sexta-feira, 17 de maio de 2013

Danko Jones em Barcelona 14/05/2013 - Sala Music Hall - Barcelona/Espanha



Mais uma noite de rock em Barcelona, mais uma noite do Danko Jones diante de seu público fiel na Espanha. Publico este que não perde a visita anual do power trio canadense e a oportunidade de gritar "DanCojones", algo como "Dan Culhões" ao Mr. Rock and Roll.

Ir a um show de Danko é o mesmo que ir ao The Hives repetidas vezes, no quesito animação, é claro. Aquele velho roteiro, as mesmas piadinhas e o mesmo escracho mas que ao final, ainda que para quem já o assistiu não represente nenhuma novidade, te arranca os esperados sorrisos. É como assistir ao Jules (Samuel L. Jackson) na primeira parte do filme Pulp Fiction comendo o cheeseburguer e bebendo o Sprite de sua futura vítima pouco antes de recitar sua pseudo-passagem bíblica de Ezequiel 25:17, e de fuzilar o par de jovens metido a malandros que tentam dar uma volta no mafioso. É impossível não rir do cinismo de Jules ao vê-lo beber o refrigerante até que o som de copo vazio surja diante do silêncio na cena. Há quase vinte anos assisto esta cena e me parto de rir. Pois é assim mesmo, anualmente assisto ao Danko Jones e escuto suas piadas, ainda que já saiba o que vai acontecer, entro no jogo e dou risada.

O único que não estava no script foi o atraso por problemas técnicos na sala Music Hall, coisa pouco habitual por aqui. Também podemos incluir como ponto negativo é que ainda com o atraso, Danko falou pelos cotovelos fazendo com que uma meia dúzia gritasse "menos conversa e mais rock and roll". Danko se pôs de acordo e desceu a lenha nas guitarras.



Foi um repasso de seus seis discos ainda que muito calcado nos mais recentes e porque não dizer no Rock And Roll is Black And Blue? Ainda que abrisse o set com "Had Enough" de suficiente ainda não tínhamos muito à aquelas alturas mas queríamos e recebemos o satisfatório. Com "Play the Blues" de Born A Lion no segundo posto e fazendo a linha de frente bater cabeça.

Mais pra frente tivemos Danko numa "Sticky Situation" e explicando com detalhes através de seus gestos sua peculiar história num primeiro encontro em "First Date" e mesmo que em calendário estamos oficialmente na primavera, não para de chover e fazer frio nos últimos dias Barcelona, JC e o recém incorporado Atom (ex-Rocket From The Crypt e Social Distortion) ajudaram a Danko a cantar "Just a Beautiful Day". 

Voltou a fazer piada com o rock e dançamos ao som de "Dance" e em seguida conhecemos os "Code of the Road", nos empanturramos de "Sugar Chocolate" e ficamos "Full of Regret" na seqüência. O ritmo foi forte, Atom fez um bom solo de bateria, o trio brincou com covers de Queens of the Stone Age e só parou quando descobriu um público bastante ateu, pois a reação do mesmo diante de um de seus novos hits, "I Believed in God" foi algo decepcionante, apenas alguns braços erguidos mostrava uma meia dúzia de crentes.

Na volta para o bis com "I Think Bad Thoughts", "Legs" e "Mountain" ainda presenciamos todo o amor que Danko possui pela bebida vegetal Orxata (de Xufes em catalão), o que lhe rende outro apelido por aqui, o Dankorxata, além do já mencionado acima e do mundialmente famoso Mango Kid.

Vamos Danko…te esperamos de braços abertos e com litros de sua bebida favorita no ano que vem.

Próxima parada: Primavera Sound 2013.
Enviado por Mauricio Melo

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Vans Tour 2013: Pennywise, A Wilhelm Scream, Authoroty Zero & Godfarts em Barcelona 03/05/2013 - Sala Razzmatazz - Barcelona/Espanha



Para quem vinha reclamando da falta de shows ou, pelo menos, a falta de autorização para invadir o pouco que a cidade de Barcelona nos ofereceu nos primeiros 90 dias de 2013, até que tivemos um mês bastante ocupado.

Tudo começou no inicio de Abril com Rocket From The Crypt, passou por Extreme Noise Terror, Appraise e seu hardcore local, se estendeu até o Comeback Kid com o vocalista original e finalizou com Pennywise que também celebrava o retorno de sua voz original.

Porém, antes da grande atração, tivemos um rápido encontro com Nuno Pereira, vocalista do A Wilhelm Scream que abria a noite junto outras duas bandas.

A primeira a entrar em cena foi a Godfarts. Banda local e figurinha carimbada nas aberturas de shows organizados por Hardcore For My Nose (promotora). É bom acompanhar de perto o crescimento da molecada. Há poucos anos eram adolescentes em forma pura, recém saidos da infância e brincado de tocar punk rock. Hoje já podemos ver uma banda infinitamente mais solida do palco.

A segunda a dizer "hola" para o público foram os americanos do Authority Zeropara o lançamento do interessante The Tipping Point e é de se confessar que a banda começa a ter um espaço garantido entre o público que cantava e vibrava com a atuação dos rapazes no palco. Um bom show apesar de curto. Destaque total para Jason DeVore nos vocais, não por sua voz mas sim por atitude no palco.

O mesmo podemos dizer de A Wilhelm Scream e do já comentado vocalista Nuno Pereira, pois não só o rapaz tem movimentação voraz no palco como também o quarteto que o acompanha. Robinson no baixo é uma atração à parte. Num setlist mais generoso, não só de tamanho mas também pela quantidade de músicas já conhecidas e cantadas em coro pelo público, o quinteto de Boston mostrou e demonstrou a que veio, suando a camisa com músicas como "Mute Print", "Australias", "The Horse" e "Me Vs. Morrissey in the Pretentious Contest", entre outras. É realmente impressionante ver como gostam de estar no palco, o entrosamento é perfeito.

Da última vez que o quarteto de Hermosa Beach visitou a cidade condal, estava representado por Zoli ao microfone, vocalista do Ignite. Enquanto uns torciam o nariz, outros aceitavam como a melhor das opções na tentativa de manter a banda em atividade. Naquela ocasião, o público vibrou, saltou, entrou na energia positiva que Zoli transmitiu e até classificou o disco lançado naquela aventura e o já comentado show, como bom. Porém era nítida, a sensação de que algo não encaixava. Ainda mais conhecendo o trabalho posterior de Jim Lindberg e reconhecendo que nosso frontman em questão ainda tinha muito punk rock californiano para oferecer.

Pois bem, tão repentina quanto sua saída foi seu retorno, ainda que ambas de maneira inexplicada, ou melhor, mal explicada. Não nos interessamos por fofocas e somente focamos no que podem nos oferecer como formação e uma vez mais tudo que foi oferecido, foi absorvido ao máximo. Desde a boa sensação ao escutar a bandeira subir atrás da bateria, digo escutar pela vibração do público já que estávamos em uma posição pouco favorável no momento, até o muito obrigado de despedida sob a trilha sonora de "Bro Hymn". Foram vários os momentos que levantaram o público numa noite memorável.

Abrindo o set com "Wouldn't it be Nice", que para muitos dos presentes foi a primeira música que se escutou do Pennywise na vida, já que a mesma é responsável por abrir auto intitulado disco. Já estava claro que a apresentação seria em alto estilo. Jim, como sempre, apresentando boa forma e sua inconfundível maneira de atuar com o microfone em mãos, boné negro e camisa com referências ao surf. Fletcher não ficava atrás mas forma física definitivamente não é com o cidadão que está cada vez maior, para os lados.

Na seqüência, um par de músicas de Straight Ahead com "My Own Country" e "Can't Believe", a noite estava ganha e o público insano. Por um momento achei que meia sala Razzmatazz quisera invadir o palco para stage dives, talvez pelo baixo nível de idioma estrangeiro na cidade, o mesmo não entendia que a própria banda não estava de acordo com tal pratica.

O que vimos e escutamos deste ponto até o encerrar com a já comentada "Bro Hymn" foi um desfile de clássicos como "Society", "Broken", "Same Old Story" e não somente da banda em questão como também vários covers, incluindo "T.N.T." do AC-DC. Além deste, tivemos algo de Nirvana, Ramones e Black Flag com "Gimme Gimme Gimme" além dos tradicionais Minor Threat e seu auto-intitulado tema e "Stand By Me" de Ben E. King que foi gravado num EP há anos atrás, ou melhor décadas. O que mais chamou a atenção do público para o cover do Minor foi a presença de Jason DeVore e Nuno Pereira dividindo o microfone com Lindberg, a versão ficou insana. Ainda sobre o setlist foi perceptível a não inclusão de músicas de Reason To Believe e The Fuse, ambos foram citados por Jim como estopim de sua saída e a insatisfação de grava-los em seu momento.

Qual será o novo passo do Pennywise? Não sabemos. Mas de momento, está bom assim. Esperamos que insatisfações e diferenças tenham mesmo ficado de lado.

O virar de página é o melhor remédio.
Enviado por Mauricio Melo



Comeback Kid c/ Scott Wade em Barcelona 01/05/2013 - Estraperlo Club del Ritme - Barcelona/Espanha



Primeiro de Maio de 2013. No Brasil, enquanto políticos enganavam o trabalhador com seus falsos discursos, enganando os ouvidos com Leonardo e até com sorteio de carros em algumas partes do nosso Brasil e gente curtindo praia e fazendo churrascos como se aos domingos isso também não pudesse ou nunca acontecesse, provocando uma certa e falsa sensação de conforto e prazer.

Em vários países no mundo o dia do trabalhador é dia de expressar suas insatisfações, estender faixas, fazer passeata e em casos mais extremos sair na porrada com a polícia paga pela mesma raça de enganadores citado acima, porém em outros idiomas, com aparência mais fina etc.

Nós aproveitamos nosso 1 de Maio para ir berrar junto aos canadenses do Comeback Kid e seu vocalista original, Scott Wade, numa das poucas apresentações com esta formação na Europa e, é claro que, sendo uma das cidades favoritas da banda, Barcelona não iria ficar de fora.

O encontro deu-se no tradicional Estraperlo Club del Ritme. Momentos antes, o partido político de chuteiras, os mesmos que já foram chamados melhores do mundo, caía eliminado diante dos alemães do Bayern de Munique. Do lado de fora, um imenso tour bus estacionado chamava atenção e para o CBK que sempre nos visita com ônibus menos expressivos, era de se estranhar. Bem, na verdade o veículo pertencia ao Pennywise que após um cancelamento de última hora, decidiu se hospedar em Barcelona um par de dias antes de seu show, aproveitar o clima da primavera e possivelmente pegar umas ondas na cidade.

Do lado de dentro a abertura ficava por conta do Against The Spirits com seu bom hardcore old school. A Banda formada por alguns membros de Proud Z que igualmente são de Madrid, fez um show sólido para um público que mais parecia chocado com o que acontecia no Camp Nou do que interessado nos acordes do quarteto. O mesmo só veio a se animar um pouco quando o grupo ofereceu "Scratch the Surface" do Sick of it All.

Não demorou para os canadenses subirem ao palco e como esperado a ovação foi forte. Como muitos sabem, o motivo desta pequena turnê com Wade se deve ao décimo aniversário de Turn Around, primeiro álbum da banda e que abriu as portas para a mesma assumir, durante um tempo, o posto de queiridinha do circuito hardcore, na época considerada new school. Tal posto veio a confirmar-se com Wake The Dead, outro bom disco e que seguiu a linha do antecessor. 

Ainda que muitos considerem estes os melhores discos dos canadenses é de se reconhecer que quando Wade saiu do grupo e Andrew Neufeld assumiu os vocais, posto que já havia ocupado no Figure Four. A banda lançou outros dois bons discos, principalmente o Symptons + Cures, ainda que perdera seu título diante ao público. Fato este que o próprio Wade confirmou ontem, agradecendo em público o fato de a banda ter conseguido manter-se com um "novo" vocalista, o que realmente é verdade. 



Como muitos esperavam mas não sustentavam tal esperança, algumas músicas do Wake The Dead entraram no setlist apesar de que a idéia inicial era apresentar somente as treze de Turn Around. "False Idols Fall" foi uma delas, e ainda tivemos "Wake The Dead", "Our Distance" e "The Trouble I Love" junto a um público insano que pouco parecia o que acompanhava a banda abertura. Na primeira parte da apresentação tivemos todo o primeiro disco quase na íntegra, apenas interferido por músicas do segundo.

É realmente uma sensação diferente assistir ao CBK com seu primeiro vocalista. Sua voz encaixa perfeitamente ao formato da banda mas a atitude no palco de Andrew Neufeud, particularmente falando, é melhor e mais interativa ainda que o mesmo no posto de guitarrista também não deixe por menos.

Enfim e ao fim, um bom show hardcore e uma dúvida muito grande. O que acontecerá com o CBK daqui para frente? Voltará a última formação? Esperaremos até que Wake The Dead complete 10 anos para ver Scott Wade de volta aos vocais? Alguma de nossas dúvidas podem se dissipar em breve, durante a cobertura do Resurrection Fest no mês de Agosto. Quem viver verá.
Enviado por Mauricio Melo

Appraise e Pay The Cost em Barcelona 26/04/2013 - Casal Jove Roquetes - Barcelona/Espanha



Noite de hardcore raiz em Barcelona na noite de sexta-feira, 26 de Abril. Digo raiz porque foi um evento organizado por quem pratica, toca, vive e respira hardcore na cidade condal. Um show organizado em um centro cívico, chamado Casal Roquetes, sem apoio de patrocinadores, vendas de ingressos em lojas de discos e sem nenhum tipo de modismo, ou seja, hardcore à moda antigo como há muito, confesso, não freqüentava.
Apesar da previsão de três bandas sobre o pequeno palco, apenas duas ofereceram diversão ao público. Pay The Cost, que muito lembra os holandeses do No Turning Back e que apesar da falta de experiência fizeram um bom show, e oAppraise. Esta segunda formada por (ex?) integrantes do Cinder, uma das bandas referencias no estilo na Catalunha e que recentemente fez uma tour sul-americana que incluiu várias datas no Brasil em cidades como Rio de Janeiro, Volta Redonda, Curitiba, São Paulo, Sorocaba, Piracicaba, Pelotas, Porto Alegre e ainda incluiu um par de datas no Uruguai e Argentina. O preço do ingresso era simbólico, apenas 4 euros com direito a receber o zine com o diário de toda a aventura sul-americana e que incluía fotos e agradecimentos, muitos por sinal, deixando claro que a jornada foi acima de tudo, de rever velhos amigos e novas conquistas. No preço também incluiu o CD demo da banda com apenas 4 músicas, "No Foundation", "Pay Your Mistake", Approach" e "Sad to Say", todas fizeram parte do setlist e ainda apresentaram um par mais do recém lançado EP, em vinil, com 7 petartos.
Por falar em setilist, também figuraram músicas de Minor Threat e Negative Approach. Esta segunda visita Barcelona em Junho, e o Appraise será uma das bandas de abertura. A noite promete.
Destaque também para a molecada, que agita sem parar, canta os refrões e sabe de cor músicas de bandas históricas como a citada acima e isso é muito bom. Digo bom, por saber que a raiz hardcore como já comentei acima está livre do comercial. Jovens, muito jovens, mas com um conhecimento que muitos experientes deixam a desejar.
Esperamos ser convidados em outras ocasiões para acompanhar de perto o movimento local. É nós.
Enviado por Mauricio Melo

Extreme Noise Terror e Looking For An Answer Na Espanha 20/04/2013 - Estraperlo Club Del Ritme - Badalona/Espanha



Pode parecer história de velho, ou melhor, experiente para não pegar mal, mas a primeira vez que escutei uma música do Exteme Noise Terror foi através do Ratos de Porão tocando o cover "Work For Never" num programa de TV. Não sei exatamente se era o Programa Livre ou o Matéria Prima, ambos apresentado por Serginho Groisman antes de ser apontado como vendido. Um programa que além dos Ratos ainda foram bandas como Sepultura, Korzus, Plebe Rude, Ira!, etc. Levando em consideração que era em tv aberta e as 17:00 (horário de Brasília), podemos afirmar que a situação era bem interessante. Nesta época o Gordo só tinha duas camisas, uma dos Dead Kennedys e outra do Kill Your Idols e uma das duas levava vestida junto aos urros do cover em questão.

De lá pra cá, mais de 20 anos se passaram e nunca tive a oportunidade de vê-los. Com a morte de Phil Vane em 2011 as possibilidades pareciam escassas. Até que após a turnê dos britânicos pelo Brasil em 2012 a chama da esperança voltava a acender. É até irônico escrever a palavra esperança diante de uma banda que mais oferece o caos do que a beleza primaveral do mês de Abril.

Mas nossa jornada começava antes, quando ainda no metrô, em direção ao clube Estraperlo em Badalona, a quantidade de punks e crust punkers era bastante acentuada, possivelmente sem pagar passagem, pulando facilmente as roletas do sistema catalão. 

Enquanto fazíamos uma hora do lado de fora, uma cena até inusitada veio a acontecer. O local onde se situa o clube é um polígono industrial, de imensos galpões, empresas transportadoras e também onde se situam as casas noturnas como discotecas e afins, tudo muito longe da vizinhança e das reclamações provocadas pelos decibéis. Eis que do nada, surgem dois furgões dos Mossos d'Esquadra, o que equivale ao batalhão de choque e anti-distúrbios estatal. Que passe um carro de polícia, fazendo uma ronda rotineira tudo bem, mas quando avistei os furgões às escuras dobrando a esquina deu um certo receio. Ainda mais quando ao tentar passar pela rua, completamente bloqueada de gente (punks bêbados), os mesmos foram vaiados e quem mais incitava as vaias era ninguém mais, ninguém menos que o vocalista Dean Jones e seu cabelo de pano, que na verdade é o que parece, um aplique de pano.

Risadas à parte e logo veio a hora da verdade com Looking For an Answer, outra banda que já havia assistido numa abertura para o Napalm Death mas que não havia associado ao nome, algo que só veio acontecer, outra vez, através do R.D.P. quando lançaram o Split com os espanhóis.

Um bom show, alto nível técnico, publico vibrante e músicas como "Campo de Extermínio", "Guerra Total", "Peste Roja" e outras tantas que só pelos títulos já da para saber como vai o tema da situação. 

Para finalizar o bom setlist, covers do Terrorizer da época de World Downfall e do Napalm Death, que o vocalista classificou como uma banda que já não existe, talvez considerando que aquela formação de Scum e From Enslavement to Oblitaration realmente tenha se dissipado e justamente foram destes os covers tocados, "Fear of Napalm" e "Unchallenged Hate" respectivamente. 

Para a formação mais "extrema" da noite foi curioso ver ao vivo o quão bem John Loughlin substitui o bom e elogiado substituto de John Vane nos vocais, Roman Matuszewski que durou apenas um ano no cargo. Realmente a banda está bem representada não só por suas cordas vocais mas também por seu bronco visual e movimentação no palco. Com músicas que já são hinos punk/grind e a "covardia" de abrir o show com "Deceived" e "Work for Never" tendo um público tão insano quanto a triplicada taxa de alcool permitida e até mesmo explodindo bafômetros, com direitos a punks caindo do palco e acertando as vigas de ferro que ficam próximos ao mesmo e os levando à nocaute instantâneo em diversas ocasiões e um setlist de apenas 16 temas, digo apenas por se tratarem de músicas curtas. Levando a acreditar que ou a idade já ataca com força a Dean Jones, ou a quantidade de álcool somada a já comentada data de nascimento já fazem um coquetel que de aditivo, não tem nada ou sei lá mais o que posso dizer para justificar um show de pouco mais de meia hora. Ainda que com "Lame Brain" e "Show Us You Care" a noite tenha sido inesquecível, e que a banda tenha retornado ao palco para um par de ruidos, o show foi nitidamente curto ainda que intenso. Isso sim, não podemos reclamar da dedicação do sexteto, que realmente suou a camisa e Dean Jones até arrancou a prótese dentária (ou algo parecido) da boca e jogou embaixo da caixa de retorno para melhorar sua performance em sua tradicional posição, debruçado sobre o pedestal, fazendo caretas enquanto John urrava suas partes vocais. 
Num geral, para quem não os havia visto, e pelos poucos shows que nos reservamos a frequentar na terra de Gaudi, tudo saiu dentro do previsto.
Enviado por Mauricio Melo

terça-feira, 9 de abril de 2013

Rocket From The Crypt em Barcelona 06/04/2013 - Sala Razzmatazz 2 - Barcelona/Espanha



Deus! Não poderíamos pedir mais, escrevo no plural mas acabo revelando que, quem os escreve, verdadeiramente não podería pedir mais e por muitos motivos.

A tristeza batia forte quando em diversas ocasiões e entrevistas, John Reis, vulgo Speedo e líder da banda Rocket From The Crypt, declarava repetidas vezes que a banda não voltaria aos palcos e quem conhece e acompanha sabe que em 2005 a mesma oficializou seu fim numa noite de Halloween, com direito a integrantes entrando em cena fantasiados e até mesmo um corpo coberto por um lençol, simulando um cadaver. Tudo isso foi cuidadosamente registrado e lançado em CD e DVD com o título R.I.P.. Nem mesmo a aparição em 2011 num programa, de televisão infantil, teria sido o suficiente para dobrar Mr. Speedo. 

Eis que para a surpresa geral ou não, considerando que voltas impossíveis foram registradas nos últimos dois anos como o caso de At The Drive In e Refused, a rapaziada de San Diego anunciou no final de 2012 o retorno aos palcos e a gravação de um novo disco. O que será que aconteceu? Situação financeira ou a chance de finalmente se tornar o que a banda sempre mereceu, que nada mais é do que ser um dos grandes nomes do rock não comercial a ser reconhecida como tal?

Bem, na verdade pouco me importa tudo isso, o que sim importa foi a sorte e o privilégio de estar diante dos Rocket's em uma das (apenas) seis apresentações na Europa neste ano de 2013 e mais, na Espanha apenas duas sendo uma delas num festival daqui à um par de meses, o que aumenta o valor deste show realizado no dia 6 de Abril de 2013 na Sala Razzmatazz 2.

O público começou a demonstrar toda sua devoção quando Speedo entrou, ainda com roupas comuns, para os últimos ajustes de seu instrumento, com aplausos e gritos, quase uma histeria local.

Logo ao adentrar o mesmo de maneira oficial, já vestido ao melhor estilo mariachi junto a Ruby Mars (bateria) que na verdade se chama Mario Rubalcaba e que aqui esteve com o OFF! no ano passado, JC 2000 e Apollo 9 nos metais além de ND e Petey X na guitarra e baixo respectivamente e o que mais chamava atenção era a ausência de seu tradicional e marcante topete, que particularmente lembro bem da única vez que os vi junto ao The (International) Noise Conspiracy, há pouco mais de uma década e a quantidade de suor junto a meio palmo de língua para fora já na terceira música. 




Estaria Speedo sofrendo da síndrome de Sansão apesar de sua voz continuar forte como no passado? A conclusão é que nosso frontman demorou a entrar no ritmo físico e não musical, já que a maratona para a execução das 23 músicas foram impecáveis. Considerando que começaram de maneira tranquila com "Pushed" de Hot Charity, porém o que derrotou a forma física de inicio de concerto foram "Middle" e na sequência "Born in '69", haja fôlego. E nada de parar por aí, "On a Rope" e "Young Livers" também fizeram parte deste avassalador início. Por um momento pensamos que o disco "Scream, Dracula, Scream" seria tocado na íntegra. 

Para quebrar um pouco a hegemonia deste nada mais que "Straight American Slave" e "Carne Voodoo" e a partir daí John "Speedo" Reis já era dominante no palco e muito bem assistido por Petey X. O público em geral deu um show à parte como já havia comentado anteriormente, correspondeu, aplaudiu, acompanhou os pedidos da banda e até deu presentes para a mesma que, em diversas vezes fez questão de deixar público seu agradecimento por não esquecê-los nestes oito anos de ausência. Mas…como assim, esquecê-los? Basta escutar os primeiros acordes de "Boychucker" para entender o porque de tanta boa memória.

O mesmo podemos dizer de "Made for You" e a introdução em palmas iniciada pelo grupo, seguida pelo público muitos segundos antes, de "My Arrow's Aim" dar as caras com seus primeiros acordes, um show à parte. Outra que chamou a atenção por esta tabelinha banda/público foi "Dick On a Dog" onde foi reproduzida ao vivo a conversação de estúdio na intro desta música.

Ao final de tudo, com a banda suando bicas em pleno inicio de primavera, vendo como a galera dos metais se diverte durante a apresentação imitando robôs dançantes, rindo, tendo a Speedo eternamente agradecido com cara de realizado e deixando a todos com a mesma aparência, empunhando sua guitarra e seu típico movimento de corpo, não pude reclamar das ausências de "Clouds Over Branson", "Cheetah" e "Turkish Revenge".

Finalizaram como "Come See Come Saw" e o tradicional pedido de nosso vocalista para que as pessoas publico façam massagens no ombro do cidadão que esta à frente, uma maneira de relaxar e ser relaxado por alguém, de maneira amigável após uma noite em que a palavra de ordem, segundo John Reis, era diversão e que ali estávamos para a celebração da "igreja" Rocket From The Crypt.
Enviado por Mauricio Melo

quarta-feira, 27 de março de 2013

Sessão Imperdível - Rocket From the Crypt em Barcelona



Para quem estiver na área.  Teremos na próxima semana o privilégio de assistir um dos shows mais esperados do ano.  O Rocket From the Crypt passa por Barcelona para um de suas limitadas apresentações de sua recente reunião.
Acontecerá na Sala Razzmatazz no dia 6 de Abril.
Mais informações www.lacastanya.blogspot.com.es

sábado, 23 de março de 2013

Du Baú - Sick Of It All - Entrevista (2010)



Baseado em fatos reais.

Muitas vezes nos perguntamos o que motiva a um grupo como Sick Of It All gravar um disco novo, com uma fórmula que eles mesmos estão cansados (ou não) de experimentar? Para isso, sentamos diretamente com o carismático vocalista Lou Koller e de quebra ainda tivemos participações mais do que especiais do baterista Armand e Freddy Crycien do Madball em mais uma recente passagem da banda pela Europa e fomos diretamente ao assunto. Ainda que muitos resmunguem que a banda não volte a conseguir um disco tão impactante como Scratch the Surface, basta escutar "Death or Jail" música que abre o disco novo e as apresentações atuais para não desejar que a banda não repita discos anteriores, o que foi feito, foi feito e ponto final. Como mesmo reconhece Lou, o S.O.I.A. é uma banda em constante movimento e necessita seguir adiante, ainda que reconheça que já chegaram bastante longe, uma distância inimaginável quando tudo começou há mais de duas décadas. Enquanto muitos buscam um grupo inovador, a grande sensação do momento, esquecemos que há muito os irmãos Koller, Craig e Armand (baixo e bateria respectivamente) vem nos oferecendo um hardcore de alto nível tanto em estúdio quando ao vivo. E o Brasil já está na rota da banda para 2011 na tour de lançamento de Based On A True Story, Get ready!!!
Por Mauricio Melo

Vocês acabam de lançar Based on A  True Story e claro já estão em tour, como vem sendo a recepção dos fãs com as novas músicas?
Sim, tivemos dois shows antes de vir para cá e um deles foi em Nova Iorque, este foi louco.  Estávamos em casa, com disco novo, a galera cantando tão alto quanto a banda, Nova Iorque sempre será forte conosco.  

O título Based on A  True Story é algo pessoal?
Tem bastante coisa neste disco escrita sobre experiencias pessoais, de quando crescemos no bairro.  "Death or Jail", "A Month of Sundays", "Watch it Burn", coisa que fizemos no passado, algumas muito positivas e divertidas como as matinês do CBGB's, quando éramos bastante jovens e daí tiramos a idéia do título do disco.   

Poderíamos então seguir com a pergunta com relação ao vídeo de "Death or Jail", de quem foi a idéia?
A idéia partiu do diretor, Ian McFarland que foi baixista do Blood for Blood, foi o que ele visualizou quando escutou a música pela primeira vez.  Porque acho que isso já aconteceu com todo mundo ou com muita gente que conhecemos, principalmente conosco, quem já não teve um traseiro chutado pela polícia?  Com certeza muitos que viram se identificaram com aquelas cenas, não?  Esta música também conta um pouco a história de um amigo de escola, crescemos juntos mas um dia cada um seguiu seu caminho, ele escolheu o dele e eu o meu.  Já não tenho contato com ele mas conheço sua história, que não é tão legal.  

Recebemos informações de que a banda teve um bom tempo disponível para gravar este disco...
Sim, normalmente nunca escrevemos as músicas ou compomos algo enquanto estamos em turnê.  Até rola uma ou duas músicas mas num formato bem bruto.  Normalmente tomamos nosso tempo livre, sentamos e colocamos nossas idéias em prática.  Temos que sentir o momento certo de fazê-lo.  Entre este e o último foram quatro anos sem gravar e normalmente ficamos dois anos ou dois anos e meio sem gravar.  Porém com o lançamento do tributo Our Impact Will be Felt, a celebração do vigésimo aniversário, tocamos em muitos lugares e festivais e não sabíamos quando ia terminar e quando acabou já celebrávamos o vigésimo quarto terceiro ano (risos).  Então, quando chegamos ao vigésimo terceiro  já começamos a achar que era o suficiente e que já tinhamos idéias o suficiente para um novo material, e foi o que fizemos.  

Acredito que muitos perguntem a mesma coisa, algum segredo para manter a forma fisica, mental e musical em alta após tantos anos?
Nenhum segredo meu amigo, simplesmente tentamos nos superar a cada momento.  Não importa como ou quanto estamos estabilizados e que as pessoas nos elogiem e considerem, old school, legendários ou algo do tipo.  Somos uma banda em constante funcionamento e movimento, não somos o tipo de banda que acabam por dez anos e depois se dão conta que podem reunir-se para fazer dinheiro ou coisa do tipo, não funciona assim conosco, tem que funcionar como música.  Adoramos as músicas antigas, ainda tocamos estas músicas mas não saimos em turnê tocando ou vivendo do passado e esperando que as pessoas venham nos assistir, não é assim.  Queremos que as pessoas continuem gostando da gente como uma banda que ainda funciona e apresenta material novo e este é um dos motivos que seguimos e para que isso aconteça temos que ter certeza que o material é de qualidade.  Quando compomos, sentamos e pensamos "se eu estivesse na galera o que gostaria de escutar, de receber desta banda?" e é assim que escrevemos as nossas, pensando em nosso público.  Nunca pensamos numa pessoa que está em casa chapada no sofá querendo escutar algo, não funciona assim, nossas composições são escritas com o propósito de funcionar ao vivo e consequentemente funciona para escutar em casa também, ainda que você tenha vontade de quebrar alguma coisa (risos).   

O disco novo não é tão político quanto os anteriores, como falamos é bem pessoal.  Podemos dizer que os políticos norte americanos melhoraram?
Realmente, Death to Tyrants era mais político do que este mas os políticos não melhoraram.  Temos algumas músicas políticas no disco como "Good Cop" por exemplo que é sobre isso.  Obama está no poder, é uma nova cara e tentando fazer o melhor mas ele acaba sendo parte do mesmo regime, e é verdade.  Se você olhar seu crescimento e história pode ver que ele cresceu fazendo a mesma coisa que os políticos anteriores e na mesma multidão, ou seja, boas intenções mas produto do meio.  O que podemos fazer?  Os políticos são assim, fazem parte de uma hierarquia, como acontecia com os reinos antigos, tem que nascer em determinadas famílias ou convívios para se tornarem políticos 


Based on A True Story foi gravado em outro país, como foi a experiência?
Dinamarca foi demais.  Porque nosso produtor, Tue Madsen, disse quando gravou Death to Tyrants, "se querem algo do mesmo nível ou melhor podem vir até meu local", porque lá ele tem um estúdio com tudo que necessita e é mais familiarizado com o mesmo e definitivamente provou suas teorias, o disco saiu como queríamos, incrível, nos fez soar mais forte, chegou a ser fácil trabalhar por lá.  Era inverno, chovia bastante e estava sempre escuro, então não tinhamos muito com que nos distrair, estávamos sempre concentrados no álbum.   

Quando estivemos com Agnostic Front tocamos neste assunto e gostaríamos de ter outra opinião.  Com tanta tecnologia à disposição, como você vê a nova geração?
Acho que poderia ser maior mas está bem atualmente.  Isto é o hardcore, especialmente nos Estados Unidos, é muito geracional.  Você pode ter uma banda idêntica ao Agnostic Front mas se os integrantes são jovens com 18 ou 20 anos, preferem assemelhar-se a uma banda da nova geração.  Existem boas bandas por lá como o Bane por exemplo.  Bane foi uma das maiores sensações dos últimos anos para a nova geração hardcore, daí sai uma banda tão boa quanto que é o Comeback Kid mas que é similar e todos os garotos gostam do Comeback Kid e já não querem o Bane porque já os consideram antigos.   O Sick of it All passa pela mesma sindrome, estas bandas não são melhores nem piores ou nem memo diferente de nós, na verdade estas bandas nos exaltam e nos tem como influência, mas elas tocam para maiores públicos e vendem mais discos que nós para um público muito mais jovem porque para eles, nós somos antigos ou velhos (como banda e não por idade), e isto é ridiculo.  Você acha que a internet ajuda mas as vezes atrapalha.  

Sente saudade de alguma coisa da antiga cena hardcore?
Era menor do que agora, mais fechado, não tinha tanta influência e mentalidade rock and roll como atualmente.  Existiam algumas pessoas que utilizavam drogas ou bebiam mas não tinha este perfil rock star atual, é dificil explicar.  Algumas bandas mais jovens, não muito mais jovens que nós, estão tão envolvidos no aspecto rockstar, cocaína, festas, noitadas, etc.  Ok, pode ser legal para alguns mas para mim nunca fez parte do hardcore.  Como disse, algumas pessoas tinham este perfil e outros não, mas atualmente tem mais atitude rock n' roll que hardcore, parecem ter esquecido suas raízes, já não é igual, difícil de explicar se você não esteve numa banda há vinte anos atrás e agora.  

Como uma banda como vocês, Agnostic, Madball... recebem notícias como Bane, CBK ou Hatebreed por exemplo é a maior banda hardcore do mundo no momento?
É como eu disse antes, são grandes agora mas daqui ha um tempo alguém vem e ocupa o posto.  Jasta é um cara inteligente e nunca esquece suas influências, sempre fala da gente, do Agnostic Front e outras bandas que o influenciaram.  Sempre quer juntar para fazer turnê e dizer a seu público o quanto nos admira, isso é legal mas não dura para sempre.  Até nós mesmo estamos surpresos por nos manter tanto tempo em alta, é um trabalho duro porque normalmente é muito popular por alguns anos e depois vai descendo mas pra gente vem dando certo, as vezes caímos um pouco mas trabalhamos duro e damos a volta por cima, isso é bom.  Temos uma boa constancia ao redor do mundo e tentaremos nos manter.  

Podemos dizer que o Sick of it All é uma lenda do hardcore?
É o que as pessoas dizem e as vezes acreditamos um pouco nisto (risos).  Não consigo acreditar que somos ou criamos algo, simplesmente o fizemos.  

Festivais ou casas pequenas, qual o melhor público?
Os dois são bons.  Os pequenos são intensos e divertidos, mais íntimos.  Os maiores você tem a oportunidade de expor sua música pra mais gente e é assim que as bandas sobrevivem.  Se cada banda hardcore apoiasse suas cenas todos sobreviveriam mas isso não acontece.  Como eu disse antes é bem geracional, eles escolhem uma para dar muito por cinco anos e depois te esquecem.  Muitos straight edges foram do movimento até irem para a universidade.  Quando chegaram lá descobriram que poderiam beber, fumar e ir a festas tecno, dai abandonam tudo, é assim que funciona.  
Armand - Por outro lado, é interessante participar de festivais na Europa, são dias dedicados a música extrema e não somente a um estilo de música, seja ele qual for.  Você pode curtir Madball e Sick of it All no mesmo ambiente que Carcass, Motorhead, Slayer e outras bandas do tipo.  Isso é um tipo de desejo que gostaria que os americanos tivessem, porque lá são tão "categóricos" e gostam muito de dividir os estilos.   Pra gente não há diferença já que todos estamos unidos e de mentes abertas.  Somos capazes que respeitar e aceitar cenas e movimentos diferentes, seja hardcore, hip hop ou metal.   

O que podemos diferenciar dos irmãos Koller de vinte anos atrás e agora?
Vinte anos mais velho e nada mais (risos).  Na boa, acho que estou em melhor forma do que há vinte anos.  

O que vocês lembram da primeira turnê na Europa por exemplo?
Freddy - Empurrando o onibus com certeza (risos).  Eu não estava com o Madball mas acompanhava o Agnostic Front que excursionava com o Sick of it All e logo no primeiro dia o ônibus enguiçou.  Estávamos neste ônibus lotado de gente, tinha que empurrar para pegar, foi louco e teve muita história engraçada nesta viagem.  
Armand - Bem, em geral era mais desconfortável do que agora.  Não dormíamos nem nos alimentávamos direito e quando retornava a casa tinha perdido kilos e kilos.  Demorava um tempo até me recuperar.  
Lou - Não tínhamos a oportunidade de dormir num hotel ou o ônibus era muito pequeno e tinha que dormir enquanto íamos de cidade a cidade, o que ainda acontece mas agora os ônibus são mais confortáveis.  

Musicalmente também?  Já li entrevistas na qual vocês confessaram gostar das músicas antigas porém suas atuações eram desastrosas.  Nunca pensaram em fazer alguma gravação ao vivo num estúdio repassando o material antigo sem perder muito tempo com produção, só para dar uma reciclada?
Já pensamos em algo assim, talvez para o vigésimo quinto aniversário que se aproxima.  Porém nunca sentamos e conversamos sobre isto, são tantas músicas para escolher que não sabemos.  Pensamos em fazer duas ou três de cada disco mas é difícil mesmo.  

Após tantas comemorações, podemos esperar um DVD?
Também gostaríamos de lançar, temos tanta coisa gravada em todos estes anos que na verdade não sabemos o que fazer.  Supostamente lançaríamos em 2007 mas a Century Media achou que não era o momento, o tempo passou e o material ficou antigo.  Agora querem gravar coisas novas, então não sabemos de nada.  Temos gravações de todos os lugares do mundo, horas e horas mas...

Brasil?
Definitivamente  em 2011.  Queríamos muito ir com o Terror este ano mas eu e minha esposa tivemos nosso primeiro filho, decidimos fazer uma curta turnê na Inglaterra e voltar para ficar mais tempo com meu filho.  Queríamos muito ir agora mas com certeza em breve, não podemos ficar de fora.