sábado, 12 de julho de 2014

Hellfest 2014 - Grandes nomes marcam presença.


Demorou mas chegou!  Nosso retorno à cidade de Clisson (França) veio de maneira arrasadora, para cobrir da melhor maneira possível este que é um dos maiores festivais de música extrema do velho continente, o Hellfest.  As coisas mudaram um pouco desde nossa última visita, o festival ficou maior, dois palcos foram adicionados para oferecer melhores condições ao público, que também cresceu.  Já na véspera do grande evento pudemos conferir de perto todo este crescimento.  

Camping maiores e mais estruturados e uma verdadeira cidade com temas apocalípticos foi construída para receber o público e mais de uma centena de grupos que por ali passaram.  Desde carros destruídos, corvos, caveiras, cemitérios e um bosque sombrio até canhões de guerra com meninas fazendo malabares com fogos.  Além dos pratos principais que são as bandas, num dos melhores line-ups de 2014 que incluiu Black Sabbath, Iron Maiden, Soulfly, Slayer, Deep Purple, Hatebreed, Rob Zombie, Aerosmith, Skid Row, Angra, Sepultura, Soundgarden, Carcass, Emperor, Watain, Dark Angel, Phil Anselmo and the Illegals, etc.  Já apresentaremos estas e outras na sequência nossa cobertura, que também incluiu palcos menores e bandas mais undergrounds.  


Talvez a grande decepção do cartaz tenha sido o palco Warzone, sempre conhecido por receber a nata do hardcore mundial e, este ano, os poucos “grandes” nomes previamente confirmados, deram de baixa no último instante, deixando órfãos o bom público hardcore que sempre comparece, 7 Seconds foi um destes, além das infelizes coincidências de horários que afetaram nomes como Misfits, Comeback Kid, Brutal Truth, Walls of Jericho, Mad Sin, entre outros.  

DIA 1 – 20/06/2014

Ao contrário de outras edições, onde o fator climático impõe partes das regras com tradicionais chuvas e baixas temperaturas, este ano de 2014 ficou marcado pelo verdadeiro deserto que tomou conta de Clisson.  Na pista de cada palco, palhas foram espalhadas em grandes quantidades e nos caminhos que te levavam de um palco a outro, onde o fluxo era mais intenso, o solo foi coberto com uma boa quantidade de pedras, que em caso de mal tempo muito ajudaria na não formação de lama mas que com o calor que fez muito contribuiu para espessas nuvens de poeira, o que podemos conferir de perto no pequeno palco Warzone quando Brutality Will Prevail subiu ao para apresentar seu bom set de meia hora.  Às duas e vinte da tarde e com o termômetro ainda subindo, Joel Grind liderando seu Toxic Holocaust e lançou “Awaken the Serpent” que mistura com boas pitadas do thrash sujão dos anos 80 o primeiro caos tomou conta da pista no Mainstage 2.  Ainda não havíamos nos despedido de Joel quando o Stick To Your Guns iniciava sessão no Warzone.  


Com um pouco mais de tempo diante de seu fiel público apresentaram  mais de uma dezena de temas, uma delas “We Still Believe” e seu forte refrão.  Show berrado, poeira e suor.  Com a mesma rapidez que fomos ao Warzone retornamos ao Mainstage 2 para conferir o M.O.D., banda de Billy Milano, sim o mesmo do S.O.D.  e suas letras politicamente incorretas.  Bastante acima do peso, barbudo, cabeludo e desconhecido pela maioria do público fez um show acima da média e provou para os presentes porque é reconhecido como lenda para quem o conhece.  Entre os clássicos desenterrados estavam “Aren’t You Hungry?”, “Get a Real Job”,  “True Colors” e uma sequencia matadora de Stomtroopers of Death com “Kill Yourself”, “Milano Mosh”, “Fuck the Middle East” e “Speak English or Die”, entre outras.  Para quem nunca sonhou em estar num show do S.O.D., até que foi uma boa experiência.



Em mais uma ponte “aérea” retornamos ao cenário anterior para o Slapshot, o quarteto de Boston foi o melhor representante do hardcore 80’s do festival e não tivemos que esperar tanto para ver Jack “Choke” Kelly quebrar um bastao na cabeça e sangrar ao som de “Watch me Bleed” após “No Friend of Mine” e “I’ve had Enough”, mais casca grossa impossível.



Mais adiante conferimos a combinação de duas grandes paixões, rock e  filmes de terror proporcionada por Rob Zombie.  O diretor e músico tocou alguns de seus maiores sucessos sob o olhar ameaçador de Frankenstein, King Kong e Lobisomem em telas espalhadas no palco.  A única coisa que podemos lamentar do show foi que, à luz do dia Rob perde muito de seu espetáculo visual, porém o lado musical com “Dragula” abrindo o set e seguindo com “Superbeast” é algo que merece destaque, além de covers de “Am I Evil?” de Diamond Head,  “More Human Than Human” e “Thunder Kiss ‘65”, ambas de sua antiga banda, White Zombie.  

Obviamente, o destaque do dia ficou por conta dos britânicos do Iron Maiden.  Talvez a banda mais esperada em Clisson desde o surgimento do Hellfest em 2006.  Bruce Dickinson, que além de piloto de avião e vocalista da maior banda de heavy metal de todos os tempos ainda fala um francês de dar inveja a muitos, Bruce liderou o grupo por pouco mais de duas horas, o que não deixou triste nenhum fã.  Para os franceses, Dickinson fez questão de anunciar o placar do jogo entre França e Suíça, em que a seleção galo massacrou com uma goleada de 5x2.  Após passarmos por rigorosa revista até o pit dos fotógrafos, podemos ver de perto como a introdução de “Doctor Doctor” era tocada enquanto chamas saíam da beira do palco junto a estrondosas explosões.  Já na hora do vamos ver “Moonchild” foi a encarregada de abrir caminho.   Enquanto Harris corria com seu baixo a um frenético ritmo, Janick Gers simulava uma metralhadora com sua guitarra, Dickinson em pé na bateria soltava as primeiras palavras, mais previsível impossível.  Talvez pela altura do palco e do pouco espaço entre a linha de seguranças no pit e o mesmo, nos fizesse esticar o pescoço na tentativa de ver  Dave Murray e Adrian Smith, mais recuados ao fundo.  Com “Can I Play With Madness” podemos ver o grupo mais próximo do público.  Não faltaram ao encontro “2 Minutes to Midnight”, “Fear of the Dark”, “Troopers” e “Aces High”.  Também esteve presente o mascote Eddie e a festa só não foi mais completa por conta da já comentada luz do dia, que às onze da noite ainda marcava presença e  que assim como mr. Zombie deixou o visual mais pobre.



O dia não acabou com o boa noite de Bruce e sua turma, uma vez mais conferimos o que o Slayer tinha a nos oferecer.  Quatro anos após sua última participação no evento e quanta diferença.  Naquela ocasião víamos um quarteto às vésperas de tocar num festival na cidade de Sofia, onde foi gravado o DVD do Big Four, com formação original e após quase três décadas de agressão, ainda com sede de sangue apresentando World Painted Blood.  Este ano apesar de tão brutal quanto naquela ocasião, musicalmente falando, já não temos Lombardo destruindo a cozinha e não voltaremos a ver Jeff Hanneman empunhando sua guitarra cervejeira, confesso certa tristeza ao presenciar isso e completar o comentário vendo um quase imóvel Tom Araya, os problemas de coluna são evidentes no vocalista e baixista, o que acarreta consideráveis quilos à mais no personagem em questão.  Já o setlist muito lembrou, salvo algumas alterações, o apresentado na gravação de Decade of Agression com “Hell Awaits” e “The Antichrist”, atacando com “Necrophiliac” e “Captor of Sin” e “Mandatory Suicide”  e deixando para a metade do show algo mais recente com “Hate Worldwide” e “Disciple”.  Para a sequencia final mais clássicos como “Raining Blood”, “Black Magic”, “Angel of Death” e South of Heaven que também teve de fundo de palco uma homenagem a Hanneman.   Apesar de tudo, destruidor.  

DIA 2 – 22/06/2014.


A única coisa que teríamos certeza para o segundo dia de festival era que deveríamos abandonar de vez a possiblidade de casacos e capas de chuva e investir em sombras e protetor solar, o golpe era forte já nas primeiras horas da manhã.  Mas o que chamou mesmo a atenção foi a interdição do pit de fotógrafos no Mainstage 1, porque o Aerosmith simplesmente montou seu catwalk  para sua apresentação, deixando todos os artistas do dia a se apresentar neste cenário sem fotos oficiais.  A própria organização reconheceu que aquilo era um pesadelo.  Porém, o primeiro show que passamos para conferir foi o hard rock dos californianos Buckcherry e suas músicas dedicadas ao sexo, drogas e rock and roll, assim de explicito.   “Crazy Bitch”, “Lit it Up” que e até mesmo “Big Balls” do AC-DC foram tocadas.   Em nossa primeira visita ao palco hardcore, o Warzone, fomos surpreendidos com o enérgico show dos suecos Misconduct.  Um bom hardcore melódico que não deixa  nada a dever aos fãs do estilo.



De volta a um dos palcos principais tivemos um sentimento misturado ao ver We Came As Romans, um som cheio de breakdowns e vocais berrados, guitarristas e baixista saltando como loucos até que entra a parte melódica, com refrões épicos feito por um rapaz bonitinho, entra pelo cérebro aquela sensação de estarmos assistindo ao discípulo mais pesado do Linkin Park, difícil digerir mas tem lá seu público.  

Muito mais honesto foi o show dos canadenses Protest The Hero, um heavy metal técnico, rápido e eficiente.  Seus integrantes também tem caras de bonzinhos mas seu som segue uma mesma linha.  Para sermos sinceros, talvez tenha sido um dos melhores shows do Warzone no festival.  

Com o pôr do sol chegou o devastador show do Hatebreed, o tempero que faltava para completar a edição de 2014.  O quinteto evoluiu num estilo único, fazendo o chão estremecer e a poeira subir, foi com certeza a apresentação mais suada, empoeirada, brutal e tudo mais o que se imaginar dentro desta edição.  A verdadeira porrada de uma das bandas que melhor representa o hardcore moderno no momento além de ser uma das mais rentáveis.  “To The Treshold” foi a concebida para abrir o set seguida de “Dead Men Breathing” e “Not The Truth” em terceiro posto, já não conseguíamos ver o palco tamanha era a nuvem, de poeira é claro.  Com “Everyone Bleeds Now” os seguranças tiveram demanda em dobro para receber a galera do stage dive e assim foi até “Destroy Everything”, já é história.



Já não era a primeira vez que Max Cavalera visitava o Hellfest liderando uma de suas bandas e não foi difícil de imaginar que nosso personagem em questão quebraria dois protocolos.  O primeiro, fazer com que a organização suspendesse a interdição do Mainstage 1 para os fotógrafos que mesmo aos trancos e barrancos conseguimos alguma imagem válida enquanto o Soulfly destruía com “Cannibal Holocaust”, “Refuse / Resist”, “Bloodshed”, “Prophecy”, um par mais de covers (podemos chamar assim?) do Sepultura.  O segundo protocolo foi quebrado quando em “Jumpdafuckup” e “Eye For An Eye” Max largou a guitarra e passeou, na moral, no catwalk do Aerosmith quando ninguém havia arriscado, talvez para evitar alguma bronca.  Estava nítido que o Cavaleira estava “amarradão” caminhando pela passarela, com um gingado meio rapper agitando o público, demais.  


Para dar aquela relaxada, logo ao lado os senhores do Deep Purple não faziam nada mais do que se divertir e oferecer divesão ao melhor som de guitarras, sintetizadores e um bom baixo em “Into The Fire”.   É claro que “Smoke in the Water”, possivelmente o primeiro riff marcante de muitos na vida, não ficou de fora.   Já que não podemos fugir do compromisso o mínimo que podemos dizer é que Steve Tyler e Joe Perry comandaram a massa em temas como “Back in the Saddle”, “Love in an Elevator” e “Walk This Way”.  Junto ao Iron Maiden e mais adiante com o Black Sabbath, foram os responsáveis por unir gerações de fãs, pessoas de todas as idades e famílias inteiras cantavam as letras sem a mínima margem de erro.  Além disso, o Aerosmith também chamou atenção pela proibição das fotos.  Apenas doze fotógrafos foram cuidadosamente selecionados para tal registro e mesmo assim, há uma distancia considerável.  O tempo passa para todos mas poucos aceitam com tranquilidade as rugas que a vida nos oferece.

Ainda tivemos tempo de conferir o Against Me! e seu recém lançado Transgender Dysphoria Blues.  A/o vocalista (ela ou ele?) Laura Jane Grace ofereceu toda a garra e fúria positiva que uma boa banda de punk rock necessita para triunfar e fez uma hipnótica apresentação.  Entre as mais emocionantes “I Was a Teenage Anarchist” e “True Trans Soul Rebel”.  

Em visita escolhida a dedo no palco Valley, conferimos de perto o que Phil H. Anselmo nos oferecia junto a sua louca trupe, os Illegals.  Uma maçaroca sonora com o melhor que seu único disco pode oferecer e alguns temas do Pantera, entre eles “Domination” e “A New Level”,  uma versão brutal de Agnostic Front com “United & Strong” que fizeram as lágrimas rolarem e até um par de temas de Superjoint Ritual, sua antiga banda.  Pode não ter a melhor voz e a pouca que tinha já se foi mas é, em definitivo, um dos maiores frontmens da história, por seu carisma, atitude e postura encima do palco.



Para finalizar a noite, tínhamos três opções.  Avenged Sevenfold, Carcass e Millencolin.  Optamos pelo reformulado Carcass por sua história e por ter lançado um dos melhores discos do ano de 2013, o Surgical Steel.  Fotograficamente foi um caos total e absoluto.  Luzes vermelhas, poeira e fumaça de palco.  Musicalmente foi indescritível.  Insano, técnico, rosnado, com um fundo de palco muito mais simples que da vez anterior onde um telão exibia a autopsia de um cadáver.  Também da vez anterior os membros eram os originais porém com um feeling pisoteado, com a formação atual Jeff Walker e Bill Steer parecem mais à vontade.  Abriram com “Buried Dreams” do clássico Heartwork e “Incarnated Solvent Abuse” de Necroticism, situação brutal.  Confirmaram e justificaram expectativas do grande lançamento com “Cadaver Pouch Conveyor System” e mesmo que o vocalista superasse a taxa de álcool permitida, a peteca não caiu.  Assistimos quase toda apresentação do lado de fora da lona, através de um buraco feito pelo publico pois dentro da lona somente com máscara de gás para suportar o caos.  

Dia 3 – 22/06/2014.


As energias já haviam esgotado na noite anterior mas a paixão pela música falava mais alto.  Fomos nos adaptando às adversidades, roubando uma sombra aqui, uma garrafa d’água ali e pelo menos conseguimos cumprir a agenda dos grandes compromissos.  O primeiro foi o sludge metal do Crowbar, o vocalista Kirk Windstein é um velho conhecido do público pois quando não está com a banda em questão, visita o evendo junto ao Down.  Pouco mais adiante e no palco ao lado conferimos o bom show do Angra.  O público foi bem receptivo e mesmo com o calor batendo forte não arredou o pé e desperdiçou a oportunidade de ver um dos ícones do heavy metal brasileiro celebrando os vinte anos de Angels Cry.  O primeiro a pisar no palco foi o jovem baterista Bruno Valverde para em seguida receber os guitarristas Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt, muito bem assessorado por Daniel e Felipe.  Fábio Lione agradou em cheio, ainda que um e outro ainda resmungasse por André Matos.  Apesar de curto, um excelente show com a apurada técnica que bem conhecemos.


Alter Bridge e Annihilator também marcaram presença.  Apesar de Miles Kennedy sempre chamar atenção por suas boas apresentações, destacamos mais o show da segunda banda.  Os canadenses estão de volta com o álbum Feast e não deixaram pedras sobre pedras com o segundo melhor thrash “oitenteiro” do día.   O primeiro?  Este posto foi reservado ao Dark Angel, que ocupou o a vaga deixada por Megadeth na última hora.  Oportunidade única para relembrar velhas pauladas com um grupo que se dissolveu há mais de vinte anos e recupera folego com formação original.  Ver a bandeira com o símbolo ao fundo do palco foi como voltar no tempo.  Gene Hoglan com seus tradicionais óculos escuros maltratando os bumbos da bateria na introdução de “Darkness Descends”, o baixista Mike Gonzales há muito perdeu suas mexas e o mesmo não podemos dizer de Eric Meyer e Jim Durkin que continuam com seus riffs afiados.  O vocalista Ron Hinehart ganhou vários quilos mas a fúria vocal continua em alta.  Assim como o Angra, o Dark Angel também teve um setlits tão curto quanto intenso.  

A partir daí, todas as forças foram guardadas para as grandes bandas da noite e algo mais como sobremesa.  Traduzindo, o Soundgarden pisava ao palco principal com a única intensão de desfilar clássicos daquele movimento que ficou conhecido como grunge.  A nata do excelente Badmotorfinger foi tocada, desde a abertura com “Searching With My Good Eye Closed”, “Rusty Cage”, “Outshined” e “Jesus Christ Pose”, passando por “Spoonman”, “Black Hole Sun”, “My Wave” e a lenta “Black Hole Sun” de Superunknown até finalizar com a densa “Beyond The Wheel”.  Curiosamente nenhuma de seu último lançamento, King Animal, foi tocada.  Apesar dos músicos se destacarem entre si, o que mais chama atenção é o baixista Ben Shepherd, sua performance é no mínimo instigante.



Por motivos de força maior, quando o evento abriu as portas do inferno para receber Behemoth estávamos assinando contratos de limitações e direito de imagem para poder registar o Black Sabbath, mas ainda deu tempo de assistir ao Emperor também celebrando vinte anos.  Os Noruegueses podem não ter classificado sua seleção para a Copa do Mundo mas em matéria de Black Metal provaram que são os melhores, tocaram In The Nightside Eclipse na íntegra, uma celebração aos vinte anos do primeiro lançamento do grupo.  

Para encerrar a participação nos palcos principais, os sacerdotes da noite Black Sabbath, liderados pelo “Principe das Trevas” Ozzy subiram ao palco sem nem um minuto de atraso.  A introdução ao som de sirenes e explosões avisava que “War Pigs” abria a noite desatando a loucura no público.  Ozzy dando seu show à parte, saltando, batendo palmas, rindo de tudo, de si mesmo, do público.  Tommy Iommi bem ao fundo do palco e quase não víamos desde a linha de fotografo o canhoto vestido de negro, com suas palhetas de guitarras personalizadas, strap de guitarras com cruzes invertidas e um leve sorriso no rosto, como se tudo aquilo fosse corriqueiro e banal.  

Geeze Butler o acompanhava na posição de palco, pouco se arriscava a proximidade.  O baterista Tommy Clufetos fazia bonito e confirmou mais tarde em “Rat Salad”, com um impressionante solo, o porque de ter sido escolhido para o posto.  O incansável Osbourne deu um respiro quando Iommi tocou a introdução de “Into the Void”.  Quando “Snowblind” apontou na reta já não havia tempo para mais registros de imagem, fomos conduzidos à saída do pit e acompanhamos numa considerável distância Ozzy imitando o som de passarinhos e rindo da própria piada.  Quem diria, o príncipe das trevas imita passarinhos... Do disco lançado ano passado apenas “God is Dead?” e “Age of Reason” foram tocadas, dedicando os preciosos minutos a agradar as gerações com clássicos como N.I.B. com direito ao solo matador de Butler além de “Children of the Grave”.  Finalizando a noite com “Iron Man” e “Paranoid”, ao redor da pista vários fãs ajoelhavam e faziam reverência ao grupo.


Já com a sensação de missão cumprida no bolso, nos despedimos do Hellfest 2014 ao som dos suecos Turbonegro.  Existem grupos que carregam no nome a etiqueta de show caótico, suor, diversão, piadas de gordo e testorerona de sobra para encerrar o show com “I Got Erection”.  Foi assim e ao pé da letra com “Selfdestructo Bust”, “You Give Me Worms” e “All My Friends are Dead” com direito a loucura geral incluindo pelados surfando por cabeças alheias até cair diante do palco para desespero dos seguranças que recebem tais surfistas de braços abertos, recolher marmanjos completamente nus foi para no mínimo dar esporro e ameaçar expulsar do evento, que à aquelas alturas já nada faria diferença.

Ano que vem o evento celebra sua décima edição e promete, por incrível que pareça, um cartaz arrebatador.
Can’t wait!
Fim.  

Emperor

Dark Angel

Dark Angel

Dark Angel

Alter Bridge

Crowbar

Against Me!

Hatebreed

Protest The Hero 
Protest The Hero

We Came as Romans

We Came As Romans

Toxic Holocaust


Brutality Will Prevail

Buckcherry

Slapshot

Slayer

M.O.D.

Stick To Your Guns

Stick To Your Guns

Stick To Your Guns

Stick To Your Guns





quinta-feira, 5 de junho de 2014

Primavera Sound 2014


Primavera Sound 2014.    Se melhorar, estraga!

Texto: Ana Paula Soares e Mauricio Melo
Fotos: Mauricio Melo



Todo crescimento no mundo musical é visto sob o olhar crítico e desconfiado de um público mais seleto e que, habitualmente, passa desapercebido da grande massa.  É aí o ponto onde pecados são cometidos, entre crescer para um grande público e perder qualidade de velhos admiradores.  Isso ainda não acontece no versão espanhola do festival Primavera Sound mas um descuido e muita coisa pode vir abaixo. 

Uma boa prova do mencionado acima se reflete e comprova em números, um festival que tem como perfil a música independente e alternativa, albergou algo em torno os 190.000 pessoas nos três dias principais no Parc del Fòrum, sem contarmos com atividades extras e shows gratuitos como workshops de música, palcos espalhados pela cidade com apresentações gratuitas, shows em bares, estações de metrô... Um ser humano, por mais saudável que seja não consegue cobrir tudo e muita coisa boa passa desapercebido.  Dá a sensação de desperdício ainda que nos sintamos culturalmente alimentados.

Chuva



Quarta-Feira 28/05/2014

Assim que, já tendo desperdiçado algumas apresentações ao longo da semana, iniciamos nossas atividades na tarde de quarta-feira com duas apresentações de bandas brasileiras, os paulistas do Single Parents e os goianos Black Drawing Chalks no pequeno teatro La Seca Espai Brossa.  Os dois quartetos em questão ofereceram um som que surpreendeu parte do público não tupiniquim, presente no recinto.  O Single Parents tem uma proposta bem mais shoegaze, com influencias nítidas de Sonic Youth o que agrada em cheio o público primaveral e é o tipo de banda que responde o que parte do público no Brasil pergunta, nosso país não fabrica este estilo de música?  O mesmo podemos aplicar para o Black Drawing Chalks.  Rockão recheado de guitarras, com o baixista Denis de Castro dando um show a parte, bicho solto com instrumento em punho e ótima opção para a chuvosa tarde.

Single Parents
Black Drawing Chalks

Por falar nela (a chuva), mal podíamos imaginar o que nos esperava quando deixamos nosso coberto teatro e seguimos rumo ao dia gratuito do festival para conferir os britânicos do Temples.  Sabíamos que um dia a chuva acertaria em cheio ao evento.  Já havia batido na trave diversas vezes mas desta vez o alvo estava calibrado.  Parecia até piada que a banda em questão estivesse apresentando seu tão elogiado disco, entitulado Sun Structures (Estruturas Solares),  seria o local ideal diante das reais estruturas solares do local porém nem mesmo a boa apresentação e a execução da música titulo serviu como simpatia para amenizar a quantidade de agua que caiu quando o quarteto anunciou sua última música, uma verdadeira enxurrada somada a um bom vento obrigou ao púbico a buscar abrigo e abandonar a pista antes do final da apresentação, as calhas do palco se transformaram em verdadeiras cachoeiras o que atrasou o show de Stromae.

O belga fez a festa do povão que curte um som mais pop, deu um show à parte, pouco se importou com o as poças no palco e requebrou o esqueleto com “Alors on Danse” e “Papaoutai”.   Okay, podem torcer no nariz mas o fenômeno é evidente e no momento, imparável. 

Stromae
Temples


Quinta-feira 29/05/2014

Vamos ao que verdadeiramente interessa, a primeira jornada oficial do festival e para tal acontecimento, sob um potente sol se encontrava no palco Adidas Originals o Móveis Coloniais de Acajú num animado e competente show, tendo como figura principal o vocalista André Gonzales.  Mesmo com um injusto horário (18:00) havia um considerável público para curtir o som dos brasileiros, com direito a uma convidada no palco para a interpretação de “Amor é Tradução” e músicos tocando na pista.   Já na correria e muitos metros adiante chegamos a tempo de conferir os americanos do Real Estate no palco Heineken, que flertaram entre canções agradabilíssimas e momentos de bocejo mas nada que tirasse o mérito de canções como “Head To Hear” e “Talking Backwards” do recém lançado Atlas.  Quando escrevemos na correria e metros adiante significa que a distancia entre os palcos mais distantes, ou seja, as duas extremidades do evento é de 1,5 quilômetros, no final do dia dava fácil entre 10 e 15 km percorridos, haja fôlego. 

Móveis Coloniais de Acajú


E para poupar fôlego fincamos pé no  mesmo palco para na sequencia encarar as meninas do Warpaint e seu art-pop-rock-atmosférico também lançando disco.  Para os fãs do Joy Division que não conseguiram sequer chegar perto de uma apresentação da banda, ou seja, a grande maioria, assistir a Peter Hook and the Light tocando na integra Unknown Pleasures com direito a “Ceremony” do New Order, acompanhado de seu filho no palco é algo que não se pode pedir mais considerando que o relacionamento com os antigos integrantes de Joy e New Order já não é dos melhores e a possibilidade de vê-los num projeto como esse é reduzida.   O palco desta apresentação foi uma das novidades oferecidas pelo festival e se chamava Heineken Hidden Stage, ou seja, um palco escondido, numa bat-caverna, pequeno, íntimo e uma verdadeira sauna o que fez com que a invasão britânica nos fizesse sentir em um verdadeiro estádio hooliganiano, emoção a flor da pele e até os cardíacos jogaram equipamentos para o alto e saíram para o pogo em “Interzone”.  Hook finalizou com “Love Will Tear Us Apart” e uma comoção coletiva, impossível não dedicar mais linhas para relatar tal show. 

Peter Hook

Para percorrer os próximos mil e quinhentos metros que tínhamos adiante o profundo desejo era possuir um patinete, skate ou qualquer coisa com rodas que nos facilitasse a vida, pois a fila para o fotografar o Queens Of The Stone Age só aumentava e não podíamos ficar de fora.  Quando Josh Home entrou em cena com “You Think I Ain’t Worth a Dollar, But I Feel Like a Millionaire” do aclamado e respeitado Songs For The Deaf a vibração das caixas de grave explodiam no peito e o corpo estremecia.  “My God is the Sun” deu o cartão de visita de ...Like a Clockwork que voltou a ser representado mais adiante com “I Sat by The Ocean” e a música título.  No mais um desfile de hits dos mais pesados é claro finalizando sem pena com “Go With The Flow” e “Song For The Deaf”, público entregue e disposto a curtir Arcade Fire para dar uma aliviada.

Arcade Fire

E os canadenses em questão não decepcionaram.  Anunciados e recebidos como uma das principais atrações do festival, com status de banda grande, destas que lotam ginásios com sinal de crescente apontando ao nível de estádios e todo um aparato de palco para um cenário perfeito.  Palco rebaixado com espelhos, canhões de confetes para o público, roupas chamativas e uma verdadeira versatilidade de seus integrantes música após música correndo na troca de posições e instrumentos, um verdadeiro show mainstream que acolhe tanto a um público mais exigente quanto adolescentes e amigos que dizem escutar algumas boas músicas e nestas podemos incluir “No Cars Go”, “The Suburbs”, “Reflektor” e “Neighborhood #3 (Power Out)” com momentos épicos e digno de celebrar o décimo aniversário da primeira apresentação da banda em Barcelona que foi há exatos 10 anos e no mesmo festival.   Um lindo show.

Sexta-Feira 30/05/2014

As previsões meteorológicas  para a jornada não eram das melhores e piorou aos primeiros acordes de “Three Times Down” do Drive By Truckers.  O resultado não poderia ser diferente, apenas um grupo de valentes e verdadeiros fãs da banda resistiram ao pé d´água que baixou no palco Ray Ban com direito a vento em direção ao palco.  Nem mesmo o bom rock clássico americano, recheado de guitarras e sotaque forte pode resistir, uma grande pena ainda mais vendo como Mike Cooley e Petterson Hood desciam a madeira em  “Lookout Mountain”. 

Drive By Truckers
The Wedding Present

























Para evitar imprevistos diante da prometida jornada nos refugiamos no Hiden Stage para conferir o The Wedding Present, está aí mais uma das injustiçadas bandas dos anos 80 e 90 que vem ganhando seu tardio reconhecimento e goza do status de banda de culto, nada mal para uma tarde chuvosa. 

O quarteto Loop não possui uma história muito diferente do citado acima.  Praticamente desconhecido do grande público e extinto em 1991 retomou as atividades ano passado e desembarcaram no Primavera Sound com a bagagem cheia de distorções.  O quarteto “derreteu” os tímpanos presentes.  Para tapar um pouco o buraco na agenda conferimos a nova sensação pop na Europa, o Haim.  Três meninas que apareceram com um par de vídeos e musiquinhas bem pop e algo de coreografia mas que ao vivo se transforma em uma descente banda de rock, com direito a riffs e caretas em cima do palco e cover do Fleetwod Mac.  Tipica banda que lança um hit pop para aparecer na mídia para então tirar o disfarce e mostrar quem realmente são.  O público, em grande maioria feminino, se esbaldou durante os pouco mais de 40 minutos de apresentação.  Antes de chegarmos ao Pixies ainda demos uma conferida no Slowdive onde tivemos novamente a sensação de boas melodias misturadas ao bocejo.

Pixies


O que não se repetiu, nem poderia, durante o show da banda liderada por Black Francis e compartida com Dave Lovering, Joey Santiago  e a mais nova integrante Paz Lenchantin que parece ter encaixado perfeitamente na banda, até o momento.  Abriram com “Bone Machine”, seguiram com “Wave of Mutilation”, flertaram com “Gauge Away” e acertaram a mão com “Bagboy” sem deixar de lado “Debaser” e “Here Comes Your Man” e finalizando com “Where is My Mind”.  Do disco novo “Indie City” e “Greens and Blues” mas sentimos falta de “Alec Eiffel” num setlist com mais de vinte canções. 

Já passava da meia noite quando o The National subiu ao palco Sony para apresentar ao público espanhol Trouble Will Find Me, a banda chama atenção pelo reconhecimento tardio, uma destas bandas que lançam discos e que passam desapercebida até que alguém aposta e nos da a sensação de terem acontecido da noite para o dia porém a humildade de seus integrantes diante de seu público é a tradução do auto-reconhecimento que o caminho percorrido foi duro.  Uma banda que há não mais de quatro anos tocava em festivais gratuitos e palcos menores da cidade hoje é ovacionada por uma grande e emocionada massa que canta “Don’t Swallow the Cap” e se despede com “Terrible Love” com direito a participação de Paul Maroon, guitarrista do The Walkmen. 

Kvler

E tinha chegado o momento de dar um basta no indie e conferir de perto a primeira apresentação do sexteto norueguês Kvelertak em Barcelona.  Uma mistura de rock, punk e death metal que resulta num som mais permeável.  O público se espremeu no gargarejo e não se arrependeu.  O vocalista Erlend Hjelvik ofereceu um espetáculo já de cara com um chapéu coruja, muitos ainda se perguntam se a coruja estava mesmo morta.  Não se deixem enganar pelo experimentalismo de “Apenbaring” ou o riff “Bruane Brenn”, por aqui a galera vibrou mesmo com “Ulvetid” e “Spring Fra Livet”, entre outras. 

Sábado 31/05/2014



O dia mais arrastado do festival.  O cansaço, as constantes ameaças de chuva, dia de grandes nomes e suas muitas exigências.  Ainda que este ano o evento tenha organizado um local de imprensa, o mesmo foi pouco visitado devido a demanda de shows ao redor.  Iniciamos com Islands mais para preencher uma lacuna do que por necessidade.  Erramos e lamentamos como um  bêbado de ressaca no dia seguinte prometendo não voltar a beber ao não incluir o show da australiana Courtney Barnett no roteiro e afogamos as mágoas no Superchunk para esperar o tempo passar até o baiano mais ilustre do festival subir ao palco.  O Superchunk abriu os trabalhos com “Slack Motherfucker” como de hábito e deu sequencia com “Trees of Barcelona” numa apresentação que faz jus ao respeito oferecido pelo público que vibrou muito com “Hyper Enough” já em final de set. 

Caetano Veloso

Daí veio o da Bahia, Caetano Veloso.  Se vamos escrever sobre Cae? Claro, porque não?!  Atitude!  Ou melhor, “A Bossa Nova é Foda”, assim iniciou o set nosso brasileiro mais ilustre no Primavera Sound deste ano e muito bem assessorado de sua banda Cê.  À suas costas o Mar Mediterrâneo, à sua cabeça a chuva que não caiu e só fez com que, olhando adiante as nuvens misturadas aos raios do sol que se punha naquele momento aumentasse ainda mais a plasticidade da imagem.  Aos pés, o público com boa quantidade de brasileiros porém repleto de diversas nacionalidades que se rendeu não só ao senhor Veloso mas também aos riffs que Pedro Sá arrancou de sua guitarra.   Num piscar de olhos o público passou de meia dúzia de gatos pingados a um mar de gente que não arredou pé, cantou, tentou cantar, dançou à sua maneira e viu nosso brasileiro dançar e abraçar em “Um Abraçaço”, correr e acenar ao dedicado público.  Tocou “Baby” para o público indie, cantou no idioma local em “Luna Llena” e “Escapulário” misturado a um funk melódico.   Ofereceu aos mais experientes “Eclipse Oculto” resgatando a essência dos anos 80 por alguns minutos e gastou o idioma do Tio Sam em “Nine Out of Ten”.   Memorável. 

Para não perder o hábito entramos no concorrido show do Buzzcocks e outra vez o ambiente era dominado por ingleses desordeiros, era como jogar em  casa.  Abrindo com “Boredom”, um breve boa noite e “Fast Cars”, “I Don’t Mind” e não precisamos dar muitas voltas para dizer que “Even Fallen in Love” foi reponsável por fechar a noite e encerrar as atividades no palco  Heineken Hidden Stage.

NIN
Mas o prato principal da noite ainda estava por servir.  Trent Reznor diante do Nine Inch Nails foi em definitivo, a banda mais esperada do festival além de ser  a presença mais “cantada” dos últimos 12 meses.  Desde que se anunciou uma turnê europeia e que as datas do Primavera Sound estavam vagas e o segredo da participação da banda deveria ser guardada em absoluto sigilo para um anuncio oficial.  Apesar de não contar com a unanimidade dos presentes um bom público se esbaldou diante do palco Sony.  Abrindo com “Me I’m Not”, luzes baixas e de cor azul, vestido com uma jaqueta de couro que não demorou para tirar e um tipo de saia por cima da calça slim fit, apresentou uma versão mais pesada de “Sanctified” até abrir o jogo em definitivo com “Copy of A” e demonstrar o porque é um dos artistas mais aclamados de sua geração e quem realmente mandava no festival no que podemos nos referir a palcos principais.  Som impecável e show impactante, tudo funcionou a perfeição e possivelmente muito bem calculado e programado por Reznor.  Foi um dos poucos shows em que o público não desviou atenção ou abandonou antes do tempo para ir a outro.  “Came Back Haunted”, “Gave Up” e “March of the Pigs” foram apenas alguns dos petardos lançados nos pés da galera ainda que músicas como “The Day the World Went Away” tenham marcado presença junto a maçaroca “Reptile”e claro que “Closer”, “The Hand that Feeds” e “Head Like a Hole” foram tocadas e o set fechou com “Hurt”. 

Foals

E quando pensávamos já haver assistido a tudo e a todos, eis que os britânicos do Foals ofereceram uma apresentação à altura.  Apesar das declarações de  que mereciam melhor atenção de festivais mundo afora e receberem muitas criticas por isso, temos que dar o braço a torcer e admitir que apesar do set conter menos de uma dezena de temas a intensidade foi quem ditou as regras com direito a um mergulho do vocalista Yannis com guitarra em punho ao público, sendo muito bem acolhido pelo mesmo.  “Total Live Forever”, “Prelude” que na verdade abriu a noite e  “My Number” marcaram o ritmo do público.  Curiosamente a música “Cassius”, responsável pela projeção da banda em 2008, ficou de fora. 

Enquanto nos dirigíamos à saída, tropeçamos com a apresentação de Cut Copy em ritmo de encerramento mas a estas alturas já não havia esqueleto para tanto, só mesmo se fosse de “adamantium”.

Para fechar o festival em modo relax, descemos até o Parc Ciutadella, em mais um show aberto ao público, num agradável sol das quatro da tarde e conferir mais um representante brasileiro, Boogarins que atraiu bom público e as meninas Dum Dum Girls apresentando seu mais recente trabalho Too True.

Dum Dum Girls

Uma vez mais participamos deste que vem sendo um dos grandes festivais europeus, brigando centímetro a centímetro com outros grandes eventos no velho continente.  Para nós, participar do Primavera Sound, é um grande orgulho.  A sensação, após 7 edições (pelo menos de quem os escreve) de ter evoluído junto a organização e de, ainda que em menores dimensões, ter contribuído com o mesmo.   O ano de 2015 promete e muito já que o Primavera Sound celebra sua festa de debutante.  A promessa e expectativa de um cartaz histórico (até o presente momento) é grande.

Até.

Arcade Fire

Arcade Fire

B.D.C.

B.D.C.

Drive by Truckers

Haim

Haim



Kvelertak

Loop

Móveis Coloniais de Acajú

Peter Hook

Pixies

Pixies

Queens of the Stone Age

Single Parents

Single Parents

Slowdive

Slowdive

Superchunk

Superchunk

The National

The Wedding Present

Warpaint

Warpaint

Warpaint

Caetano Veloso

Caetano Veloso

Foals

Foas

Nine Inch Nails

Nine Inch Nails