sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

The Gaslight Anthem Em Barcelona/Espanha 07/07/2011 - Sala Apolo - Barcelona/Espanha


Fim da turnê

"Muchas Gracias Barcelona and see you next year!" Se despedia assim metade em castelhano metade em inglês após a execução "Great Expectations", esgotado mas sem perder a marcante simpatia que o acompanha, Brian Fallon, vocalista do The Gaslight Anthem que encerrou em Barcelona uma extensa turnê. E para este grande finale a banda presenteou seus fans barceloneses com quase duas horas de concerto. Na noite anterior a banda fora de abertura para o Foo Fighters num ginásio repleto em Madri.

Entendendo The Gaslight Anthem.

Há pouco mais de dois anos, quando "The 59 Sound" foi publicado, um amigo italiano me apresentou a banda e o mesmo me enviou "The American Slang" meses antes do lançamento para ir "amaciando" a idéia. A grande verdade é que para muitos, e isto concluímos com parte da imprensa que estava em Barcelona, é que o TGA não é uma banda que apaixona na primeira audição, é necessário alguns truques para que isso aconteça. Sabe aquela freqüente estória do menina bonita com um rapaz comum ou vice-versa mas que resulta num casal apaixonado? é quase isso. Durante o show, no pool de imprensa, se escutava de tudo um pouco. Que faltam guitarras no som da banda ou "bem, ainda não me convenceram" e um ainda arriscava "tenho que escutar melhor os discos" ou até mesmo que o show seja muito limpo. Realmente, quando se escuta por primeira vez o The Gaslight Anthem, a sensação que temos é que não passa de uma banda comum, realmente desperta pouco. Até que um companheiro, que também teve a oportunidade de conhece-los em pessoa deu a pista, o segredo está na interpretação das canções, não são músicas e sim canções, apontou para o peito e disse, "te toca aqui dentro". Existe um conjunto de coisas que os deixam em destaque e principalmente as letras, quando se escuta alguma canção do TGA acompanhada de sua devida letra, alguma delas estará escrita para você e a partir deste momento você passa a entender por completo o porque de tanta badalação em cima dos americanos e seu Jersey Shore Sound. The Gaslight Anthem definitivamente não é uma banda punk e nem querem ser uma, são um grupo de rock, uma música sua e que necessita ser entendida para ser apreciada.

Pessoas comuns.

Estar com um artista pode ser o céu e o inferno. Normalmente são muito tranquilos, alguns simpáticos e tudo depende da quantidade de entrevistas dada naquele dia e o cansaço do mesmo para que o rendimento da conversa seja melhor. Com The Gaslight Anthem a quantidade parece ser indiferente, a disposição é a mesma. Mesmo enquanto estavam numa primeira entrevista Fallon tem a simpatia de olhar para o lado e te cumprimentar como se fosse um velho amigo. Após cada entrevista e cada encontro te agradece com um verdadeiro sorriso, sem falsa modéstia. Tudo isso te faz a acreditar que o sucesso obtido é merecido, somente as pessoas boas devem merece-lo e talvez este seja mais um dos motivos de que a imprensa se renda ao grupo. Após um bate-papo sob um intenso calor o bom humor sobressai e de quebra todos acabam participando de entrevistas de outras revistas, como um grande bate-papo.


O show em Barcelona.

Ainda não consiguimos entender o público em Barcelona, que, muitas vezes sai na frente na descoberta de artistas independentes e muitas outras deixa a desejar. Enquanto o The Gaslight Anthem lota todas as casas de show que vem passando, incluindo a Brixton Academy de Londres, em Barcelona vimos uma Sala Apolo praticamente pela metade. Foi surpreendente ver como ainda haviam entradas à venda no dia do show mas nada que abalasse a atitude de Brian, os dois Alex e Benny. Na verdade quem perdeu foi quem não esteve na Apolo no último 7 de Julho, dia do primeiro show deles em Barcelona e como já comentamos encerrara a turnê com um show que quase não faltou nada, digo quase porque se pudéssemos reclamar de algo pediríamos um pouco mais de iluminação para as fotografias já que nas condições impostas foi quase um milagre o que conseguimos. Após entrar em cena com uma instumental de "Jungleland" de Bruce Springsteen abriram o set com "High Lonesome" de sua obra maior "The 59 Sound", que por sinal foi tocado praticamente por completo durante o show, isso mesmo, do segundo album da banda, somente "Casanova Baby" foi excluida.

Apesar do já comentado público reduzido o que esteve presente não decepcionou, um verdadeiro fanatismo e devoção misturado a suor devido as altas temperaturas de Barcelona nesta semana de verão europeu. Com "Stay Lucky" e "Even Cowgirls Get Blues" a resposta do público foi tão insana que os "obrigou" a incluir no setlist pérolas "Bring it On", "American Slang" e "Miles Davis & The Cool" que inexplicavelmente estavam de fora. Já para criar um momento mais íntimo Brian e seus companheiros puxaram "The Diamond Church Street Choir" e com um imenso sorriso seguiram conduzindo seu "Old White Lincon". Podemos afirmar com convicção que "59 Sound" é o verdadeiro hino deste grupo, era possível ver pessoas emocionadas na sala.

Para descontrair, Brian (sempre muito comunicativo) confessou suas engraçadas limitações com o idioma espanhol. É claro que músicas do primeiro álgum, "Sink or Swin", não poderiam ficar de fora, muito menos "Wooderson" e sua pegada magistral, assim como "We came to Dance" e um momento bem acústico com "The Navesink Banks" e "Blue Jeans & White T-Shirts", a banda faz um repasso de tudo, Cash, Springsteen e claro eles mesmos com "The Queen of Lower and Chelsea". Também tivemos tempo para as novidades com "Biloxi Paris" e o cover do Pearl Jam com "State of Love and Trust".

Antes de finalizar com "Great Expactations" já comentada no início de tudo a escolhida foi "The Backseat" que naturalmente possui todo este clima de despedida.

De momento é esperar disco novo, visita ao Brasil, novas visitas a Espanha e que continuem sendo pessoas reais como as que tivemos a oportunidade de conhecer, enquanto isso o que fica na mente é..."we use to drive all night, all over the town...".

Confira abaixo mais fotos deste concerto.
Enviado por Mauricio Melo

Dead Meadow Em Barcelona 28/04/2011 - Sala BeCool - Barcelona/Espanha



Quem vem acompanhando nossas jornadas na cidade condal, terra de Gaudi, Sagrada Família, Messi, Camp Nou, rivalidade entre Barça/Madrid sabe que a vida por aqui vem sendo corrida e que às vezes nos reserva pequenas surpresas.
Imaginem que um simples passeio dominical, de Páscoa, após aquela chocolatada que mais serviria para queimar umas calorias e conhecer melhor um dos mais celebrados bairros culturais de Barcelona, o de Gracia, pudesse aparecer um pequeno cartaz colado no poste anunciando um show do Dead Meadow e num local pequeno, com um palco que mal chega na altura do joelho? Mas foi assim mesmo que aconteceu, do nada.

Daí rolou um envio de correio eletrônico que parecia não ter resposta. Para completar o drama, no dia do Dropkick Murphys (resenha aqui), além de ter a necessidade de passar o dia na rua entre trabalho, cursos e o posterior show, o telefone que muito nos adianta como uma internet ambulante acaba a bateria nos primeiros minutos do dia e todos os cabos USBs estavam em outra mochila... loucura!!!

Quando descobrimos que Steve, baixista do Meadow tinha respondido pessoalmente e de maneira positiva, já era o dia do show e todo o planejamento do desta data foi por água abaixo e modificado em função do mesmo.

Toda esta volta por que? Porque há dois anos tivemos a oportunidade de vê-los no Primavera Sound 09 (cobriremos o 2011 este mês) mas um tal de My Bloody Valentine tocava no mesmo horário, difícil escolha mas preferi ficar surdo com a lendária banda que só tem dois discos, outra história...

Nada como um dia após o outro e lá estávamos, diante do trio de Washington DC, totalmente stoner que apresenta no momento seu album ao vivo, "Three Kings". Por muitos momentos nos sentimos num show do Black Sabbath ou qualquer outro da época, aquele baixão Rickenbaker arrastado em várias escalas, setentista total, e por outro lado, Jason Simon distorcia sua melancólica guitarra, que por praticamente todo o concerto soterrou sua voz. Foi incrível ver como o público inconcientemente "batia" cabeça de forma lenta, quase em transe. Ainda que em seus discos contenham algumas músicas mais tranquilas ao violão, o que se conferiu ao vivo foi puro rock n' roll e "Between me and the Grownd" foi uma das primeiras a emocionar o público. Mas não paramos por aí, "Good Moanin'" resume melhor minhas palavras aí acima. E para falar que as baladas foram deixadas de lado uma mais levinha foi posta em execução "At Her Open Door" e também não demorou a aparecer "Ain't Go Nothing (To Go Wrong)" e o som voltar ao peso normal. A noite estava tão perfeita que a hora que o trio esteve no palco passou despercebida e numa tentativa de prolongar ainda mais aquele momento a banda brindou o público com dois retornos ao pequeno cenário após sua despedida oficial. Vale citar também que tivemos para a abertura da noite o Spindrift no melhor estilo Johnny Cash e visitando pela primeira vez a Espanha, seria injustiça escrever estas linhas sem menciona-los porque músicas como "The Legend of God's Gun" não pode ser considerada uma simples participação numa noite como esta.

Finalizamos a agenda de Abril desta maneira e prometemos lendas do punk rock para Maio, aguardem!

Asian Dub Foundation Em Barcelona 24/03/2011 - Sala Apolo - Barcelona/Espanha





No último 24 de Março, Barcelona recebeu mais uma vez seus "asiáticos" favoritos, e engana-se quem acha que são os milhares de japoneses que visitam diariamente a basílica da Sagrada Família. O Asian Dub Foundation, melhor dizendo londrinos, visitou a Espanha com o intuito de apresentar seu novo disco, A History of Now e assim o fez mas a data foi marcada por velhos hits.

Ainda que a noite tenha iniciado de forma cadenciada com a instrumental "Bride of Punkara" e já deixando claro quais seriam as regras do jogo com "Rise to Chalenge" do disco Enemy of the Enemy de quase uma década atrás. Ainda flutuando na história recente da banda foi a vez de soltar a mensagem com "Take Back The Power" e "Target Practice" chegando finalmente na trilha sonora da nova década com "The New London Eye", a mesma que abre o disco.

Num momento mais light a banda apresentou "Speed Light", sempre bem apoiada por seu percussionista. A música título do novo álbum também esteve presente mas talvez o ainda esteja muito recente para cair nas graças do público, o mesmo acontecendo com outra cadenciada e do mesmo disco, "Futureproof". Contraste total quando se trata de músicas como "Burning Fence" ou "Flyover", já que podemos dispensar os comentários de "Fortress Europe" devidamente guardada para o bis e que enlouqueceu o público catalão.

Muitos lembraram de quando a banda saía em turnê com o Rage Against the Machine e se perguntaram o porque de não terem saído do circuito independente e de casas de porte pequeno/médio. Talvez seu estilo muito marcado e uma imagem muito pouco comercial (sim, o mundo alternativo também se brinca com imagem) tenham limitado a banda. Melhor assim, tudo está perfeitamente encaixado. O Asian Dub Foundation apresentou excelente forma músical, física e a relação público banda é a melhor possível.




Mogwai Em Barcelona/Espanha 28/10/2011 - Cassino Aliança De Poblenou - Barcelona/Espanha



Foi um privilégio ter assistido ao Mogwai uma vez mais em Barcelona.  Anteriores encontros entre a banda e minha comentada retina já havia sido possível num passado mas agora foi diferente.

Quando a organização do San Miguel Primavera Sound anunciou tal apresentação, dentro do programação do chamado Impredibles San Miguel, sabíamos que seria algo diferente do que havíamos visto.  Lembrei também de um amigo que se derreteu diante do palco durante a apresentação da banda no já tradicional San Miguel Primavera Sound realizado no mês de Maio, onde a banda se apresentou como uma das principais atrações do evento, e abdicamos deste concerto por coincidir com outros artistas de mesmo valor, algo que o mesmo (amigo) custou a entender. Jogamos com a sorte já que os escoceses  haviam passado pelo festival em outras ocasiões e que as portas estão sempre abertas para o grupo, além de termos presenciado aos mesmos tocar na íntegra seu aclamado disco "Yound Team" tempos atrás.  E a sorte jogou à nosso favor, nos presenteando uma atuação de gala no Cassino Aliança de Poblenou, um teatro, com confortáveis  cadeiras e uma acústica perfeita.

Podemos dividir tal apresentação em duas partes.  Existiu um antes e um depois, ambas maravilhosas. 

A primeira parte se resume em um show de classe. A banda desfilou com  seu post-rock cósmico músicas de seu último disco "Hardcore Will Never Die, But You Will…" com projeções diversas num telão ao fundo, entre elas "Rano Pano". Mais adiante tivemos "Moses? I Amn't" (com direito a violino) e também "I'm Jim Morrison, I'm Dead" e "How to be a Werewolf" com direito a projeção do clip no telão.  Até este momento tudo era bem formal, clássico e teatral...nada mal para ser sincero.

Até que já para a metade do concerto, um fã que se "acabava" de dançar na última fila e se controlando ao máximo sua formalidade européia, desistiu da mesma, desceu o corredor principal com os braços abertos, agradecendo por tudo o que acontecia diante de seus olhos. A banda o presenteou com uma cerveja geladinha e, não sabemos se por querer cervejas ou contagiado por este fã, todos deixaram suas confortáveis cadeiras e se amontoaram na borda do palco para a grande felicidade do Mogwai, que, entendeu perfeitamente que se tratava de um teatro mas a formalidade deixara uma grande dúvida se o  show estava à altura ou deixava a desejar. Ao receber a calorosa recepção do público era a confirmação que tudo funcionava normalmente. Jogo mais que ganho e "Hunted by Freak" para celebrar e entre as mais recentes, "White Noise".

Em pouco mais de uma hora a banda tinha dado seu recado, deixaram o Cassino ovacionados e nós emocionados de tê-los ali, tocando mais próximo do que nunca e criando a atmosfera que só os mesmos podem criar. 
Enviado por Mauricio Melo

Confira fotos desse show, por Mauricio Melo:

Hellfest Open Air 2011 17/06/2011 - Val de Moine - Clisson, França

1º dia - Sexta-feira 17/06

Pelo segundo ano consecutivo, chegamos até Clisson, França, para cobrir o Hellfest. Festival este que vem se tornando referência na Europa quando se trata de música extrema. Como previa a meteorologia, logo na abertura do festival uma boa chuva (e frio) serviu para reavaliar nossos planos. Nossa jornada que deveria começar as 11:40 da manhã, se deu início uma hora mais tarde, num rápido show do Malevolent Creation que mais valeu para proteger da chuva por terem tocado na "lona" da Rock Hard do que pelo show em si. Não distante dali conferimos oChurch of Misery, que definitivamente coloca o Japão no mapa da música pesada. O "fato" ocorreu no palco Terrorizer, outra lona coberta, e quem lá esteve não se arrependeu, foi arrepiante! Entre esta apresentação e o The Damned Things, banda composta por integrantes do Anthrax, Fall Out Boy e Every Time I Die, tínhamos previsto nosso Krisiun que não chegamos à tempo por pequenas imposições feitas pelo festival, quando queríamos realmente registrar em imagens um concerto, tínhamos que fazer fila para não ficar de fora da barricada e muitas vezes o tempo da fila era o show do palco ao lado que abríamos mão e desta maneira reduzimos a dimensão de nossa cobertura.

The Damned Things que decepcionara em Barcelona dias antes, talvez o fato de Scott Ian ter deixado a turnê repentinamente por uma emergência familiar, tenha feito a banda descarrilhar por uns dias, mas no Hellfest o show foi maiúsculo, hard rock dos bons, pesado, com riffs, refrões pegajosos e quando finalizaram com "We've Got a Situation Here" nos lamentamos que o show tenha sido tão curto, 10 músicas ou 40 minutos, tempo do disco Ironiclast. Para o primeiro encontro com o palco principal 1, tivemos The Cult e um Astbury fisicamente irreconhecível. O frontman outrora vaidoso, exibe barba, cabelos compridos e uma boa barriga. Já musicalmente continua se entendendo muito bem com Billy Duff. Brindaram o público abrindo a apresentação com "Rain" e o resto já podem imaginar como foi, "Sweet Soul Sister", "She Sells Sanctuary", "Love Removal Machine"...


Mostrando o outro lado da moeda, no palco principal 2 estavam The Exploited e um início avassalador com "Let's Start a War" como cartão de visita de outros clássicos como "Troops of Tomorrow", "Fuck the USA", "Cop Cars" e até "Beat the Bastards", além do primeiro mosh-pit da tarde.

Na seqüência conferimos o projeto que deu "certo", Down. Um público dedicado e um grupo mais entrosado do que nunca, talvez esteja vivendo seus melhores dias no que se trata de apresentações ao vivo, com um Phil Anselmo em forma e riffs matadores de Pepper e Kirk.

Previsto para encerrar o dia, Iggy and Stooges anteciparam sua apresentação. Uma vez mais o público ficou boquiaberto ao ver Iggy em plena forma física com seus sessenta e tantos anos de idade, um verdadeiro showman. Dançando e chamando para dançar, descendo constantemente ao público e liderando clássicos como "1969", "Search & Destroy" e claro, "I wanna be your Dog".

Se por um lado a Terrorizer recebia o Clutch o palco principal teve a oportunidade de ver o retorno do Morbid Angel aos palcos lançando seu Illud Divinum Insanus, numa das apresentações mais brutais da noite.

Entre enfrentar uma fila descomunal para o Rob Zombie que acabou encerrando apresentação 25 minutos antes do previsto e ir ao Melvins, ficamos com a segunda opção. Ao ver os integrantes do Down "rolando" de alegria ao fundo do palco, tivemos a sensação de estar no lugar certo. Para fechar a noite de um dos dias mais rock da história do Hellfest, assistimos ao bom show do Monster Magnet.

2º dia - 18/06

Nossa primeira missão para o segundo dia de Hellfest foi o Shai Hulud com um competente show, já que o Your Demise e Whiplash tocaram ainda de manhã. OHammerfall também marcou presença, e mais adiante o bom punk-rock do Raw Power. Quem também levantou poeira e agitou bem o público foi o Municipal Waste, na seqüência podemos conferir de perto o Thin Lizzy. Por algum motivo oUS Bombs não entrou no horário previsto e sim vinte minutos antes do Terror, o que acabou confundido parte do público que queria assistir uma banda ou outra. Nos restou a espera pelo Comeback Kid e seu pefeito show. Apresentando músicas de seu último trabalho Symptons + Cures e petardos como "G.M. Vincent and I" e "Do Yourself a Favor", além das que já conhecemos como "Wake the Dead" ou "False Idols Fall", os canadenses demonstraram que já não se trata de uma banda de kids e que construíram uma boa reputação.



Sodom também esteve no festival e nós assistimos a uma certa distancia já que estávamos na fila para o Black Label Society, para uma barricada de nada menos 50 fotógrafos. Conferimos de perto o que Zakk Wylde e seus irresistíveis riffs em "Crazy Horse" e "Overload" nos oferecia. Foi uma oportunidade de luxo assistir a Wylde ainda sob a luz do dia. Uma pena que encaixaram o D.R.I. no mesmo horário, o que dividiu o público mas quem correu até o palco pequeno ainda teve a oportunidade de vibrar com "Violent Pacification" e "Five Year Plan", entre outras.



A mesma impossibilidade e limitações nos tirou do Kreator, que por sinal parece ter recuperado sua reputação perdida há anos atrás, um show impecável.

Terror também aprontou das suas com seu novo disco Keepers of the Faith, já podemos colocar a musica "You're Caugh" ao mesmo nível de "Better off Without You" ou "Keep Your Mouth Shut", tamanha aceitação. No mesmo palco Terrorizer e sem deixar a poeira baixar, o Converge entrou como uma metralhadora giratória com "Dark Horse". A apresentação do grupo fica marcada não só pela brutalidade musical mas também pela performance em palco de seus integrantes. Desfilaram também hits e riffs de discos como Jane Doe e No Heroes.



Para finalizar esta noite, um dos grupos mais esperados do dia e porque não do evento, Bad Brains. Por algum motivo integrantes de outras bandas não podiam ficar no palco, porém ninguém se rendeu, ao lado, junto aos seguranças todos se derretiam com "Salling On", "I Against I", "Attitude" e todas que queríamos escutar. O mais impressionante? A humildade de seus integrantes que agradeciam ao final de cada música o comparecer do público, na verdade nós que agradecemos pela oportunidade de vê-los.


Terceiro dia 19/06

No terceiro e último dia de festival, após conferir uma tarde de autógrafos com oCavalera Conspiracy vimos de perto um ex-Guns N' Roses e Velvet Revolver,Duff McKagan's e seu projeto Loaded. Um hard rock de qualidade mas desconhecido do grande público. Seu ex-companheiro Slash, jogou com melhor maestria no ano anterior quando tocou músicas de seus ex-grupos junto a seu atual lançamento, levando o público ao delírio. Duff não fez o mesmo e apesar da competência passou um tanto desapercebido.

Já com o Cavalera Conspiracy a coisa foi diferente. Tanto músicas do recém lançado Blunt Force Trauma quanto os clássicos do Sepultura foram recebidos com euforia pelo público. Além disso tivemos uma jam em família em Cockroaches do Nailbomb em que seu filho, desta vez empunhando uma guitarra e um cabelo moicano "destruiu" no palco, Max teve até que dar um "puxão" de orelha no moleque para baixar um pouco a bola, um pouco mais e o adolescente sairía dando porradas com a guitarra do pai nos outros e quebrava tudo. Sensacional!


Judas Priest fez um bom show, levando em consideração que suas últimas apresentações pelo continente não havia agradado. Desta vez não faltaram clássicos e movimentação no palco de Halford com "Break the Law" e claro "Painkiller", que não vem aparecendo em todas apresentações da banda. Para o bis, a tradicional entrada de Halford de Harley e "Freewheel Burning".

Porém, já quase no fim de nossa jornada e para nossa última visita ao palco principal, Ozzy. A recomendação especial era para que protegessemos o equipamento e se possível utilizar capa de chuva, já que o madman parecia estar sofrendo de alguma esclerose e estar atacando os outros com água. Bem, brincadeiras à parte, a verdade é que Ozzy fez um show mágico como já se esperava. O que não esperávamos era o banho, que não foi de água e sim de espuma de barbear ou algo similar, o próprio Ozzy, na segunda música saca uma metralhadora de pressão de abre espuma contra o público, fotógrafos e até mesmo seguranças, salve-se quem puder, teve gente virando boneco de neve. Ir ao show do Ozzy é viajar no tempo com "Bark the Moon" e os clássicos do Black Sabath "War Pigs", "Iron Man" e porque não, "Paranoid". O setlist também foi completo com "Mamma I Coming Home" e "Mr. Crowley" entre muitos outros. Estar num show destes é um privilégio e tão bom que a uma hora e meia do madman no palco passou voando.

Não acabou por aí. Com um estratégico atraso, o Kyuss Lives! esperou o fim da apresentação de Ozzy para o início da sua, e desta forma compactar mais a lona Terrorizer. Os americanos fizeram um show impecável, e para aqueles que acham que Kyuss não pode existir sem Josh Homme, o único integrante a não estar no grupo, o trio Garcia, Olivery e Bjork, com a ajuda de novo guitarrista Bruno, justificou a responsabilidade de fechar com chave de ouro este festival com tantos nomes consagrados. Arriscaria a dizer que além do ouro na chave, ainda colocaram umas pedras de diamante, para dar mais brilho em músicas como "Green Machine", "Thumb" e "Hurricane". A poeira local, as luzes vermelhas utilizadas no palco, o suor, apesar do frio e a emoção deram o clima de desert rock que muitos associam ao grupo. A palavra Lives! Junto ao nome de um grupo nunca foi tão bem encaixada, Kyuss está vivo e muito. Foi um autêntico show de rock.

Entre muitas limitações da organização, a que mais preocupa e desanima são as filas para a barricada de fotógrafos. Em alguns momentos temos que decidir entre estar na fila para um artista ou abrir mão para assistir outro. Algumas vezes, mesmo estando na fila, a barricada chega a seu "limite" (também imposto por eles) de 75 fotógrafos, fazendo com que algumas pessoas percam tempo na fila e ainda assim fiquem de fora. Sair de casa, viajar 960km, acampar, enfrentar chuva, etc, para ir a um evento passar mais tempo em filas do que disfrutando do mesmo, é preocupante.
Enviado por Mauricio Melo





BAM - Barcelona Acciò Musical 2012 c/ The Dream Syndicate, The Kooks e mais 23/09/2012 - Vários - Barcelona/Espanha

The Kooks - BAM 2010 

Uma vez mais comparecemos a festa de despedida do verão. Bem, não é bem assim, mas é assim que muitos encaram. Dia 24 de Setembro é dia da Mercè, padroeira da cidade e que se celebra com dias de antecedência com festas, comidas e danças tipicas, desfiles e muita música ao vivo. O BAM é um festival que se realiza dentro destas festividades e que a cada ano apresenta o melhor da música nacional, algumas novidades e outras poucas (e boas) atrações internacionais. Tudo de graça já que é bancado pela prefeitura, algo como a Virada Cultural de São Paulo.

Para abrir as celebrações local, Nora Jones visitou o palco da Praça Reial um dia antes do inicio do Festival, não como pertencente do mesmo mas sim como parte das festividades. Não estivemos lá mas vale o comentário da presença da cantora.

Mas para a abertura oficial do BAM não podíamos faltar. De cara, abrindo a noite de Sexta-Feira os espanhóis do '77 (Seventy Seven). Por um momento surgiu a dúvida se estávamos ou não no palco correto mas a julgar por centenas de camisas do AC-DC na fila do gargarejo confirmamos que ali seria nosso encontro.

Particularmente já tinha captado comentários desta banda e que faziam um perfil rock and roll setentão porém com grande influência dos australianos citados acima e o que podemos afirmar é que tais comentários não estavam equivocados. 
O quarteto, vestido à carater com suas calças boca de sino, camisas ajustadas no corpo e cabelos compridos poderia tranquilamente passar por um cover de qualquer banda hard-rock mas decidiram mesmo fazer suas proprias canções como "Gimme Rock and Roll" ou "Big Smoker Pig". Destaque absoluto para o guitarrista solo, que assim como Angus dá um show à parte ainda que Young seja incomparável, pelo menos vale a pena a inspiração. 

Em seguida tivemos Howlin Rain. Banda que apresentou todos seus acordes de grande influência da costa Oeste americana dos anos 70 com seu rock psicodélico e muita melodia, além de solos de guitarras impressionantes de Ethan Miller. Um bom público acompanhou de perto a performance dos americanos ainda que grande parte do mesmo estava ali por curiosidade. 

Para fechar a noite tivemos o The Dream Syndicate, que junto a Velvet Underground, Stooges e até mesmo R.E.M. são considerados os fundadores da música alternativa conteporânea. A banda está na ativa desde os anos 80 e presenteou o público com seu rock básico, com baixo marcado e solos de guitarra em músicas como That's What You Always Say.

Apesar dos grandes músicos terem se apresentado na Reial e diante de um público mais curioso que dedicado, a grande festa ficou, como sempre, para o palco da Antiga Fabrica da Estrella Damm (cerveja). Normalmente este palco é reservado para bandas que no momento atraem grandes multidões ou as que já tem nome gravado na história como Primal Scream, The Hives, Public Enemy e Asian Dub Foundation. Este ano a grande festa ficou por conta dos catalães Love of Lesbian, que levou ao delírio o público local. Jogando em casa e diante de sua torcida era jogo ganho antes do primeiro acorde e assim foi até o último.

Para encerrar a noite e nossa participação, lá estavam os britânicos The Kooks. O ambiente era o que qualquer um pode imaginar. Jovens histéricas com cartazes nas mãos pedindo de tudo, desde um simples beijo até o que podemos imaginar no nosso mais intimo. Abriram com a acústica "Seaside", desfilando desde o inicio hits como "Sofá Song" e dando a noite o tempero de festa iniciado horas antes com a banda local e não deixando a peteca cair com "See the World". A loucura era tanta que foi impossível sair do fosso dos fotógrafos e nos contentamos com uma brecha na lateral do palco. Ainda deu para conferir de perto "Ooh La" e "She Moves in Her Own Way" (hitzinhos).

Após pouco mais de uma hora os britânicos se despedem de Barcelona e nós do festival. Apesar de ainda existir uma terceira jornada no Domingo já que na Segunda era oficialmente o feriado, nos retiramos para um bom descanso.
Enviado por Mauricio Melo

Confira fotos desse show, por Mauricio Melo:
Howlin Rain - BAM  2012

'77 - BAM 2012


Du Baú - A Place to Bury Strangers entrevista.



A Place to Bury Strangers - New York
O final da década de oitenta trouxe a decadência do new wave e a explosão das bandas de Manchester um novo movimento que arrombou portas, tímpanos e que por algum motivo, ou atropelado pela avalanche grunge, ficou soterrado e quase esquecido. Este quase esquecido foi o suficiente para dar nova vida ao shoegaze atual, principalmente com o reaparecimento de My Bloody Valentine aos palcos.
Como naquele final de década,muitas bandas seguiram o rastro do MBV e agora não poderia ser tão diferente. A sensível diferença é que a influência deixada pela banda e seu mítico álbum Loveless fez com que uma nova geração antecipasse esse ressrgimento do shoegaze e não seguissem a trilha simplesmente.
Entre os novos nomes está A Place to Bury Strangers, um trio do Brooklyn que já leva o título de banda mais barulhenta da cidade e já avisam:"A cena atual no Brooklyn já não possui clichês, sem essa de que é para rappers e com todo respeito a outras cenas do mundo como Barcelona, Londres, Rio ou São Paulo, mas Nova Iorque é o lugar". A banda, formada por Oliver Ackrmann (guitarra/voz), Jono Mofo (baixo) e Jay (bateria) não apresenta nada de revolucionário. Utiliza a fórmula de camadas sobre camadas de guitarra para dar a atmosfera psicodélica e barulhenta nas canções.
O único diferencial é que Oliver Ackermann cria seus próprios pedais de efeitos, o que dá ao som da banda algo mais personalizado e ao dizer aos rapazes que era notável influências como Cure, Bauhaus e até Sisters of Mercy fui quase carregado nos braços por não compará-los ao Jesus and Mary Chain, que é a comparação mais lógica e direta que a banda recebe, porém deixaram bem claro que nenhuma comparação incomoda e assumem tais influencias; "eram as bandas que escutávamos antes de começar a nossa".
De uma maneira geral, a banda não parece muito preocupada com o amanhã. A postura mais se assemelha a uma banda punk, deixando claro que planos nem sempre saem como desejam. O trio passou por Barcelona três vezes e já tem uma quarta data marcada.  Conferimos de perto tais apresentações e até trocamos as tradicionais perguntas por respotas e os melhores momentos desta entrevista você confere agora. 

Enquanto preparava o gravador numa mesa de bar onde o garçon estipulava um mínimo a ser consumido, começamos a entrevista de outra forma, acabei sendo surpreendido por Oliver com a primeira pergunta.  Como um antigo conhecido perguntava como estavam as coisas em Barcelona e queria saber um pouco mais do Brasil e da Espanha, essas curiosidades e outros detalhas vocês conferem agora.

Nos encontramos pela primeira vez no Primavera Sound 2008 e desde então a banda vem tocando praticamente todos os dias do ano.  A pergunta é óbvia, quando e onde encontraram tempo para trabalhar o disco novo, Exploding Head, podería nos dar detalhes das gravações?
Tivemos dois meses de "férias" e aproveitamos este momento para gravar o disco.  Algumas canções já vinham sendo compostas enquanto estávamos em turnê.  Temos um amigo com um estúdio que acabou nos sedendo naquele momento.  Tivemos tempo para trabalhar com tranquilidade.  Algumas músicas foram finalizadas nesta época, outras trabalhadas durante uma sessão de rádio que tivemos a oportunidade de fazer e o restante do material foi arrematado em dias.  Inclusive algumas músicas foram feitas uma semana antes de terminarmos as gravações.  Tudo dentro destes dois meses que afinal de férias não tiveram nada, trabalhamos bastante.  

É curioso escutar isto, porque estivemos com o Art Brut há uns meses atrás e nos contou exatamente o contrário, que o terceiro disco saiu melhor por não compor na estrada e ter mais tempo para trabalhar...
Bem, não podemos levar ao pé-da-letra quando dizemos que o disco inteiro foi feito em dois meses.  Sempre estive envolvido com gravações. Durante todo este tempo, entre o primeiro disco e o segundo vinhamos gravando coisas, ainda que não fossem as músicas em definitivo.  Sempre se grava algo experimental, um solo ou um riff.  Tudo isto ficou guardado para quando tivéssemos este tempo livre, e pudéssemos trabalhar com tranquilidade.  O mesmo aconteceu com uma banda que tive antes, foram dois anos trabalhando todos os dias, sempre criando, gravando e regravando, mixando alguma coisa.  Mas também acho que muitas músicas ficam boas a base do improviso e feitas no último momento, até porque quando se tem um projeto na cabeça e por mais que não tenha nada gravado sabe exatamente o que fazer e tudo funciona muito bem.  

Já que tocou no assunto, vamos voltar as raízes e sua antiga banda?  Conte-nos um pouco sobre seu início?
Claro, Skywave era o nome desta banda e acabou exatamente quando me mudei para o Brooklyn.  Nesta época, nenhum membro do Skywave estava muito a fim de fazer shows.  Estavam mais interessados em tocar musica para eles mesmos.  Éramos muito amigos e foi difícil deixá-os, até porque musicalmente nos encaixavamos muito bem.   Tudo era muito bom mas quando se está em Fredericksburg, Virginia, e só existem umas 5 pessoas que valem a pena na cena musical de sua cidade as coisas podem não ser tão legais.  O que queria mesmo era tocar todos os dias e estar em constante progresso com meus projetos e a cidade não me favorecia.  Então me mudei e agora estou aqui com vocês.  

O primeiro lançamento de vocês foi praticamente uma coletânea de EPs.  Podemos considerar que Exploding Head é o primeiro disco oficial da banda?
Não sabemos ao certo.  Venho tocando este tipo de música há muito tempo e podemos dizer que o primeiro álbum foi um projeto a longo prazo.  Você pega cada um, coloca novas idéias e trabalha o melhor que pode em cima das mesmas e daí podem sair centenas de outros projetos.  Com Exploding Head foi diferente, tinhamos mais idéias, trabalhamos em cima delas com o objetivo único, então podemos considerar que este é oficialmente um primeiro álbum.   


Algum motivo especial para trabalhar com Andy Smith na produção?
Foi produzido por mim e Andy Smith.  Ele nos ajudou mais no final da produção, quando gravamos as vozes.  Ele também nos ajudou em alguns dos EPs antigos e já nos conheciamos.  Porém desta vez trouxe toda uma acessibilidade pop diferente da que estávamos acostumados e de coisas que realmente não conseguiria fazer sozinho.  Foi um dos responsáveis ao resultado final do álbum e foi satisfatório.  

As letras também estão mais trabalhadas já que podemos perceber e escutar melhor sua voz, alguma inspiração especiap para as mesmas?
Bem, podemos dizer que é uma combinação de todas estas coisas.  As vezes atravessamos maus momentos em nossas vidas, todas as coisas ruins parecem acontecer ao mesmo tempo e algumas pessoas acabam encontrando aí inspirações para compor.  Também pode acontecer ao contrário, estarmos atravessando um momento maravilhoso e estarmos inspirados para seguir com o trabalho.  Ao final é uma mistura de emoções muito fortes e tanto faz se as coisas ruins acontecem em Nova Iorque ou em qualquer lugar, se o momento não é bom para você...acaba sendo um pouco como na música "Dead Beats".  Tudo isso faz parte de nossas vidas e a minha não é diferente. 
Também não podemos negar que livros ou filmes podem te influenciar em alguma coisa mas particularmente nunca fiz algo direto sobre um livro, nada temático.  Muitas vezes você descobre sua vida refletida em outras vidas ou através de algum personagem de livro, lê histórias incríveis mas que de fato já é criação de outro autor.  Acho que não temos nada que tenha sido diretamente influenciado por um livro.  Acredito que "Exploding Head" é um disco de experiências bastante pessoal, é uma combinação de coisas que vem acontecento comigo em especial durante alguns anos, coisas do dia-a-dia.  A vida é uma inspiração.  

Como foi estar no Reading e Leeds Festival em 2009?
Bem, foi incrível e uma honra tocar em festivais tão tradicionais como estes mas tocamos num dia que o line-up não fazia muito nosso perfil, como o Fall Out Boy e todas estas bandas miseráveis (risos).  Não posso negar que passei bons momentos e conheci muita gente mas poderíamos ter tido outro público.  Foi legal num modo geral, ao menos encontramos o Black Lips que também estava "perdido" naquele dia.  Esperamos ser convidados novamente.  

Alguma banda ou disco recente que merece destaque?
Difícil relacionar algo, existem muitas influências mas ultimamente venho escutando discos de bandas muito desconhecidas.  Pessoas que vou conhecendo quando estou em turnê e que acabam trocando discos com a gente, nenhuma banda grande no momento chama atenção.

Como estão seus projetos com a eletrônica, seus pedais personalizados e também sua empresa, Death by Audio? Parece que você tem ótimos clientes.  Como foi o início desta empresa?
Funciona muito bem no momento, como você mesmo disse já é uma empresa e não mais um projeto.  Por questões óbvias não trabalho nela como antes, existem pessoas que trabalham para mim mas ainda responsável pelos designs dois pedais.  Também respondo perguntas, ou melhor, tiro dúvidas quando alguém quer informações mais concretas sobre os pedais.    Sim, tenho alguns bons clientes como Wilco por exemplo.
Iniciei a empresa porque queria encontrar novos sons para minha guitarra.  Comecei a fazer experiencias sem ter a mínima idéia do que podia acontecer e demorou uns dois anos até conseguir algo e neste tempo estraguei algum material.  Antes da nossa primeira viagem para Europa estava focado nisto, queria ter pedais que ninguém tivesse.  Nem tinha idéia de ter uma empresa de pedais mas acabou dando certo.  Na época escrevi um artigo sobre meu primeiro pedal, Total Sonic Annihilation e enviei para Harmony Central que é a comunidade numero um dos músicos na internet.  Fiz umas cópias do artigo e distribui pelas lojas de intrumentos, daí começou tudo.

Um pouco do dia-a-dia da banda, ou pelo menos aqui em Barcelona que vocês tocaram por dor dois dias seguidos e tiveram um pouco mais de tempo livre...
Sim, normalmente viajamos a Europa inteira mas não conhecemos nada porque a cada dia estamos em uma cidade e mal dá tempo de dormir.  Desta vez visitei um museu, almoçei num restaurante e até fiz a tradicional "ciesta" espanhola.  

Falando um pouco do futuro real, saindo de Barcelona já em ritmo de fim de ano, quais os planos para 2010?
Bem, os últimos shows do ano são na Inglaterra e estamos anciosos para estar lá e depois descansar também.  Sairei de férias familiares com meus pais e irmão, vamos a Jamaica passar uns dias, escapar do inverno e da realidade.  

Se acontecesse da banda passar pelo mesmo processo do Nirvana, sair do Underground e chegar ao sucesso da noite para o dia mesmo sem ter vontade de fazê-lo, por mais que esta comparação pareça absurda, estariam prontos para lidar com tal coisa?   
Acredito que sim porém não tenho nenhuma ilusão de que isto aconteça conosco.  E se acontecesse acredito que seria de outra meneira e com certeza não me daria um tiro.  Espero ter nossa própria história e possivelmente eles (Nirvana) também tiveram a mesma opinião no início de tudo, nunca imaginaram que poderiam ser o que foram ou que são.

















quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

The Bronx IV Interview.

Confira acima uma entrevista exclusiva com o vocalista do The Bronx, Matt Caughthram, durante a turnê com o The Hives. A entrevista foi realizada na sala Razzmatazz, em Barcelona, em 02/12/12 por Mauricio Melo: