas vezes as tradições são colocadas acima da humanidade e isso não é nem metade do problema. Pessoas não enxergam os erros do passado quando o passado não pôde ser interrompido ou visto como um erro, então o que ou como irão aprender deste erro que eles não consideram errado? Não tenho nenhum problema de falar sobre tradições, que se danem! Na Inglaterra existe uma grande divisão de opiniões sobre tradições. Só por serem tradições não devemos contestá-las? Claro que não devemos ficar calados, isso seria ridículo! Estamos nos esforçando durante anos e anos para descobrir uma maneira de ser mais humanos uns com os outros, então porque não podemos aprender desta maneira? Se você me diz algo sobre touradas ou qualquer outro assunto que envolva touros aqui na Espanha, simplesmente não dou a mínima sobre estas tradições, isso tem que parar! É uma humilhação muito grande para todos deixar um animal numa situação como esta.
Barney - Exatamente. Tradições não existem em momentos assim, não significam nada. Muitas vezes as tradições são colocadas acima da humanidade e isso não é nem metade do problema. Pessoas não enxergam os erros do passado quando o passado não pôde ser interrompido ou visto como um erro, então o que ou como irão aprender deste erro que eles não consideram errado? Não tenho nenhum problema de falar sobre tradições, que se danem! Na Inglaterra existe uma grande divisão de opiniões sobre tradições. Só por serem tradições não devemos contestá-las? Claro que não devemos ficar calados, isso seria ridículo! Estamos nos esforçando durante anos e anos para descobrir uma maneira de ser mais humanos uns com os outros, então porque não podemos aprender desta maneira? Se você me diz algo sobre touradas ou qualquer outro assunto que envolva touros aqui na Espanha, simplesmente não dou a mínima sobre estas tradições, isso tem que parar! É uma humilhação muito grande para todos deixar um animal numa situação como esta.
Algumas pessoas dizem que você e mais conhecido por suas opiniões provocativas do que por sua voz. Após ser um critico explicito da politica Bush, você acha que com a eleição de Obama as coisas podem mudar, ou a simples eleição de um presidente americano não faz nenhum milagre se o sistema mundial continuar o mesmo?
Barney - Sim, a resposta está praticamente junto da pergunta. Obama tem boas intenções, é mais pacífico e diplomático. Se o sistema continuar o mesmo os políticos não irão mudar muita coisa, ou nada. O mundo inteiro deveria mudar seu sistema para surtir algum efeito. Da mesma maneira que está acontecendo agora com a crise financeira. Somente quando algo brutal acontece simultâneamente é que existe uma mudança geral. Talvez mude um dia mas isso acontecerá em centenas de anos, não agora.
Barney - Sim, a resposta está praticamente junto da pergunta. Obama tem boas intenções, é mais pacífico e diplomático. Se o sistema continuar o mesmo os políticos não irão mudar muita coisa, ou nada. O mundo inteiro deveria mudar seu sistema para surtir algum efeito. Da mesma maneira que está acontecendo agora com a crise financeira. Somente quando algo brutal acontece simultâneamente é que existe uma mudança geral. Talvez mude um dia mas isso acontecerá em centenas de anos, não agora.
Em algumas de suas passagens pelo Brasil, você visitou alguma instituição ou algum projeto de defesa dos animais ou direitos humanos, já que é um país com bastantes problemas sociais?
Barney - Visitei em outros países mas por lá nunca, até porque não passei tanto tempo assim no Brasil, só mesmo o tempo para os shows. Gostaria muito de ter esta oportunidade e de visitar uma favela ou um projeto social em alguma comunidade por exemplo, muita gente diz que é perigoso mas não tenho nenhum receio, posso ir tranquilamente. Não sei exatamente como funciona, por isso tenho um comentário limitado sobre esta questão.
Barney - Visitei em outros países mas por lá nunca, até porque não passei tanto tempo assim no Brasil, só mesmo o tempo para os shows. Gostaria muito de ter esta oportunidade e de visitar uma favela ou um projeto social em alguma comunidade por exemplo, muita gente diz que é perigoso mas não tenho nenhum receio, posso ir tranquilamente. Não sei exatamente como funciona, por isso tenho um comentário limitado sobre esta questão.
Seu estilo de vida, vegetariano, nada de drogas e álcool. Estando em tour é difícil manter a alimentação e como cuidar desta tão personalizada voz?
Barney - Tudo é muito típico quando se está em turnê mas não tão típico quando você imagina. Tudo depende do que sua mente diz. Se você é negativo sobre algo, nunca encontrará o que necessita. Se pensar positivo sempre irá encontrar do que se "alimentar". Não é difícil quando se consegue encontrar um equilíbrio, o controle está todo na mente. Não tenho nenhum cuidado especial para minha voz, só pelo fato de não fumar ou beber já ajuda muito, além do que já citei sobre a alimentação e cuidar da boa forma física, tudo reflete na voz.
Barney - Tudo é muito típico quando se está em turnê mas não tão típico quando você imagina. Tudo depende do que sua mente diz. Se você é negativo sobre algo, nunca encontrará o que necessita. Se pensar positivo sempre irá encontrar do que se "alimentar". Não é difícil quando se consegue encontrar um equilíbrio, o controle está todo na mente. Não tenho nenhum cuidado especial para minha voz, só pelo fato de não fumar ou beber já ajuda muito, além do que já citei sobre a alimentação e cuidar da boa forma física, tudo reflete na voz.
Existem músicas que não podem faltar no setlist como Scum ou Siege of Power por exemplo. Não se torna cansativo saber que muita gente vai aos shows esperando exatamente estas músicas e acaba deixando os novos trabalhos de lado? Existe a possibilidade de algum dia estas músicas ficarem de fora?
Barney - O setlist não muda muito de um show para outro. Tentamos incluir um pedido ou outro mas não podemos ter dois ou três setlist porque ainda assim seriam parecidos e porque já não podemos fugir de algumas músicas como as que você citou por exemplo.
Barney - O setlist não muda muito de um show para outro. Tentamos incluir um pedido ou outro mas não podemos ter dois ou três setlist porque ainda assim seriam parecidos e porque já não podemos fugir de algumas músicas como as que você citou por exemplo.
Há alguns anos você participou do Extreme Noise Terror. Algum projeto em mente ou algo que gostaria de fazer fora do Napalm nos dias atuais?
Barney - Não, nenhum projeto no momento. Não me sinto motivado a iniciar algo fora do Napalm Death. No futuro pode ser, mas atualmente não existe possibilidade. Com o Extreme Noise Terror foi legal mas olhando para trás posso dizer que poderia ter ficado melhor de uma forma geral. Se fosse gravado hoje seria diferente, é claro.
Neste momento acabo fazendo uma pergunta ao Mitch Harris que afinava sua guitarra na mesma sala:
Barney - Não, nenhum projeto no momento. Não me sinto motivado a iniciar algo fora do Napalm Death. No futuro pode ser, mas atualmente não existe possibilidade. Com o Extreme Noise Terror foi legal mas olhando para trás posso dizer que poderia ter ficado melhor de uma forma geral. Se fosse gravado hoje seria diferente, é claro.
Neste momento acabo fazendo uma pergunta ao Mitch Harris que afinava sua guitarra na mesma sala:
Por falar em projeto; Max Cavalera comentou que gostaria de contar com sua presença no Cavalera Conspiracy mas você estava ocupado na época. Se o convite fosse refeito?
Aceitaria com muito prazer, seria brutal. Infelizmente estava muito ocupado na época do convite mas hoje em dia poderia acontecer sem problemas.
Aceitaria com muito prazer, seria brutal. Infelizmente estava muito ocupado na época do convite mas hoje em dia poderia acontecer sem problemas.
Alguma banda nova que te chama atenção?
Barney - Nenhuma grande banda no momento. Gosto muito Trap Them por exemplo. Fazem meu estilo e tenho muito respeito pelo trabalho deles.
Barney - Nenhuma grande banda no momento. Gosto muito Trap Them por exemplo. Fazem meu estilo e tenho muito respeito pelo trabalho deles.
Não existe nenhum membro original do Napalm atualmente, porém após tantos anos juntos vocês são mais originais do que os próprios. A banda perdeu Jesse Pintado alguns anos atrás mas foi forte o suficiente de seguir com força total. Porém se um de vocês sai da banda atualmente pode ser o fim? Esperamos que isso não aconteça.
Barney - Para mim é sempre o fato de quem pode fazer coisas boas para a banda. Não é o caso de quem é membro original ou não, seja no Napalm ou fora, falo de uma maneira geral, sobre todas as bandas. É muito remoto falar sobre isto, poderia chegar e dizer que gosto da banda como um trio por exemplo. Não necessariamente porque gosto deste ou daquele membro e sim porque pode-se fazer uma música melhor, é assim que funciona uma banda. Se as pessoas gostam mais dos antigos tudo bem. Se gostam dos últimos lançamentos ou uma mistura de todo, fica tudo em casa, sem problemas. Quando as pessoas dão muita ênfase sobre qual membro isto ou aquilo acaba se tornando algo chato.
Sobre a possibilidade de seguir adiante com outros membros caso alguém saísse acho que sería viável. Depende do que você determina para seguir adiante. Porém, algumas bandas não tem resistência para continuar e anunciam um fim. Fizemos no passado estas trocas de formação e se faremos de novo... é difícil dizer se realmente seguiríamos ou não, depende muito da situação como por exemplo a saida de Jesse.
Barney - Para mim é sempre o fato de quem pode fazer coisas boas para a banda. Não é o caso de quem é membro original ou não, seja no Napalm ou fora, falo de uma maneira geral, sobre todas as bandas. É muito remoto falar sobre isto, poderia chegar e dizer que gosto da banda como um trio por exemplo. Não necessariamente porque gosto deste ou daquele membro e sim porque pode-se fazer uma música melhor, é assim que funciona uma banda. Se as pessoas gostam mais dos antigos tudo bem. Se gostam dos últimos lançamentos ou uma mistura de todo, fica tudo em casa, sem problemas. Quando as pessoas dão muita ênfase sobre qual membro isto ou aquilo acaba se tornando algo chato.
Sobre a possibilidade de seguir adiante com outros membros caso alguém saísse acho que sería viável. Depende do que você determina para seguir adiante. Porém, algumas bandas não tem resistência para continuar e anunciam um fim. Fizemos no passado estas trocas de formação e se faremos de novo... é difícil dizer se realmente seguiríamos ou não, depende muito da situação como por exemplo a saida de Jesse.
A banda está perto de completar 3 décadas, algum lançamento especial para esta data?
Barney - Talvez aconteça mas particularmente acho um pouco "farofa" coisas deste tipo. Trinta anos, uau!!! vamos fazer e acontecer (risos). Algumas bandas até fazem coisas legais mas acho que não faremos nada.
Barney - Talvez aconteça mas particularmente acho um pouco "farofa" coisas deste tipo. Trinta anos, uau!!! vamos fazer e acontecer (risos). Algumas bandas até fazem coisas legais mas acho que não faremos nada.
Esta tour chega ao Brasil?
Barney - Talvez. Bem, para ser sincero acredito que sim.
Barney - Talvez. Bem, para ser sincero acredito que sim.
Por Mauricio Melo
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Du Baú - Mastodon Entrevista - 2009
1 - Acredito já estarem cansados de tantas tentativas para definir o estilo do Mastodon. Alguns chamam de Stoner Metal, Math Metal, Prog Metal, Groove Metal, etc, etc. Com tantas influências do jazz presentes na bateria, uma acústica bem sofisticada e boas hamonias como é o caso de The Mortal Soil. Em suas palavras, como definir o som do Mastodon?
Brann: É um pouco estranho que fiquem remoendo isto ou que tipo de música se parece, acredito que venha mais por parte da imprensa tentar definir um estilo, simplesmente por dar uma definição. Então o que posso dizer é que não sabemos exatamente como definir.
Bill: É difícil mesmo encontrar uma definição, então fica assim mesmo, Prog/Rock, Sludge Metal (risos).
Brann: Poderíamos dizer que é Crusty/Prog ou algo do gênero porque quando as pessoas escutam a definição de progressivo logo o que vem na cabeça são sintetizadores e alguma associação com bandas como Dream Theater por exemplo e não é exatamente isto que fazemos.
2 - Ao escutar os discos do Mastodon com mais tranquilidade fica nítida as variações que podem ir de Ozzy (especialmente em Crack the Skye) passando por Alice in Chains e Soundgardem, ainda assim sem perder a pegada hardcore e suja, também caracteristica da banda. Este lado mais melódico da foi uma tendência natural, uma evolução de acordo com a exigencia do álbum ou alguma influência do produtor?
Bränn: Acabou sendo natural. Não colocamos nenhuma meta ou maneira de compor, apenas nos reunimos para fazer as músicas e aos poucos fomos evoluindo.
Bill: Acredito também que tivemos mais tempo para trabalhar neste último álbum. E definitivamente bons conselhos de Brendan O Brian, quem adicionou bastante coisa e nos ajudou. Ele colocou as coisas bem claras em cima da mesa e nos mostrou direções mais melódicas, é realmente um produtor.
Bränn: Acabou sendo natural. Não colocamos nenhuma meta ou maneira de compor, apenas nos reunimos para fazer as músicas e aos poucos fomos evoluindo.
Bill: Acredito também que tivemos mais tempo para trabalhar neste último álbum. E definitivamente bons conselhos de Brendan O Brian, quem adicionou bastante coisa e nos ajudou. Ele colocou as coisas bem claras em cima da mesa e nos mostrou direções mais melódicas, é realmente um produtor.
3 - Por falar em produtor, o Mastodon trabalhou com o mesmo nos 3 primeiros discos, Matt Bayles. Porquê a mudança para Brendan O Brian? Foi uma tentativa de fazer algo mais clássico já que ele trabalhou com bandas mais tradicionais como ACDC e The Black Crowes?
Bränn: Acho que ele (Brendan O Brian) sempre apresentou uma honestidade sonora com grupos com quem trabalhou e nós queríamos experimentar algo novo e diferente para este quarto trabalho. Já conheciamos bem o trabalho de Matt Bayles e imaginávamos desde a gravação de Blood Mountain que necessitaríamos de experimentar algo novo, mudar um pouco. Necessitávamos de um produtor com experiência em rock clássico, estávamos pensando desta maneira. Não queríamos apenas uma pessoa para apertar o botão de gravar quando tudo já estava pronto.
Bill: Acho que já produzimos bastante nossa música. Pegamos as composições e tantamos diferentes maneiras de gravar e dar roupagem as mesmas. Porém para este disco queríamos alguém ao lado para quando houvesse necessitade pudéssemos contar com esta pessoa. Como disse Brann não queríamos desta vez apertar o botão de gravar. Na verdade nunca tínhamos trabalhado com um produtor deste nível. Tipo conversar antes e debater temas de gravação, procuramos alguém que soubesse o que estava fazendo e encontramos.
Bill: E como não tínhamos trabalhado antes desta maneira não sabíamos o que iria acontecer. Matt Bayles é mais um engenheiro de som e não um produtor especificamente. Com Brendan foi totalmente diferente, ele realmente tem boas idéias e é isso que faz o produtor, apresenta boas idéias. Além de possuir diversos instrumentos dos quais utilizamos e que deram uma sonoridade diferente neste trabalho e um estúdio bem diferente do que trabalhávamos antes.
Bränn: Acho que ele (Brendan O Brian) sempre apresentou uma honestidade sonora com grupos com quem trabalhou e nós queríamos experimentar algo novo e diferente para este quarto trabalho. Já conheciamos bem o trabalho de Matt Bayles e imaginávamos desde a gravação de Blood Mountain que necessitaríamos de experimentar algo novo, mudar um pouco. Necessitávamos de um produtor com experiência em rock clássico, estávamos pensando desta maneira. Não queríamos apenas uma pessoa para apertar o botão de gravar quando tudo já estava pronto.
Bill: Acho que já produzimos bastante nossa música. Pegamos as composições e tantamos diferentes maneiras de gravar e dar roupagem as mesmas. Porém para este disco queríamos alguém ao lado para quando houvesse necessitade pudéssemos contar com esta pessoa. Como disse Brann não queríamos desta vez apertar o botão de gravar. Na verdade nunca tínhamos trabalhado com um produtor deste nível. Tipo conversar antes e debater temas de gravação, procuramos alguém que soubesse o que estava fazendo e encontramos.
Bill: E como não tínhamos trabalhado antes desta maneira não sabíamos o que iria acontecer. Matt Bayles é mais um engenheiro de som e não um produtor especificamente. Com Brendan foi totalmente diferente, ele realmente tem boas idéias e é isso que faz o produtor, apresenta boas idéias. Além de possuir diversos instrumentos dos quais utilizamos e que deram uma sonoridade diferente neste trabalho e um estúdio bem diferente do que trabalhávamos antes.
4 - E quanto tempo durou o processo composição, gravação, etc?
Bränn: Nove meses para escrever, um pouco mais de um mês para gravar. Não foi difícil, estávamos bem preparados para fazê-lo.
Bill: Difícil não foi mas trabalhoso, sim. Não aconteceu da noite para o dia mas realmente estávamos preparados para as gravações.
Bränn: Nove meses para escrever, um pouco mais de um mês para gravar. Não foi difícil, estávamos bem preparados para fazê-lo.
Bill: Difícil não foi mas trabalhoso, sim. Não aconteceu da noite para o dia mas realmente estávamos preparados para as gravações.
5 - Vocês consideram que esta transformação, a evolução de disco a disco até chegar no nível atual vem sendo lenta ou aconteceu no tempo certo, na medida?
Brann: Sim, não foi uma transformação radical. Desde Remission até Crack the Skye poderíamos considerar que são trabalhos bem opostos. Podemos dizer que foi uma transformação gradual. Passamos 10 anos tocando juntos, levando uma amizade, tentando impressionar uns aos outros escrevendo as músicas e tentando trabalhar melhor nas mesmas.
Bill: Também gostamos de diferentes tipos de música e quando nos juntamos levamos nossas influências e experiêcias pessoias e... tá começando a chover (risos). Como ia dizendo levamos também experiências pessoais para nossa música.
Brann: Sim, não foi uma transformação radical. Desde Remission até Crack the Skye poderíamos considerar que são trabalhos bem opostos. Podemos dizer que foi uma transformação gradual. Passamos 10 anos tocando juntos, levando uma amizade, tentando impressionar uns aos outros escrevendo as músicas e tentando trabalhar melhor nas mesmas.
Bill: Também gostamos de diferentes tipos de música e quando nos juntamos levamos nossas influências e experiêcias pessoias e... tá começando a chover (risos). Como ia dizendo levamos também experiências pessoais para nossa música.
6 - The Last Baron tem 13 minutos, o mesmo podemos dizer com The Czar. Crack the Skye é um disco ambicioso?
Brann: Bem... podemos dizer que saiu desta maneira.
Bill: Acho que as músicas saíram desta maneira mais por experimentos musicais, colocar pressão entre nós mesmos e tentar algo novo, ainda mais nas músicas citadas. Especialmente as do meio do álbum, foi o melhor ponto para explorar estes experimentos.
Brann: Depende de como usar a palavra ambição. Não fizemos o disco pensando nisso especificamente. Gravamos o que tinhamos vontade, foi um trabalho demorado e uma obra de quase um ano. Talvez por isso estas duas músicas tenham ficado assim. É um disco conceitual onde uma história é contada por capítulos. Podemos dizer que sim, é ambicioso, existe um objetivo a alcançar.
Brann: Bem... podemos dizer que saiu desta maneira.
Bill: Acho que as músicas saíram desta maneira mais por experimentos musicais, colocar pressão entre nós mesmos e tentar algo novo, ainda mais nas músicas citadas. Especialmente as do meio do álbum, foi o melhor ponto para explorar estes experimentos.
Brann: Depende de como usar a palavra ambição. Não fizemos o disco pensando nisso especificamente. Gravamos o que tinhamos vontade, foi um trabalho demorado e uma obra de quase um ano. Talvez por isso estas duas músicas tenham ficado assim. É um disco conceitual onde uma história é contada por capítulos. Podemos dizer que sim, é ambicioso, existe um objetivo a alcançar.
7 - O método de gravação para discos conceituais é o mesmo que para discos convencionais?
Brann: Sim é o mesmo, não existe nenhum segredo. Pelo menos conosco funciona da mesma maneira.
Brann: Sim é o mesmo, não existe nenhum segredo. Pelo menos conosco funciona da mesma maneira.
8 - O metal americano é conhecido por suas tradicionais bandas como Slayer, Metallica, Testament. O Mastodon pertence a uma nova geração. Estão preparados para assumir o posto banda referência agora ou num futuro bem próximo?
Brann: Não queremos assumir um posto, estamos construindo nosso próprio caminho. Estas bandas tem suas respectivas histórias e queremos ter a nossa.
Brann: Não queremos assumir um posto, estamos construindo nosso próprio caminho. Estas bandas tem suas respectivas histórias e queremos ter a nossa.
9 - Com quatro discos lançados e muito bem recebidos por público e critica. Quantos mais para estar entre os grandes de forma definitiva?
Bill: Está aí uma pergunta um pouco complicada, seria como prever o futuro.
Brann: Realmente é difícil prever mas acredito estarmos no caminho certo, continuamos trabalhando e lançando álbuns de maneira honesta e sincera.
Bill: Está aí uma pergunta um pouco complicada, seria como prever o futuro.
Brann: Realmente é difícil prever mas acredito estarmos no caminho certo, continuamos trabalhando e lançando álbuns de maneira honesta e sincera.
10 - Já no segundo álbum, recebendo prêmios de revistas como Kerrang, Terrorizer e Revolver como melhor disco do ano foi surpreendente para o grupo? Igualmente podemos perguntar pelo sucesso the Crack the Skye que vendeu 41 mill na primeira semana ou as vendas deste novo álbum já é um resultado de bons trabalhos anteriores e o público já compra sabendo que ira encontrar algo de qualidade?
Brann: Sim, os prêmios nos pegou de surpresa. Apesar de ser um bom disco não imaginávamos de receber tal reconhecimento tão rápido e ficamos felizes com isto. É muito bom ter um trabalho reconhecido desta maneira. Com relação ao Crack the Skye acho que o público já confia no nosso trabalho mas igualmente ficamos surpresos com a recepção.
Brann: Sim, os prêmios nos pegou de surpresa. Apesar de ser um bom disco não imaginávamos de receber tal reconhecimento tão rápido e ficamos felizes com isto. É muito bom ter um trabalho reconhecido desta maneira. Com relação ao Crack the Skye acho que o público já confia no nosso trabalho mas igualmente ficamos surpresos com a recepção.
11 - Os discos Leviathan e Blood Mountain, claro, vieram mais polidos que o Remission e o terceiro especificamente já lançado pela Warner, o que gerou algum receio entre os fãs. Houve alguma pressão na troca de gravadora?
Brann: Sim e não. O terceiro disco veio mais trabalhado do que os anteriores e como falamos antes foi uma evolução musical onde é difícil escapar. Apesar de mudarmos de gravadora não houve nenhuma pressão. Desde que chegamos na Warner trabalhamos com a mesma liberdade de antes.
Brann: Sim e não. O terceiro disco veio mais trabalhado do que os anteriores e como falamos antes foi uma evolução musical onde é difícil escapar. Apesar de mudarmos de gravadora não houve nenhuma pressão. Desde que chegamos na Warner trabalhamos com a mesma liberdade de antes.
12 - Brent parece ser o mentor do grupo apesar de já sabermos que Brann é o principal ou um dos principais compositores da banda. No entanto Brent foge da posição de líder colocando-se em um posto secundário. Isso incomoda o grupo ou da mais liberdade de expressão para cada um dos membros?
Bill: Não acho que Brent possa passar esta imagem apesar de já ter escutado isto em outras ocasiões, acho que temos liberdade e igualdade dentro do grupo.
Brann: Existe uma democracia muito grande dentro do Mastodon. Após alguns anos juntos somos mais um grupo de amigos do que um grupo de músicos que se reúne para tocar. Acho que não existe uma liderança dentro da banda, todos conversamos, colocamos idéias sobre a mesa e resolvemos juntos.
Bill: Não acho que Brent possa passar esta imagem apesar de já ter escutado isto em outras ocasiões, acho que temos liberdade e igualdade dentro do grupo.
Brann: Existe uma democracia muito grande dentro do Mastodon. Após alguns anos juntos somos mais um grupo de amigos do que um grupo de músicos que se reúne para tocar. Acho que não existe uma liderança dentro da banda, todos conversamos, colocamos idéias sobre a mesa e resolvemos juntos.
13 - Já pensaram em fazer algma continuação para aguns dos albuns conceituais ou cada um fica como obra única?
Brann: Nunca pensamos nisto antes. Acredito que não haverão continuações, são obras únicas e definitivas.
Brann: Nunca pensamos nisto antes. Acredito que não haverão continuações, são obras únicas e definitivas.
14 - Brasil?
Brann: Definitivamente. Estamos em turnê com o Metallica e Lamb of God e a previsão é estar na América do Sul em 2010 e o Brasil está incluido nesta viagem.
Bill: Já estamos ansiosos.
Bill: Já estamos ansiosos.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
SUBÚRBIO ALTERNATIVO - Como o jornal O Dia noticiou, HOJE É DE GRAÇA!
Inauguração do Buteco, Subúrbio Alternativo. Show da banda Noise Under Control e os DJs Deejay Lex, Rogério Vieira, Alex França & Luciano Medeiros.
Nota do Blogueiro:
Há muito sonhei com um espaço alternativo no Subúrbio, espero e esperamos que dessa vez não seja algo passageiro. Deixe de lado todos os estereótipos e cultive / cative seu espaço. Rock é cultura e cultura não é um luxo.
Prestigie!
terça-feira, 6 de agosto de 2013
INAUGURAÇÃO DO BUTECO SUBÚRBIO ALTERNATIVO !
SUBÚRBIO ALTERNATIVO !
NESTA SEXTA : INAUGURAÇÃO DO BUTECO !
SHOW: NOISE UNDER CONTROL
Placebo , Muse , 30 seconds to Marss , Radiohead , System of a Down
Puddle of Mudd , Rage Against the Machine etc..
DJS: LEX , LUCIANO CABEÇÃO , ALEX FRANÇA , TERROR & ROGER SPY
Point Alternativo, Itinerante aberto para os novos talentos!
Com entrada totalmente Gratuita ,
Espaço para artistas de todos os estilos
Você Dj, produtor, bandas etc;..
Que queira apresentar o seu trabalho 0800
O Subúrbio Alternativo é um projeto do
Dj Terror, afim de abrir espaço para os
novos artista e levar entretenimento
A galera da Zona Norte totalmente gratuito!
Aqui o Rock, Black Music, Reggae, Mpb,
Forró entre outros estilos tem seu espaço
garantido chega mais, que aqui não tem panela.
Com tantas Lonas, arenas, praças etc..
Bancados com nosso próprio dinheiro
mas que nunca abrem as portas para
aquilo que não tenha um apelo comercial
e não gera receita, essa é uma opção
de fazer aquilo que nossos governantes
não fazem, o bar pertence a um amigo
que cedeu o local e o equipamento
pertence a From Hell produções e as
apresentações ou festas não terão fins
lucrativos tudo será gratuito ( 0800 )
apoie, frequente, curta a página
espalhe para o seu amigo.
Só assim teremos uma nova alternativa de
cultura e diversão gratuita em nossa Região !
A intenção é que o projeto seja
ícone no Rio de janeiro, mas precisamos
da sua presença , caso não alcancemos nosso
objetivo infelizmente o projeto não irá pra
frente, então colabore seja mais um a somar!
Todos são bem vindos!!
Súburbio Alternativo
se localiza na rua iguaperiba, 155 ( Brás de pina )
próximo a Passarela, 17 da Av Brasil ( Rua em frente )
entre o conjunto residencial e a G Silva
Esquina com a rua Ourique
Qualquer onibus que passe na Av Brasil
905 ( Bonsucesso - Irajá )
Soltar na Picanha ourique
Soltar no metrô Vicente de Carvalho
Kombi ( Reginas- Shopping Carioca )
Ponto Final !
Obs: Em caso de Chuva os eventos com bandas
serão adiados mas mesmo assim dentro do bar
a pista de dança continua funcionando , os
shows são open air ! ( ao ar livre na rua )
MAIS INFOS:
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Subúrbio Alternativo - Liga Hardcore RJ
SUBÚRBIO ALTERNATIVO APRESENTA: LIGA HARDCORE RJ!!!
Shows com as bandas P.R.O.L., All Right Hardcore, Obscene Capital e Chaos.
DE GRAÇA!!!!!!
Domingo, dia 11 de agosto, ás 16h.
Local: Rua Iguaperiba, 155 - Brás de Pina (Na altura da passarela 17 da Av. Brasil)
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Du Baú - Comeback Kid entrevista (2009)
Engana-se profundamente quem acha que a cena hardcore norte-americana se resume aos EUA. Um pouco mais acima existe um enorme país, mais conhecido pelo tenebroso frio do que por sua musica, o Canadá. Neste país podemos encontrar uma diversidade cultural tão grande quanto seu espaço físico e nesta diversidade existe uma nova geração hardcore que vem ganhando força com o passar dos anos. O Comeback Kid é um destes nomes. Iniciando suas atividades em 2002 como um projeto paralelo de Andrew Neufeld e Jeremy Hiebert's, ganharam tanta notoriedade que este projeto virou realidade em suas vidas. Já no ano seguinte lançavam seu primeiro trabalho, Turn it Around e dois anos mais tarde o aclamado Wake the Dead. A partir daí os canadenses começaram a fazer parte da elite do hardcore em turnês junto a bandas como Bad Religion, Madball, Sick of it all, Terror, entre outros e lançaram o bom Broadcasting. Na mesma tarde de verão que Billy do Biohazard nos recebeu, tivemos a oportunidade de encontar Andrew Neufeld, atual vocalista do Comeback Kid e antigo líder do Figure Four. Num bem humorado papo descobrimos um pouco mais sobre a cena daquele pais, o atual lançamento Throught the Noise, projetos futuros e a imensa vontade de tocar (novamente) no Brasil.
1 - Como está a cena atual no Canadá. Morei neste país por dois anos no início desta década e me parecia que bandas locais não tinham tantas oportunidades, pareciam estar escondidas, existia um movimento mas sem a mesma força do país vizinho. Como está a cena atual, alguma banda nova que merece atenção?
Claro, desde então existe muita coisa acontecendo. Mesmo nesta época acho que já acontecia bastante coisa, o Figure Four que foi minha antiga banda estava em atividade. Tocávamos com frenquência na cidade. Em geral a cena hardcore canadense vem crescendo bastante, muita gente aparecendo. Os shows estão sempre lotados, provavelmente uma banda chamada Fucked Up você deve conhecer (N.R: Tocaram no Primavera Sound Festival deste ano) e que atualmente é uma das mais conhecidas bandas no estilo do nosso país, apesar de não ser totalmente hardcore. Existe uma banda da costa oeste chamada Grave Maker que merece bastante atenção, fazem um hardcore de qualidade.
2 - Muitas vezes recebemos muito material dos EUA e pouco do Canadá que está logo ao lado...
Acredito que mais por distribuição e gravadoras. Especialmente no hardcore você tem que trabalhar duro para que as coisas aconteçam, mesmo vivendo nas grandes cidades. Morei um tempo em Toronto e é igual, tem que trabalhar para isto. E seja o tipo de música que for você tem que trabalhar forte, não pode ficar esperando que caia do céu. Existe muita música no momento, muita opção no mercado e se você não trabalhar, não rende.
3 - Realmente, integrantes de bandas consagradas vem comentando a mesma coisa, o excesso de música no mercado...
Pessoalmente admiro bastante que integrantes de bandas das quais sou fã também tenham uma visão parecida. Cresci nos anos noventa e muitas das bandas que escutava hoje já podem ser consideradas lendárias e ter a mesma visão com menos tempo de estrada é sempre interessante.
4 - Os EUA estão ao lado e o movimento aí é bem forte. Porém há um lado mais original no Canadá. Muitas vezes vejo muita molecada que mais parece estar de moda do que realmente participando de um movimento. No Canadá o movimento pode ser considerado mais original?
Definitivamente. Porém acredito que modismo exista em todos os lugares e especialmente no hardcore. Já viajei meio mundo em turnê e vejo um garoto no Brasil vestido da mesma maneira que em Los Angeles, hoje em dia com a globalização, internet, etc, etc, fica difícil de ter uma originalidade ou de que cada país ou cidade tenha um perfil distinto. Mas tenho que concordar que nos EUA existe uma grande parte que vai no modismo mais que em outros lugares. Mas está tudo em casa, é legal ver uma molecada caprichada no visual também, acho que não incomoda ninguém, não acha?
5 - Alguma visão política e/ou religiosa na banda ou sua particularmente, sabemos que o Figure Four tinha forte ligação com o cristianismo?
Politica sim, religião atualmente não, com o CBK não. Crescemos com alguma educação religiosa. Particularmente tive muita ligação com o cristianismo mas atualmente não sou praticante. Duas pessoas na banda acreditam em Deus e em Jesus Cristo, outros três não. Não somos agnosticos mas pensamos de maneira diferente atualmente. E somos tão diferentes como banda que resolvemos não levar temas religiosos para dentro do CBK. Politicamente, não somos nenhum ativista mas tento colocar algumas mensagens, tento estar mais conectado. Claro que hoje, com vinte e oito anos de idade tenho mais visão do que quando garoto, ver a maneira que os politicos manipulam as coisas e manipulaçao por parte da midia tambem. As vezes tento não me preocupar muito, acabo ficando paranóico, acho que tenho visto muito filme sobre conspirações (risos)
6 - Continuamos entao com temas politicos. Como vocês vêem esta tentativa de independência por parte do Quebec? Faz algum sentido quando se vive fora desta província ou este é um tema do qual você prefere não comentar?
Particularmente acho que seria estranho chegar em Quebec me apresentar como uma pessoa estrangeira e ainda ter que trocar dinheiro pela moeda local. Até porque gosto muito de visitar a provincia e se tivesse que viver lá ainda teria que pedir permissão, pra mim seria um pouco estranho. De qualquer forma não apoio sentimento nacionalista ou coisas do tipo, seja no meu país ou fora dela. Não represento uma bandeira, acredito em um único mundo. Gosto de viajar, de conhecer novas culturas e particularmente não gosto de políticas de imigração. Dai que não é nada pessoal com o Quebec mas simplesmente não gosto de fronteiras. Como amigos de algumas pessoas que querem a independência da província eu respeito muito mas por opinião individual e simplesmente porque não tenho valores tradicionais que eles talvez tenham. Porém se querem seguir com isso tudo bem, como disse antes respeitarei bastante.
7 - Fale um pouco do DVD Throught the Noise para a molecada do Brasil que ainda não teve acesso ao material?
É um documentário contando a história do Comeback Kid, desde quando começamos, as turnês, processos de gravação e pessoas que passaram pelo grupo. Como muita gente sabe eu era o guitarrista da banda nos dois primeiros discos, então mostramos também entrevistas com o antigo vocalista e de antigos membros que como ele sairam da banda. Além do documentario tem um show gravado na Alemanha.
8 - Como é estar em tour com Biohazard, especialmente agora que estão celebrando o vigésimo aniversário e com a formação original? Sabemos que não é uma turnê inteira com eles, somente alguns shows e hoje é o primeiro. Alguma lição em especial por isto?
Bem, eles nos conhecem? (risos). Nem posso imaginar que alguem do Biohazard possa conhecer algo de nossos trabalhos. Posso te garantir que existe uma mistura de sentimentos por isto; nervosismo, ansiedade, etc.
Tocamos com o Soulfly no início desta turnê e depois tocamos com o Iggor Cavalera como DJ, só para voce ter uma idéia de quanta mistura existe nesta turnê, e foi muito estranho encontrar os dois de maneira separada apesar do projeto Cavalera Conspiracy. Uma coisa interessante nisto tudo e que você tem três opções de escutar músicas do Sepultura ao vivo. O Soulfly toca, o C.C. e claro o proprio Sepultura tocam as mesmas musicas (risos). Sabemos disto porque também tocamos com o Sepultura nesta turnê.
9 - Agora, com alguns anos de estrada e mais consolidado. Principais influências antes e atualmente?
As influencias são varias. Atualmente vamos absorvendo experiências com outras bandas e não necessariamente influencias. E as antigas vem de vários estilos como Nirvana, Cult of Luna, The Suiciders, bandas canadenses que não são hardcore como Arcade Fire. Tivemos bastante influencia fora do hardcore porém a principal influencia do CBK e o Propaghandi e muitas outras que poderia ficar aqui relacionando para você mas não posso atribuir a algumas bandas somente.
10 - As vezes a banda é comparada ao Bane, como você vê esta comparação?
Não incomoda. Quando iniciamos prestávamos bastante atenção no som do Bane porque realmente gostávamos do som deles mas nos últimos anos mudamos bastante, tocamos juntos muitas vezes e pode ser que haja alguma similaridade e talvez por isso existam as comparações.
11 - Melhor e pior momento quando se está em tour?
Melhor momento por estar em turnê e estar em Barcelona tocando com o Biohazard por exemplo. E o pior momento é quando se está sem um centavo no bolso, chovendo, com lama ao redor e não ter nenhuma opção que não seja dormir na van junto aos intrumentos porque nem dinheiro para um hotelzinho tem (risos). E ainda ter que procurar um lugar para as necessidades basicas, passei por isto recentemente com minha outra banda.
12 - Fale um pouco sobre sua outra banda.
Se chama Sights and Sounds, lançamos um disco há pouco tempo chamado Monolith e de momento nao temos nenhuma distribuição na Espanha e Brasil. Tem um som bem diferente do CBK. E mais trabalhado, com bastante melodia e moderno. Não é uma banda hardcore e sim de rock.
13 - Atualmente vocês já vivem da banda ou necessitam trabalhar em empregos normais quando não estão em tour?
Vivo da música atualmente. Não tenho muitas contas a pagar porque passo oito meses do ano em turnê e não gasto muito em casa. A conta mais cara é de internet e telefone, é claro.
14 - Um sonho possível e um quase impossível?
Um sonho possível e poder retornar ao Brasil por exemplo, não e puxação de saco não. Estive lá em 2000 com minha antiga banda, ano passado com o CBK e é definitivamente um dos meus lugares favoritos.
Um quase impossível (espero que ninguém roube minha ideia) porque isso envolve tempo livre e algum dinheiro, são duas coisas que não tenho. É passar um ano ou mais viajando pelo mundo e gravar uma música em cada país misturando minhas influências com a cultura local e poder lançar um disco com este material. Juntar energias e culturas de diferentes países e poder fazer um trabalho interessante. Se alguém roubar esta ideia, tentarei fazer melhor (risos).
15 - Algum significado especial nas tattoos?
Sim, tenho o nome da minha namorada tatuado e terminamos recentemente, que besteira. Tenho uma perna tatuada em diferentes paises por exemplo. Tenho uma feita em Piracicaba. Muita coisa com influencias do anos 90, estilo new school. Tenho tattoos feita em Austrália e algumas com nomes da banda, outras em conjunto com amigos, como a de um amigo do Cancer Bats por exemplo. Acabam tornando-se cartoes postais personalizados.
16 - Quando vivi no Canda, as pessoas locais tinham hábito de sentar-se ao sol. Pareciam traumatizados com o frio e sei muito bem o porque. Estar em Barcelona em pleno verão pode ser um dos melhores momentos desta tour?
Estou com você meu amigo, realmente somos traumatizados com o frio. Sentamos no sol porque queremos um pouco de cor na pele, parecemos uns fantasmas. Porém não posso tomar muito sol, tenho a pele sensível pela falta do mesmo. Nosso baterista sim gosta de sentar-se ao sol mas gosto de ficar no ar condicionado sempre que posso.
17 - Alguma mensagem para quem curte a banda no Brasil?
Brasil é um dos meus paises favoritos como já mencionei antes e esperamos retornar e tocar em mais cidades e não somente em São Paulo e Coritiba como na última vez. Gostaríamos de ir ao Rio, Belo Horizonte e Vitória. Estive em Vitoria com o Figure Four e gostaria de retornar a esta cidade, tem uma cena muito forte por lá.

sexta-feira, 26 de julho de 2013
Du Baú - Testament Entrevista (2008) - Use google translator.
1 - Eric - Você é um dos membros originais da banda, estando nela inclusive antes da chegada quando a banda ainda se chamava The Legacy de Chuck Billy. Como é estar tanto tempo neste companheirismo?
é perfeito agora, apesar de eu não estar na banda desde o primeiro disco. Então minha experiência é muito diferente se comparada ao convívio entre Eric and Chuck por exemplo. Mas atualmente é muito bom.
é perfeito agora, apesar de eu não estar na banda desde o primeiro disco. Então minha experiência é muito diferente se comparada ao convívio entre Eric and Chuck por exemplo. Mas atualmente é muito bom.
2 - Qual é o melhor ambiente para o shows do Testament atualmente, estar em festivais ou tocar em lugares fechados como o Apolo estando mais próximo do público, faz diferença ou não?
Acho que funciona de maneiras diferentes. Em festivais tem um lado complicado, muitas bandas, o tempo de show é curto ( o que diminui o setlist). Mas por outro lado é ótimo estar tocando para um público maior. E quando se toca em clubes pequenos como o de hoje você não atinge tanta gente como em um festival porém a energia todos sabemos é mais forte e num dia quente como o de hoje, com certeza a temperatura vai subir durante o show.
Acho que funciona de maneiras diferentes. Em festivais tem um lado complicado, muitas bandas, o tempo de show é curto ( o que diminui o setlist). Mas por outro lado é ótimo estar tocando para um público maior. E quando se toca em clubes pequenos como o de hoje você não atinge tanta gente como em um festival porém a energia todos sabemos é mais forte e num dia quente como o de hoje, com certeza a temperatura vai subir durante o show.
3 - Com 15 álbuns oficialmente lançados e 21 anos desde o lançamento do The Legacy, sendo também considerada uma das bandas mais influentes do mundo junto a outros grandes nomes como Metallica, Slayer, Anthrax por exemplo, como definir o Testament em suas próprias palavras, melhor do que qualquer palavra da imprensa.?
Eu diria que a definição provavelmente mudou desde nossos primeiros álbums para os dias de hoje, que também foi diferente durante os anos 90. Hoje é como se fossemos uma nova banda, uma nova energia. Algumas bandas quando iniciaram suas carreiras tinham um objetivo, um alvo e perseguiram este objetivo até alcançar. Em nosso caso não, nunca tivemos um objetivo em concreto, deixamos as coisas acontecerem até ver onde poderíamos alcançar. Agora sim, estamos mais focados dentro de objetivos, para mim pessoalmente está sendo bom. Tenho outros projetos de música mas o Testament me proporciona algo diferente.
4 - Falamos um pouco do novo álbum. Em texto dedicado ao myspace, existe um texto feito antes do lançamento de The Formation of Damnation havia toda uma expectativa para o lançamento e a recepção dos fãns. O álbum atendeu as expectativas da banda? Pois está sendo considerado aqui na Europa um dos álbuns do ano.
Eu acho que não sabíamos exatamente o que ia sair mas acredito que foi feito da maneira que tinha de ser feito. É lógico que todo mundo contribuiu e existiam expectativas de fazer um disco incrível. As vezes você fica tão obsecado para que um disco fique bom e com The Formation of Damnation isso não existiu, simplesmente o fizemos como tinhamos que fazer, sem pressa. Não queríamos gravar um disco como e lançar como um fast food, simplesmente por faze-lo, queríamos algo de qualidade e com tempo para trabalhar e foi o que aconteceu, acho que o resultado foi satisfatório, basta escutar.
Eu acho que não sabíamos exatamente o que ia sair mas acredito que foi feito da maneira que tinha de ser feito. É lógico que todo mundo contribuiu e existiam expectativas de fazer um disco incrível. As vezes você fica tão obsecado para que um disco fique bom e com The Formation of Damnation isso não existiu, simplesmente o fizemos como tinhamos que fazer, sem pressa. Não queríamos gravar um disco como e lançar como um fast food, simplesmente por faze-lo, queríamos algo de qualidade e com tempo para trabalhar e foi o que aconteceu, acho que o resultado foi satisfatório, basta escutar.
5 - Apesar de pelo Testament terem passado excelentes músicos como Dave Lombardo, Gene Hoglan, James Murphy e Steve Digiorgio, o fato de The Formation of Damnation ser um álbum de alto nível prova que a formação ideal da banda é esta, ou seja, a original?
Bem, comparações à parte. Podemos dar exemplos de times cheios de estrelas mas que quando estão juntos não funcionam tão bem quanto deveriam. Acho que uma banda funciona exatamente quanto um time, é uma equipe e você tem que fazê-la funcionar. Algumas bandas encontram a formação original depois de algum tempo ou depois de discos lançados mas não é nosso caso porque esta foi a primeira formação com excessão do Bostaph. Eu acho que defitivamente esta formação faz diferença.
Bem, comparações à parte. Podemos dar exemplos de times cheios de estrelas mas que quando estão juntos não funcionam tão bem quanto deveriam. Acho que uma banda funciona exatamente quanto um time, é uma equipe e você tem que fazê-la funcionar. Algumas bandas encontram a formação original depois de algum tempo ou depois de discos lançados mas não é nosso caso porque esta foi a primeira formação com excessão do Bostaph. Eu acho que defitivamente esta formação faz diferença.
6 - Como foi o processo de composição deste novo álbum?
No início, eu tinha outros projetos e não estava participando tanto. Trouxe algumas idéias, algumas sujestões sobre partes que gostei ou que não. Acho que cada um teve sua participação, uns mais ativos outros menos.
No início, eu tinha outros projetos e não estava participando tanto. Trouxe algumas idéias, algumas sujestões sobre partes que gostei ou que não. Acho que cada um teve sua participação, uns mais ativos outros menos.
7 - Como é trabalhar com Paul Bostaph?
É incrível! Ele trouxe um estilo que o Testament ainda não havia experimentado. Está sempre com vontade de tocar, bate muito forte como já sabemos e trouxe um groove que nunca tivemos. Vejo que o público reage diferente com relação ao ritmo imposto por ele, é impressionante.
É incrível! Ele trouxe um estilo que o Testament ainda não havia experimentado. Está sempre com vontade de tocar, bate muito forte como já sabemos e trouxe um groove que nunca tivemos. Vejo que o público reage diferente com relação ao ritmo imposto por ele, é impressionante.
8 - Na faixa título e Leave me Forever existe uma variação de voz, alguma participação especial nesta faixa ou é um novo perfil de Chuck Billy?
Essa variação de voz do Chuck foi uma tentar fazer o que tínhamos vontade. Queríamos alguma diferença do que foi feito em 1989. Existem algumas músicas que realmente fazem o perfil mais tradicional do Testament nos anos 80 e 90, porém é um disco que está sendo lançado em 2008 e não podemos esquecer disto. Queremos apresentar algo de novo também, que os fãs do Testament escutem e sintam alguma novidade e não escutar algo que já foi feito há 20 anos. Foi uma experiência e um início de um novo processo, ainda que demore algum tempo.
Essa variação de voz do Chuck foi uma tentar fazer o que tínhamos vontade. Queríamos alguma diferença do que foi feito em 1989. Existem algumas músicas que realmente fazem o perfil mais tradicional do Testament nos anos 80 e 90, porém é um disco que está sendo lançado em 2008 e não podemos esquecer disto. Queremos apresentar algo de novo também, que os fãs do Testament escutem e sintam alguma novidade e não escutar algo que já foi feito há 20 anos. Foi uma experiência e um início de um novo processo, ainda que demore algum tempo.
9 - Alguma música favorita deste álbum, que você particularmente toque e diga: "Essa é foda!"?
Bem de momento temos incluido no setlist duas ou tres músicas do novo álbum mas gostaria muito de incluir futuramente The Formation of Damnation e The Persecuted Won't Forget.
Bem de momento temos incluido no setlist duas ou tres músicas do novo álbum mas gostaria muito de incluir futuramente The Formation of Damnation e The Persecuted Won't Forget.
10 - Alguma banda da nova geração que você gostaria de mencionar ou de até tocar numa mesma noite?
Existem muitas bandas boas nos dias atuais, muita mesmo. Gostaria de tocar com muitas mas se eu pudesse citar uma seria the Dillinger Escape Plan, acho que eles vem fazendo algo diferente. Não gostaria (particularmente) de tocar com uma banda que faz o mesmo perfil do Testament, teria de ser algo diferente e eles apresentam algo.
Existem muitas bandas boas nos dias atuais, muita mesmo. Gostaria de tocar com muitas mas se eu pudesse citar uma seria the Dillinger Escape Plan, acho que eles vem fazendo algo diferente. Não gostaria (particularmente) de tocar com uma banda que faz o mesmo perfil do Testament, teria de ser algo diferente e eles apresentam algo.
11 - A banda está agendada até novembro com shows na europa, america do norte (incluindo canadá), é possível que esta tour se extenda até a america do sul passando pelo Brasil, consolidando assim uma tour mundial?
Este ano seria impossível, como você mesmo disse estamos agendados até Novembro. Depois daremos uma pausa e retornaremos em 2009 e é claro que sería ótimo retornar a América do Sul e especialmente Brasil
Este ano seria impossível, como você mesmo disse estamos agendados até Novembro. Depois daremos uma pausa e retornaremos em 2009 e é claro que sería ótimo retornar a América do Sul e especialmente Brasil
Por Mauricio Melo
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