quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Du Baú - Agnostic Front entrevista (2010) - 25 Anos de Victim in Pain




Onde estávamos há vinte e cinco anos atrás ou antes disso?  Muitos de nós nem éramos nascidos, muitos outros crianças e alguns jovens com muitas idéias e projetos.  Nesta época quando se falava no ano 2000 logo se imaginava carros flutuantes, raios lasers para todos os lados e coisas do tipo.  Nem se cogitava o ano 2010, uma década após aquelas idéia futuristicas.  Muitos falavam do fim do mundo, outros em caos, guerras, pragas...  Em São Paulo o festival O Começo do Fim do Mundo já tinha dado seu start no final de 1982.  Em 1984 nosso país vivia o movimento Diretas Já e exatamente entre estas datas também surgia numa cidade e num país distante do nosso uma banda chamada Agnostic Front.  Que colocaria Nova Iorque em definitivo no mapa como uma das bandas pioneiras, senão a tal, a lançar um disco oficialmente por uma gravadora, a criar um estilo próprio a ser seguido, o hardcore.  Em 2009 o disco Victim in Pain completou 25 anos de idade e a civilização atual ainda parece padecer das mesmas "doenças", demonstrando sofrimento, dor, corrupção, opressão e exploração em diversos pontos do planeta.  Durante este tempo os nova iorquinos vem tentando passar mensagens concientizadoras a seu público, pregando união e força.  
Encontramos a banda no último mês de Abril e posteriormente durante o Hellfest e tivemos a oportunidade de conversar com os dois únicos membros originais existentes, Roger Miret e uma participação especial de Vinnie Stigma.  O papo foi bem claro sobre o passado, o futuro, gravadoras, novos estilos, novas tecnologias e falta de ambição da geração atual.
por Mauricio Melo 

Olhando 25 anos atrás, quando tudo começou com United Blood e Victim in Pain, o mundo, especialmente se tratando de música, não tinha a tecnologia de hoje.  Acreditam que a ideologia e o movimento hardcore poderia estar mais forte, mais bem posicionada, já que a nova geração tem tanto acesso a esta poderosa tecnologia?  Ou por se tratar de um movimento underground e totalmente independente o momento que vive é o suficiente?  

ROGER MIRET - Era um mundo totalmente diferente, nem existia telefone celular, ou se existia o acesso não era para todos.  O mesmo poderíamos dizer sobre a internet, ou seja, não existia já o acesso não era popular.  Era uma verdadeira busca para encontrar coisas que você realmente amava.  Trabalhavasse muito para conseguir informações, os discos da época, existiam poucas unidades, tinha que ir a determinadas lojas para conseguir o que realmente buscava.  
Nos dias atuais é tudo tão diferente, está tudo de mão beijada, tão fácil através da internet que já não tem graça.  Até as preocupações já não são as mesmas, estão todos em seus celulares e preocupados com outros valores.  
A geração atual tem mais acesso a tecnologia.  Tem acesso a mais informações do que gerações anteriores, tem infinitas razões para fazerem um movimento mais forte mas não o fazem porque se sentem mais felizes e ocupados em aparecer nas redes sociais.  Se você olhar para trás, para os anos cinquenta, ver toda a tecnologia que foi utilizada para eletrônicos, carros, qualidade de vida, etc, vê que a diferença é muito grande e o mesmo poderia ter sido utilizado para a música.  
Se você pesquisar sobre bandas, seus históricos e realmente encontrar o que busca, em que você está se envolvendo ou dedicando sua vida a uma paixão mas um monte de pessoas não fazem isto.  
Nós sabemos o que é isso, sabemos o que é descobrir música e se envolver com um movimento e uma paixão.  Sabemos o quanto foi difícil descobrir as bandas, ir aos shows e manter contato uns com os outros.  Hoje em dia é muito fácil, você apenas se torna um fã de qualquer coisa que esteja online e espera para que qualquer um te envie um correio eletrônico.  Nem dá tempo de curtir um disco ou aprender a cantar um refrão e o garoto já conseguiu outro disco para escutar, e assim vai.  Qual é o próximo?

Falando da comemoração do Victim in Pain.  Em Fevereiro aconteceu um show com a formação original na Bell House de Nova Iorque, como foi?  Houve algum registro oficial para um lançamento em cd ou dvd, uma edição especial?

RM - Atualmente já superamos os vinte e cinco anos, o disco foi lançado em 1984 e completou esta data em 2009 mas somente agora chegamos com a turnê de "comemoração" se é que podemos chamar assim.  Sim, em Fevereiro nos reunimos com a primeira formação, exceto Raybeez (baterista original e posteriormente vocalista do Warzone falecido em 1997), foi realmente muito bom estarmos juntos outra vez.  Adam Moochie, eu e Vinnie Stigma com Dave Jones na bateria substituindo Raybezz que foi o baterista de United Blood mas claro em um momento de nossa carreira e no início de tudo, tocamos juntos com esta formação e Rob Kabula tocou no Victim in Pain conosco e também participou do evento.  
Gravamos em video, em principio para arquivos pessoais mas poder ser produzido num futuro documentário sobre a história da banda.  Será lançado em breve, ironicamente na internet (risos). 


Igualmente não passou pela cabeça fazer algo semelhante ao que fez o Sick of it All com um tributo de bandas convidadas ou até mesmo uma regravação ao vivo de estúdio para adicionar a gravação original?

RM - Somos o que somos, nunca pensamos em regravar algo ou fazer como fizeram outras bandas com seus tributos.  O que foi feito já entrou para história e serviu para colocar Nova Iorque no mapa, Victim in Pain foi o primeiro disco de uma banda hardcore de Nova Iorque a surgir no "mapa".  Acho que foi o suficiente e ninguém necessita fazer covers para celebrar isto, já tem história o suficiente.  

Uma das músicas mais celebradas da banda quando retornou na segunda metade dos anos noventa foi Police State que deixava claro, a insatisfação com o prefeito da época, Rudy Giuliani.  Após os ataques de 11 de Setembro, há quase uma década, Rudy se tornou para muitos um dos simbolos da reconstrução da cidade.  
Olhando para trás, o AF tem outra opinião sobre este personagem ou aquela imagem do prefeito lutador, nascido no Brooklyn que queria reconstruir a cidade foi mais um produto a ser vendido?

RM - Vou te dizer algo sobre este cara, é um ninguém.  Ele destruiu Nova Iorque, ele destruiu a meca de Nova Iorque e o sentido da cidade.  Destruiu a quadragésima segunda avenida e todas as coisas que faziam parte da cultura da cidade.  Toda cidade, seja ela boa ou ruim, rica ou pobre, tem o seu mundo underground, isso existe e vai existir em todos os lugares e Nova Iorque também se tornou famosa por isso.  Prostituição, traficantes, máfia, tudo foi destruido.  Antes dos ataques de 11 de Setembro a carreira dele era um escandalo, um lixo.  Traía sua mulher, era doente, estava ladeira abaixo.  Ninguém gostava dele e da maneira como administrava a cidade.  Os prédios vieram abaixo e ele se tornou um herói, tirou proveito da desgraça para levantar sua carreira e claro que vendeu a imagem de bom político.  Se você seguir a carreira dele e tudo que ele fez o resumo está aí, não foi nenhuma novidade.  Até hoje estou surpreso por ele não ter sido morto pela máfia, acredito (opinião particular) que ele tem envolvimento com a máfia por ser de origem italiana, seus pais eram filhos de imigrantes italianos.  Ele se meteu com as cinco famílias mais poderosas do mundo e ninguém o matou, tenho certeza que tem a proteção de uma delas, esta é a minha teoria.  

Em uma antiga entrevista para uma revista brasileira, você comentou que por ser cubano prefere não falar dos políticos Americanos, ainda que discorde dos sistemas apresentados pelos mesmos.  Desde a Primavera de 2003 que Cuba tem o caso da Primavera Negra de Cuba com presos políticos da oposição.  A situação se agravou recentemente pelos casos de greve de fome de Orlando Zapata Tamayo (morto) e Guillermo Fariñas que envolveu até o presidente brasileiro numa confusão por comparar presos políticos com criminosos.  Como você ve tudo isto?

RM - Não acompanho de perto estes fatos.  Minha família se refugiou na América quando eu era criança por discordar do regime daquele país.  Quando você faz isso, tenta se distanciar de coisas assim.  Quer que seus filhos tenham a livre escolha de crescer numa vida diferente, melhor e como decidirem.  Não tivemos esta divisão, éramos assim e agora nos tornamos isto.  Chegamos na América e seguimos em frente.  Foi assim com todo mundo, Irlandeses, Italianos, você mesmo é brasileiro e vive aqui.  Existe uma razão para uma mudança.  Não tenho contato com pessoas apesar de parte de minha família ainda estar por lá, na verdade nem os conheço, cresci em Nova Iorque.      

Você acredita que se um dia o governo Castro cair, Cuba pode ser "devastada" pela comercialização e perder sua identidade cultural como muitos comentam?

RM - Talvez, pode acontecer.  É uma ilha bonita mas dizem que os alemães sairam na frente nas negociações e não os americanos como muitos pensam.  Assim que Fidel se for as coisas começam a mudar, espero.  
Agnostic Front @ Estraperlo Club del Ritme 2010
Na década de 80 praticamente não havia rivalidade entre metal e punks.  Já nos anos noventa muita coisa mudou.  Atualmente vemos uma tour que une Agnostic Front com This is Hell e A Call to Preserve e um público que mistura metal, punk, skinheads e straight-edges.  Podemos considerar um público mais unido em definitivo?

RM - Tenho que acreditar que sim porque é disso que falamos e aconselhamos em nossas apresentações, de união.  Queremos pessoas unidas a um único objetivo    

Ao mesmo tempo, há muitos anos e que nos dias atuais a rivalidade já não está entre etnias ou grupos e sim de quem é mais hardcore do que outros, como uma disputa interna, é mais ou menos por aí?

RM - Hatebreed por exemplo é uma banda que vem de verdadeiras raízes hardcore.  Tocam uma música extremamente pesada e agressiva com intensões e sentimentos hardcore, é definitivamente uma banda do estilo.  Independente de terem patrocínio ou não, os vejo como uma verdadeira banda hardcore.  Sobre quem quer ser mais do que outros, simplesmente não dou a mínima para isto.  Se as pessoas te criticam por isso ou por aquilo, quero saber quem vai estar metido nisto para sempre?  Daqui a dez anos, onde estaremos?  Não dou a mínima para este tipo de opinião, vem de pessoas que surgem temporariamente, não produzem nada além de falar besteira.  Nos dias atuais é muito fácil criar polêmica e não mostrar a cara.   Todos sabemos quem é quem, os verdadeiros e os falsos.  Bandas como Agnostic Front, Sick of it All, Madball, Hatebreed e Terror por exemplo estmos demonstrando isto há mais de dez anos, ou melhor, mais de 25 anos como é o nosso caso com Victim in Pain, alguns por 15 anos.  Isto é nossa vida, é o que acreditamos.  Para ser sincero nem perco meu tempo com este tipo de crítica, dedico toda minha atenção a quem quer somar algo, aos que querem apoiar e trabalhar comigo, se não for para somar nem perco meu tempo com ignorantes porque existem muitos por aí.  

Falando em Straight-Edges:  Mais de uma década atrás eram completamente rejeitados por parte do movimento hardcore, buscando ter seu próprio público e identidade.  Atualmente bem aceito em todos os gêneros.  Você acredita que a geração Emo-Core passará pelo mesmo calvário ou esta não tem solução?

RM - O Straight Edge vem atuando há muito, muito tempo e estão totalmente integrados ao movimento, porque o que fazem é algo positivo.  Com relação aos "emos" acredito que futuramente também serão aceitos até porque a própria história mostra isso.  As pessoas falam sobre o metal-core como se fosse uma novidade mas quem leva tempo na estrada sabe que não há novidade nisto.  Corrosion of Conformity, D.R.I., Agnostic Front e Cro-Mags por exemplo vem fazendo metal com hardcore há anos.  Tenho revistas em casa de 1987 onde as pessoas citavam o crossover e o hardcore como um tipo de metal-core.  O estilo Emo para mim é a mesma coisa que o indie-rock que existia nos anos 80, são músicas aceitáveis em radios universitárias (college radios) que posteriormente virou grande sensação.  Este movimento atual é a mesma coisa, simplesmente não querem chamar de indie-rock para poder criar uma novidade no mercado.  Você não quer chamar de crossover novamente e sim de metal-core, algo novo e fresco no mercado mas só muda a embalagem, o conteúdo é o mesmo.  O mercado necessida de novos nomes, definições para se sentir renovado, é assim que vejo, como um movimento criado pelas gravadoras independentes, algo aceitável, que toca nas universidades até que as bandas cresçam.  


Em 1992 o Agnostic Front lançou "Last Warning" que marcava uma despedida do palco naquele momento e por um tempo indeterminado, o que realmente aconteceu na época?

RM - Oficialmente queríamos um descanso.  Queria dedicarme a família, estava com criança pequena em casa e quería dedicar-me a eles.  Andava muito ocupado em turnês tantando salvar o mundo (risos) e decidi que era tempo de parar.  Além da família queria terminar meus estudos e assim foi.  Quando minha filha já tinha uns sete anos de idade perguntei a ela se podia voltar aos microfones e ela disse que sim, aqui estou.  Não saímos em turnê como antes de ficar meses fora de casa, passamos umas semanas e retornamos a casa.  Desta vez é a primeira após muito tempo que ficamos um mês longe de casa, e atualmente tenho outros dois filhos pequenos.  

Dos grandes nomes do hardcore, talvez o Agnostic Front tenha sido um dos poucos a não trabalhar em uma grande gravadora, talvez agora com a Nuclear Blast podemos dizer que sim.  Mas nunca como fez o Biohazard ou Sick of it All por exemplo que trabalharam com Warner, Atlantic ou Elektra.  Esta experiência o AF nunca quis viver ou não teve a oportunidade de vive-la?

RM - Isto não é pra gente meu amigo.  Nós não merecemos estas gravadoras.  Nossa música não é para eles e a recíproca é verdadeira.  Agnostic Front foi uma das primeiras bandas hardcore a assinar com uma gravadora na América.  Digo, em Nova Iorque com a Combat e na época foi um grande negócio mas era uma gravadora independente, e nós acreditamos na cena independente.  Não acreditamos nas gravadoras comerciais, não seria uma boa casa para nós.  Sabemos exatamente qual será o final da história e o resultado, aconteceram com outras bandas antes então porque temos que passar por isso se já sabemos os resultados?  Rancid é uma das bandas que gosto e que passou por este processo.  

E a Dirty Devil, o que era, uma marca de roupa?

RM - A Dirty Devil já não trabalho mais com ela.  Agora estou criando a American Made Kustom, uma outra marca de roupa e acessórios voltada para o público rock, punk rock, hardcore em geral.  Começa a funcionar em Maio.

Já na reta final de nossa entrevista o lendário guitarrista, talvez o mais verdadeiro dos guitarristas de todo movimento hardcore, chega para trocar umas palavras.  Uma grande pena que com o tempo já esgotado não pudemos tirar mais proveito deste encontro mas não vamos deixar por menos.  Poucas palavras de uma lenda valem muito.  O leitor que escuta alguma música do Agnostic Front e sabe que Stigma não é nenhum mestre das seis cordas deve estar perguntando o porque de Stigma ser chamado por todos de lenda.  De nada adiantaria ser um mestre em seu instrumento e não ter orgulho de seu estilo de vida, além de respeitar e ser respeitado por todos, desde membros de outros grupos (hardcore ou não) como ser respeitado do maior patrimonio que uma banda pode ter, seu próprio público.  
Vinnie é carismático, humilde e acima de tudo profissional.  Aqui nos revelou em poucas palavras como andam seus projetos como sua loja de tatuagens em Nova Iorque, sua outra banda que leva seu nome.  Além de deixar escapar algo sobre novo material do Agnostic Front nos revelou também o sentimento da amizade com Roger Miret quando este saiu para tomar um café.  


Invasão de Stigma:
Como está o estúdio de tatuagens, New York Hardcore Tattoos?
STIGMA - Perfeito, funciona muito bem.  

Seu projeto paralero, Stigma, quando lança trabalho novo ou sai em turnê?

STIGMA - O projeto vai bem, para ser sincero está parado no momento é claro, porque também participa Mike Galo e agora estamos com o Agnostic.  No fim de Novembro começamos a gravar novo material do Agnostic Front e após isso dou um descanço e começo a pensar no Stigma, não tenho pressa.  Enquanto isso gravamos algum clipe ou algo, sem grandes ambições. 

Como descrever sua amizade, se é que podemos chamar assim toda esta conexão que você tem com Roger Miret?

STIGMA - Fui mal casado com ele (risos), estou brincando.  As vezes acho que não tenho outra pessoa que não seja Roger.  Quando meu filho nasceu ele estava presente.  No falecimento de minha mãe também, ele é meu irmão, já é um relacionamento que supera o companheirismo de estar numa banda e todas as coisas que acontecem na vida.  Minha amizade com Roger vai muito além dos palcos. 

Agora, com o fim do CBGB o prego foi aposentado?  (Vinnie possui um prego há quase trinta anos que servia de cabide para seus pertences no antigo clube nova iorquino)

STIGMA - Tenho o prego comigo, roubei de Jesus Cristo (risos).  Já não posso pendurá-lo no clube então fica simbolicamente em casa.  

Como foi For my Family Tour ano passado pela América do Sul?

STIGMA - Foi incrível estar com Madball nesta turnê, esperamos retornar em breve a América do Sul e ao Brasil.   

E o que houve com este show do Hellfest, a banda só tocou vinte minutos?

STIGMA - Tivemos um problema com nosso baterista, que está no hospital agora mesmo se recuperando de uma infecção.  Portanto o baterista do Born From Pain quebrou um galho pra gente, não podíamos cancelar de último minuto e deixar todos esperando.




terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Optimus Primavera Sound - A cidade do Porto receberá a nata na semana seguinte ao de Barcelona.



A versão portuguesa do Primavera Sound, o Optimus Primavera Sound que será realizado pelo segundo ano consecutivo na cidade do Porto revela seu cartaz oficial para 2013.  Assim como em Barcelona, a versão portuguesa já havia confirmado os britânicos do Blur, deixando para a data de hoje a confirmação do pacote completo.  
Assim como no ano passado, o festival apresenta uma versão mais compacta do macro evento espanhol com alguns nomes que exclusivamente tocarão por lá, entre eles o Explosions in the Sky.  Num geral, temos a sensação que a nata do festival acaba acontecendo por lá já que nomes como Dead Can Dande, Dinosaur Jr., Fuck Buttons, My Bloody Valentine e Nick Cave and the Bad Seeds estarão presentes.  Não será má idéia de quem estiver por aqui para o Primavera Sound Barcelona dar uma esticada até a cidade do Porto, tomar um vinho que é especialidade da casa e de quebra aquele bacalhau na brasa.
Boa pedida, ainda mais pelo preço de apenas 110 Euros para todo o festival.
Mais informações www.optimusprimaverasound.com
ou

Last Warning!!!!! Napalm Death no Estraperlo (Badalona).

Última chamada. Os reis do grindcore já estão na Espanha e esgotando ingressos por onde passam como se nunca tivessem tocado no país anteriormente o que sabemos e muito bem que não é assim. O que sim sabemos é a devoção do público pela banda que desta vez apresentará seu novo trabalho, Utilitarian.
Para conferir é fácil. Sabadão, dá uma esticada até o Estraperlo Club del Ritme e preparem os ouvidos. Na linha de frente Harris, Shane e Barney com seu estilo único de interpretar as músicas e muito bem assistido por Herrera.
Mais informações www.kulturalive.com
Também no Facebook de HFMN Crew.

Extreme Noise Terror na área!!!!

Os britânicos do Extreme Noise Terror que vem apavorando o planeta desde 1985 visitarão a Espanha no mês de Abril mais exatamente nos dias 18, 19 e 20 de Abril nas cidades de Madrid, Donosti e para nós, aqui em Badalona (Barcelona) respectivamente no nosso clube favorito Estraperlo Club del Ritme.
Estarão sozinhos? Claro que não! Para "piorar" a situação o Looking For a Answer os acompanha, é para deixar qualquer um surdo.
Mais informações: www.kulturalive.com


Comeback Kid retorna à Espanha com Vocalista original, Scott Wade.

Para a comemoração do décimo aniversário de Turn it Around, o primeiro disco da banda canadense Comeback Kid, o quinteto quer celebrar em alto estilo.
E para tal, Scott Wade, vocalista original e que gravou os dois primeiros discos e que estará outra vez ao microfone. 
Para muitos estes dois primeiros são os que levaram a banda ao maior reconhecimento, deixando claro que os dois discos pós Wade com o ex-guitarrista da banda Andrew Neufeld assumindo os vocais também são de tirar o chapéu.
As datas já estão marcadas e apenas 8 cidades na Europa terão a oportunidade de assistir esta celebração e entre elas está Barcelona, que receberá o único show na Espanha.
Se está pensando em passar por Barcelona na época ou vive nas redondezas, não perca!!!
Mais informações www.kulturalive.com
Ingressos antecipados: 12 Euros.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pure Love lança disco gravado e muito bem guardado há 9 meses.




Foi no ano de 2011 que o carismático vocalista Frank Carter anunciou sua saída do Gallows.  Na época a banda atravessava um grande momento e estava entre (uma vez mais) as favoritas da imprensa britânica, porém desta vez a aposta estava correta.  
Até aquele momento o Gallows já havia lançado dois bons discos mas nada disso foi o suficiente para fazer com que Carter mudasse de idéia.  O também tatuador se mudou para Nova Iorque se meteu à fundo no mundo das artes e uma vez lá reencontrou um velho amigo, Jim Carrol (The Hope Conspiracy) e desta amizade surgiu o Pure Love.  Banda de dois ex-integrantes de bandas hardcore que lança no dia de hoje, 4 de Fevereiro, Anthems.
O estilo da cantar, que até então o público não conhecia, foi tão bem aceito que o rapaz acumula elogios e comparação à Morrissey.
O disco está gravado desde Maio de 2012 e somente algumas canções foram divulgadas e claro que após tantos meses de espera a ansiedade por escuta-lo aumentou e muito.
Já disponível na iTunes Store.  Atenção nesta dupla porque vão dar no que falar.  

domingo, 3 de fevereiro de 2013

My Bloody Valentine lança disco novo.



Um dos lançamentos mais esperados de 2013 e porque não dizer de 2012, 2011, 2010…1999…1998… acaba de ser publicado para espanto de muitos.  
My Bloody Valentine, que este ano e uma vez mais estará no Primavera Sound, acaba de publicar em seu site a disponibilidade de seu novo disco.  
Kevin Shileds e sua trupe não lançam um disco desde 1991, ou seja, mais de vinte anos.  Imaginem que podem existir alguns fãns que nunca souberam o que é comprar ou adquirir um lançamento desta banda.
O disco está disponível em três formatos:
Vinyl, CD e download digital
CD e download digital
e somente download digital, também em três diferentes formatos.
Mais informações:

http://www.mybloodyvalentine.org

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Du Baú - Biohazard entrevista 2009 - Texto, Video e Fotos






Entrevista realizada durante a turnê de reunião, com os membros originais do grupo, em 2009 na sala Razzmatazz em Barcelona.
Abaixo segue a entrevista por completo em texto e o que conseguimos salvar em vídeo.  Na verdade a entrevista em vídeo foi gravada sem intenção de publicação e sim como arquivo.  Mas seria uma pena desperdiçar tal material.




BIOHAZARD ENTREVISTA - JULHO 2009

Inventores de um estilo!  Quem nunca sentiu vontade de quebrar tudo ao escutar Shades of Grey?  Quem, por mais radical que seja nunca gingou ao som misturado de Slam, Judgement Night ou How it is quando misturaram com o rap de Onix e Cypress Hill?  Por algum tempo esquecemos do quanto foi bom escutar esta formula que os nova-iorquinos deram para o mundo, apesar que esta mistura com o rap ja existia antes, porem sem tanta intensidade.  Tudo bem, temos que concordar que nem todos os discos sairam tao bons quanto os primeiros, que na verdade os responsaveis por colocar o Biohazard entre os grandes nomes da musica pesada.  O que nao podemos esquecer e que o quarteto original esta reunido desde 2008 e o que era para ser um flashback virou a mais pura realidade.   
Numa tarde de Segunda-Feira na cidade de Barcelona, fomos (uma vez mais) bem recebidos pelo ja amigo Billy Graziadei, quem nos concedeu esta entrevista.  Conversamos um pouco sobre politica, gravadora, erros do passado e recomeço.  
Neste mesmo dia, Biohazard tocou para 150 pessoas numa minuscula sala e um calor que superava os 40º, tudo parece estar encaixado perfeitamente dentro do grupo e os melhores momentos deste encontro voces conferem agora. 
Por Mauricio Melo

1 - Em um texto publicado no MySpace, diz que a banda esta reunida para uma serie de shows no verao de 2008.  Ja estamos no verao 2009, podemos considerar que o grupo esta solido em definitivo e nao mais para uma celebraçao de vigesimo aniversario?
Sim, totalmente.  Como foi dito em outras entrevistas e o fato que todos sabemos.  Nos juntamos, nos tornamos amigos outra vez e reunimos para alguns shows.   Não tinhamos nada planejado mas funcionou desta maneira.  Os shows foram ótimos e estar juntos outra vez também.  Fomos tocando e não paramos.  
Temos coisas diferentes acontecendo, eu com o Suicide City e o estúdio.  Danny tem seu trabalho, porém ao retornar descobrimos que era muito fácil pra gente porque só tivemos boas energias.  Quando nos juntamos atualmente, viajamos por duas ou três semanas.  Retornamos as nossas respectivas casas, familias e tocamos nossos projetos em separado.  Então, quando saimos em turnê mais parece umas férias, não existe aquele compromisso ou pressão.  
Por causa disso e também porque aprendemos com os erros do passado, não nos importamos mais com estes detalhes.  Apenas nos reunimos e  fazemos nossos shows.  É muito mais divertido desta maneira... Após 20 anos vocês não necessitam de pressão...   e fica frio. (arriscando algumas palavras em português).     

2 - Atualmente falando.  Estive com Max uns meses atrás e ele deu a entender que por mais que peçam não pretende reunir o Sepultura, já separado há mais de década.  O Biohazard é diferente, se separou recentemente mas a formação original igualmente tem mais de década separada.  A intenção é somente reviver bons momentos do passado ou vem material novo?  você comentou em entrevista anterior que entraria um novo material mas até o momento nada? 
(Com um sorriso no canto da boca, talvez por não acreditar muito na previsão do Max)  Sabe, tenho que dizer isto.  Nunca imaginei que um dia poderíamos estar juntos novamente.  Por anos e da maneira que aconteceu ficou difícil.  Por muito tempo desejei isto e quando deseja algo e nunca acontece, automaticamente você começa a esquecer ou pelo menos deixar de lado, esfriar com tal desejo.  E como não acontecia tive que me mover, e foi o que fiz.  
Porém aconteceu, e penso que a mesma coisa pode acontecer com o Sepultura.  Acredito que quanto mais pedirem pior.  Um dia, quando menos esperarem pode acontecer.  É coisa do destino.  Tudo na vida se torna um círculo, quanto mais envelheço mais tenho esta convicção.  Seja de maneira familiar seja dentro de uma banda.  Biohazard também passou por isto.  Chegamos tão longe e agora nos vemos no mesmo ponto de onde iniciamos porém com mais experiência.  Quando começamos não sabíamos nada sobre as músicas que estavam nas ruas e fizemos tantas besteiras e agora que estamos do mesmo ponto de onde iniciamos, apenas não nos importamos com muita coisa.  Tocamos onde temos vontade, não existem gravadoras ou negócios por trás disto, são apenas shows.  Também serve para demonstrar as pessoas o que o verdadeiro Biohazard é.  Com relaçao ao novo material, temos muita coisa gravada que pode ser aproveitada.  Muita imagen nunca lançada antes e que estão bem gravados.  Coisas do início da carreira, pensamos em fazer uma caixa e lançar tudo isto.  

3 - Como voce ve a cena atual, em tour com Comeback Kid por exemplo?  Uma vez o Ventor (baterista do Kreator) e me disse que o que incomoda ele e o excesso de banda.  Atualmente existem muitas no mercado e fazendo a mesma coisa, nao existindo aquela originalidade de 15 ou 20 anos atras.  Como voce ve este movimento atual, pertencendo a uma banda que praticamente criou um estilo?
Acredito que sempre vai existir boa música e música ruim.  Bandas copiando estilos de outras mas de qualquer maneira as bandas surgem e dão o que o público necessita.  Protest Hero por exemplo é uma banda legal.  Existem um monte de bandas legais surgindo, pessoas legais e interessantes.  E existe outras tantas que surgem "pegando emprestado" estilos antigos.  Mesmo assim é bom ver bandas surgindo com qualidade e a molecada tendo oportunidade de mostrar seu talento.

4 - Algum conselho para bandas que saem de gravadoras independentes para uma maior?
Bem, quando se trata de negócios e palavra se traduz em uma só, sucesso.  Isso é tudo que importa e nada mais.  Quando descobri em minha carreira que nas gravadoras pequenas as pessoas trabalham com verdadeira paixão pela música, foi o que realmente importava pra mim.  
Nas grandes gravadoras, as pessoas também amam a música, você conhece muita gente legal mas a situação é muito delicada.  As pessoas tem mais medo de perder seus empregos e sua estabilidade do que qualquer outra coisa.  Com a economia, a música que toca nas ruas e com todo este tema de internet (downloads), é difícil sobreviver.  E o que acaba acontecendo é que as gravadoras independentes acabam obtendo mais sucesso, mais êxitos em suas atividades.  Porque eles nunca investem tanto dinheiro quanto as grandes gravadoras, até mesmo porque não possuem.  Gastam o pouco que tem em produções realmente boas, fazem tiragem limitadas de seus lançamentos e de acordo com suas demandas.  Os preços são mais acessíveis e acabam tendo mais sucesso no final das contas com relação investimento e retorno.  Por isso que gravadoras independentes e de diferentes estilos são melhores.  

5 - State of the World Address, o primeiro por uma grande gravadora pode ter influenciado para a saida de Hambel naquele momento?
Acho que quando fomos para a Warner gravar este disco, foi tudo muito estranho.  Como disse antes e agora vou dar o exemplo.  Todos da Warner que trabalharam neste disco perderam seus empregos, todos saíram.  Todos que gostavam da banda naquela gravadora saíram de uma maneira ou de outra, despedido ou pediram para sair.  Então várias coisas aconteceram quando nos separamos de Bob.  Trabalhamos com um produtor que talvez não tenha entendido o espírito do Biohazard e não ajudou muito.  O mesmo aconteceu com outras pessoas da gravadora que não entenderam a proposta ou simplesmente não gostavam da banda, porque os que gostavam saíram.  Dai complicou o trabalho seguinte.   Igualmente foi uma época em que a música pesada já não era considerado tão legal, uma fase difícil pra muita gente e este disco talvez tenha saído num momento errado de nossa carreira, apesar de ser um bom disco.  

6 -  Atualmente com seu estúdio, o Biohazard pode entrar de vez na independência ou ainda necessita estar em uma gravadora para garantir melhor distribuição dos discos?  Ou com a atual fase da internet a distribuição não è tão importante quanto ha uns anos atrás?
Particularmente, quando iniciei o Suicide City foi minha idéia.  Parei de trabalhar com gravadoras e de toda gente que ganhava dinheiro em cima, principalmente com o Biohazard.  A diferença é absurda, ganham 7 dólares e nós 70 centavos.  Com o Suicide não queria que isso se repetisse e fiz meu próprio negócio, ou seja, gravar e lançar a própria música, controlar tudo e consequentemente ter mais lucro em cima de meu próprio trabalho de maneira mais honesta.  Principalmente controlar o preço que chega ao consumidor, não é necessário cobrar os preços que estão nas prateleiras.  Porém chega um momento que é difícil, com tantos compromissos controlar tudo isso, definitivamente a independência não pode ser total.  Necessitamos de pessoas (uma gravadora) por trás para fazer este trabalho.   

7 -  Você fala bastante no Suicide City.  Pode nos contar um pouco mais dessa sua nova paixão com todo este retorno do Biohazard?
Claro.  Disco novo sai em Agosto, chamado Frenzy, sai pela gravadora The End.  E o que aconteceu, ao menos no meu ponto de vista, foi exatamente o que comentamos antes nesta entrevista.  As coisas cresceram demais para e não pude controlar tudo, tive que assinar com uma gravadora.  Sair em turnê com as duas bandas, ter meu próprio estúdio, a família vem em primeiro lugar, todas estas coisas acumularam.   Entao tive que buscar um manager e gravadora para me ajudar.    

8 - De momento é visto como um projeto ou igualmente ao Biohazard é oficialmente uma banda?  É o foco principal.
Não é um projeto, é uma banda definitivamente.  Quando estou aqui estou com o Biohazard, sou Biohazard e quando estou com Suicide City passo a jogar em outro time.   

9 - Visão política neste momento que tanto se fala em crise mundial e os EUA tem um novo presidente.  Alguma esperança ou a esperança é como dizemos no Brasil "para inglês ver"?
As coisas estão ruins para todos os lados.  O fato das pessoas tratarem os EUA como o centro das atenções se deve ao fato de você não conseguir escapar da americanização.  A "américa" está estampada em todos os lados.  Para onde você vai tem McDonald´s ou Burger King por exemplo.  Em frente a praia em Barcelona tem uma loja dessas.  Visitamos uma igreja hoje (N.R. provavelmente a Sagrada Familia) e ao lado tem um Starbucks.  Então a influência americana está espalhada ao redor do mundo, tem essa fama de super-poderosa e muita gente gosta de falar bobagem sobre isso.  Politicamente não vejo tanta melhora, porém tenho muito orgulho de ser americano e de meu país.  Esperança...se as coisa mudarem... há anos vem mudando, parece que não mas te digo que sim.  Quanto mais você grita mais as coisas parecem ser as mesmas.  Descobri coisas como de quando minha filha retorna à casa da escola, vai escovar os dentes e me diz "fecha a torneira porque está desperdiçando água", este é o momento em que se descobre mudanças.  Atravéz de novas gerações e ensinando o certo para quem assumirá o futuro é a maneira de mudar algo a longo prazo, porque não mudará da noite para o dia.  Uma planta crescendo por exemplo, você não consegue vê-la crescendo sentando em frente todos os dias, o dia inteiro.  Mas se você espera e de vez em quando tira uma foto, pode perceber todo o crescimento e ver que realmente acontece.  É difícil quando você senta e reclama que isso tinha que ser desta ou daquela maneira mas quando você dá tempo para as coisas acontecerem, as mudanças aparecem.  Então, como pai tenho visto muita coisa incrível com minha filha.  Ela faz parte de uma geração, que através de educação, ensinando os passos corretos pode fazer do mundo um lugar melhor, isso é esperança.

10 - Atualmente você se encontra em LA.  Como é carregar um orgulho nova iorquino no outro lado do país?
Aprendi muitas coisas com o Biohazard e uma delas foi fazendo turnês.  Descobri por exemplo que Nova Iorque não é o centro do universo.  Quando se é jovem e não vê o mundo fora, acha que sua casa, sua rua, bairro, cidade, seja de onde seja é o centro de tudo, principalmente numa cidade como a nossa, enorme, com muita gente.  Quando saí de Nova Iorque em turnê foi incrível, descobri que existia um mundo muito maior do outro lado da ponte.  Daí começa conhecer pessoas, outras culturas, aprender sobre diferentes maneiras de viver.  Vejo diferença entre o lado leste e oeste mas pessoas são diferentes em todos lugares, aqui na Espanha, no Brasil. 

11 - Atualmente o que voces vem escutando e o que ou quem poderia influenciar num novo trabalho?
Nunca deixo nada novo ser uma influência.  As minhas já estão enraizadas desde a juventude.  De Black Sabbath a Minor Threat, de Agnostic Front a Bad Brains.  Punk rock em geral e algum metal, estas são a minha influências.  Já não posso ser influênciado por uma banda nova.  Não que sejam ruins, existem boas bandas atualmente mas não posso ser influenciado por uma delas.  Uma coisa que acontece é quando você evolui como músico e volta no tempo para escutar bandas que antes rejeitava mas com o passar dos anos sente a necessidade de finalmente descobrir aquilo, seja clássico, metal, hardcore ou até country.  

12 - Biohazard ja fez tour com bandas de diferentes estilos que vao do mais original hardcore, passando por metal como Slayer e bandas completamente diferentes das mencionadas.  Alguma banda que gostaria de estar em tour novamente?
Pantera, Sepultura, Metallica, Slayer, Cypress Hill, U-Tan Clan todas são bandas das quais fizemos ótimas turnês e que gostaria de estar na estrada outra vez.

13 - Vocês já pensaram em gravar algo no Brasil com participações de amigos e bandas brasileiras?  Aproveitando que você tem um estúdio por lá?
Claro, retornaremos em breve.  Daqui ha uma semana retornamos a casa, continuamos o novo trabalho que será lançado em 2010.  O Brasil sempre estara na agenda.


by Mauricio Melo - www.500px.com/starpicturesproject